
O TRABALHO COMO LUGAR DE VIDA
Acreditamos que o entusiasmo pelo trabalho, a energia, a capacidade operativa não nascem apenas de uma correspondência com a própria sensibilidade, da busca de uma atividade prazerosa, mas do reconhecimento de que é através de circunstâncias concretas que se joga todo o desejo e a possibilidade de realização da própria natureza humana.
Desta forma, o trabalho adquire seu pleno significado, deixando de ser apenas um “pedágio” a ser pago, assim como a ética deixa de ser algo que deve ser acrescentado ao homem, tornando-se conteúdo de sua consciência.
O trabalho como fonte de realização pessoal, de estímulo permanente para a ação, que molda a realidade e ao mesmo tempo expressa e constrói a pessoa humana, perde seu valor intrínseco e torna-se um meio para alcançar uma situação de bem estar.
O trabalho não é somente uma maneira de viver com dignidade, mas uma atividade cultural, o espaço onde pode ser expressa a originalidade pessoal, a criatividade, a iniciativa livre e o conhecimento de cada um. É um instrumento da participação na vida da comunidade.
Victor Frankl, caracteriza o trabalho como o modo do homem responder de forma original e ativa às circunstâncias concretas da vida tendo uma meta a ser atingida.
Quando esta meta está obscurecida, a tendência é a paralisia e poderíamos acrescentar, a luta pela recompensa material ou social.
É através do trabalho que o homem expressa seu caráter único, advindo daí o seu sentido e valor.
Na contramão da mentalidade dominante o autor afirma que a profissão em si não traz consigo a plena satisfação, não tem a capacidade de realizar o homem:
Não é, por conseguinte, um determinado tipo de profissão o que oferece ao homem a possibilidade de atingir a plenitude. Neste sentido, pode-se dizer que nenhuma profissão faz o homem feliz. A profissão, em si, não é ainda suficiente para tornar o homem insubstituível; o que a profissão faz é simplesmente dar-lhe a oportunidade para vir a sê-lo. (...) Só a partir do momento em que se move para além das fronteiras dos preceitos puramente profissionais, para além do que está ‘regulado’ pela profissão, — só a partir desse momento é que o médico, por exemplo, começa um trabalho verdadeiramente profissional, que só ele pode levar a cabo plenamente (Brandão:2000, 83).
Isto não menospreza o desejo de crescer profissionalmente, mas modifica substancialmente a quase “obsessão” dos jovens pela rápida ascensão profissional, pois o que realmente importa é o modo como o homem realiza sua tarefa, imprimindo a ela uma marca pessoal e insubstituível.
Ao entrarmos em diálogo com Luigi Giussani, a relação entre educação, trabalho e ética torna-se mais explícita.
Para o autor o trabalho é essencial na vida do homem inicialmente porque o homem conhece a si mesmo somente na ação e no trabalho. Além disto, é na esfera do trabalho que o homem se constitui, porque se empenha numa a tarefa, utiliza sua criatividade para solucionar problemas, dedica-se aos outros, enfim, torna-se protagonista de sua vida e gerador de obras.
Aqui se encontra o grande valor do trabalho como atitude diante do real: o estímulo para que a pessoa observe a si mesma, examine o significado pessoal e social de seu projeto, analise todas as variáveis envolvidas, aprenda a utilizá-las adequadamente, enfrente os desafios, reoriente sua ação tendo em tendo em vista um objetivo, enfim, que possa imprimir uma marca pessoal no mundo, através de sua ação.
Estando diante deste significado, sempre misterioso, o sacrifício, o sofrimento que o trabalho exige faz sentido, serve para alcançar a realização de si.
Assim fica evidente porque é necessário considerar o homem como pessoa e não apenas como recurso, “recurso humano” ou pior, como “capital humano” numa imagem “coisificante” (reificante). Também seria profundamente ambíguo encarar o trabalho humano usando o aspecto “espiritual” do trabalhador em sentido instrumental, isto é, apenas para aumentar o seu rendimento. Pelo contrário o homem é desejo de felicidade (Valentini:2004, 9)
Aqui aparece a outra face do trabalho: a colaboração e a solidariedade - trabalha-se cada vez mais com e para os outros, sendo esta uma ocasião de crescimento mútuo e geração de frutos para toda a sociedade.
A raiz da unidade não é “instrumental”, isto é meramente funcional à produção, mas intrínseca ao próprio ser humano. O trabalho em equipe, a colaboração, o fato de estar diante do outro com a capacidade de valorizar seus aspectos construtivos e redimensionando seus limites, isto quer dizer ver-ser e tratar-se como “seres espirituais”. (Valentini:2004, 9)
O trabalho, portanto, é um aspecto parcial da realidade que conduz ao todo, através do qual se afirma a razão pela qual se existe e deve ser o resultado de uma ação educativa porque reconduz o homem à razão última de seu agir.
Só assim o homem torna-s sujeito criador, idealizador e realizador de obras.
