
A consciência
“A consciência moral é um juízo da razão pelo
qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral de um acto
concreto que pensa fazer, está a fazer ou fez”. é o mais íntimo da pessoa; a consciência recta é a segurança máxima para ser fiéis na vida.
não perde a sua dignidade quando actua com ignorância invencível;
- degrada-se quando, conscientemente, comete o mal.
Variados tipos de consciência:
a. relativamente ao momento em que se emite o juízo: antecedente,
concomitante, seguinte;
b. em relação à norma ou lei: verdadeira, errónea (com igno-
rância vencível ou invencível);
c. em relação ao assentimento do juízo: certa, duvidosa (dúvida
positiva ou negativa);
d. relativamente ao modo habitual de emitir juízo: delicada,
escrupulosa, laxa;
e. devido à responsabilidade com que se emite o juízo: recta
(ajusta-se ao ditame da razão), falsa (não se submete à
própria razão: homem imprudente e temerário).
Princípios morais, 1
1
É preciso actuar sempre com consciência verdadeira.
2
Nunca é lícito actuar com consciência duvidosa acerca da
licitude de uma acção, se há fundado temor de errar.
=> medidas oportunas para sair da dúvida.
3
A dúvida negativa não deve ter-se em conta no momento
de actuar (razão de pouco peso).
4
A consciência invencivelmente errónea, quando permite
algo que está proibido e o faz, não comete o mal.
5
A consciência que padece de erro invencível deve ser
obedecida no que manda ou proíbe, caso contrário
actua contra a sua consciência e actua mal..
6
É um mal actuar com consciência vencivelmente errónea.
7
A consciência é livre, pelo que não deve ser violentada
por ninguém: O próprio Deus respeita a liberdade da pessoa
humana. Mas o homem não é livre para não formar a sua
consciência: está obrigado a usar os meios necessários
para formar uma consciência recta.
Liberdade de consciência: a que pretende
situar-se à margem de qualquer norma,
incluindo a lei de Deus, com o fim de fazer
o que mais apeteça. A consciência pessoal
seria absoluta.
Liberdade das consciências: diz respeito
à dignidade da consciência de cada
pessoa, pelo que deve ser respeitada.
Deve ser garantida juridicamente, para
estar protegida.
Consciência e verdade
A função da consciência é emitir juízos práticos acerca da
bondade ou malícia de um acto: portanto está relacionada com a
verdade prática (conhecimento do bem e do mal moral objectivos).
“Atribuiu-se à consciência individual as prerrogativas de uma instância suprema do juízo moral, que decide categórica e infalivelmente sobre o bem e o mal. Ao considerar-se que se deve seguir a própria consciência acrescentou-se indevidamente a afirmação de que o juízo moral é verdadeiro pelo próprio facto de que provém da consciência”.
A consciência não cria a verdade, mas tão só goza de uma
capacidade inata para a descobrir. Por isso, logo que tem o
uso da razão, todo homem discerne, de modo más ou menos
claro, o bem e o mal. A consciência é uma luz inextinguível
que nos é dada pela própria natureza. Daqui a necessidade
de formar bem a própria consciência já que não é infalível
nos seus juízos e necessita conhecer a verdade.
Meios para formar uma consciência recta:
-Procurar compreender correctamente o sentido do dever moral: que vá entendendo por que devemos fazer certas coisas e porque devemos evitar outras.
-Compreender o sentido da liberdade e a responsabilidade.