Acreditamos que o entusiasmo pelo trabalho, a energia, a capacidade operativa não nascem apenas de uma correspondência com a própria sensibilidade, da busca de uma atividade prazerosa, mas do reconhecimento de que é através de circunstâncias concretas que se joga todo o desejo e a possibilidade de realização da própria natureza humana.
Desta forma, o trabalho adquire seu pleno significado, deixando de ser apenas um “pedágio” a ser pago, assim como a ética deixa de ser algo que deve ser acrescentado ao homem, tornando-se conteúdo de sua consciência.
O trabalho como fonte de realização pessoal, de estímulo permanente para a ação, que molda a realidade e ao mesmo tempo expressa e constrói a pessoa humana, perde seu valor intrínseco e torna-se um meio para alcançar uma situação de bem estar.
O trabalho não é somente uma maneira de viver com dignidade, mas uma atividade cultural, o espaço onde pode ser expressa a originalidade pessoal, a criatividade, a iniciativa livre e o conhecimento de cada um. É um instrumento da participação na vida da comunidade.
Victor Frankl, caracteriza o trabalho como o modo do homem responder de forma original e ativa às circunstâncias concretas da vida tendo uma meta a ser atingida.
Quando esta meta está obscurecida, a tendência é a paralisia e poderíamos acrescentar, a luta pela recompensa material ou social.
É através do trabalho que o homem expressa seu caráter único, advindo daí o seu sentido e valor.
Na contramão da mentalidade dominante o autor afirma que a profissão em si não traz consigo a plena satisfação, não tem a capacidade de realizar o homem:
Não é, por conseguinte, um determinado tipo de profissão o que oferece ao homem a possibilidade de atingir a plenitude. Neste sentido, pode-se dizer que nenhuma profissão faz o homem feliz. A profissão, em si, não é ainda suficiente para tornar o homem insubstituível; o que a profissão faz é simplesmente dar-lhe a oportunidade para vir a sê-lo. (...) Só a partir do momento em que se move para além das fronteiras dos preceitos puramente profissionais, para além do que está ‘regulado’ pela profissão, — só a partir desse momento é que o médico, por exemplo, começa um trabalho verdadeiramente profissional, que só ele pode levar a cabo plenamente (Brandão:2000, 83).
Isto não menospreza o desejo de crescer profissionalmente, mas modifica substancialmente a quase “obsessão” dos jovens pela rápida ascensão profissional, pois o que realmente importa é o modo como o homem realiza sua tarefa, imprimindo a ela uma marca pessoal e insubstituível.
Ao entrarmos em diálogo com Luigi Giussani, a relação entre educação, trabalho e ética torna-se mais explícita.
Para o autor o trabalho é essencial na vida do homem inicialmente porque o homem conhece a si mesmo somente na ação e no trabalho. Além disto, é na esfera do trabalho que o homem se constitui, porque se empenha numa a tarefa, utiliza sua criatividade para solucionar problemas, dedica-se aos outros, enfim, torna-se protagonista de sua vida e gerador de obras.
Aqui se encontra o grande valor do trabalho como atitude diante do real: o estímulo para que a pessoa observe a si mesma, examine o significado pessoal e social de seu projeto, analise todas as variáveis envolvidas, aprenda a utilizá-las adequadamente, enfrente os desafios, reoriente sua ação tendo em tendo em vista um objetivo, enfim, que possa imprimir uma marca pessoal no mundo, através de sua ação.
Estando diante deste significado, sempre misterioso, o sacrifício, o sofrimento que o trabalho exige faz sentido, serve para alcançar a realização de si.
Assim fica evidente porque é necessário considerar o homem como pessoa e não apenas como recurso, “recurso humano” ou pior, como “capital humano” numa imagem “coisificante” (reificante). Também seria profundamente ambíguo encarar o trabalho humano usando o aspecto “espiritual” do trabalhador em sentido instrumental, isto é, apenas para aumentar o seu rendimento. Pelo contrário o homem é desejo de felicidade (Valentini:2004, 9)
Aqui aparece a outra face do trabalho: a colaboração e a solidariedade - trabalha-se cada vez mais com e para os outros, sendo esta uma ocasião de crescimento mútuo e geração de frutos para toda a sociedade.
A raiz da unidade não é “instrumental”, isto é meramente funcional à produção, mas intrínseca ao próprio ser humano. O trabalho em equipe, a colaboração, o fato de estar diante do outro com a capacidade de valorizar seus aspectos construtivos e redimensionando seus limites, isto quer dizer ver-ser e tratar-se como “seres espirituais”. (Valentini:2004, 9)
O trabalho, portanto, é um aspecto parcial da realidade que conduz ao todo, através do qual se afirma a razão pela qual se existe e deve ser o resultado de uma ação educativa porque reconduz o homem à razão última de seu agir.
Só assim o homem torna-s sujeito criador, idealizador e realizador de obras.

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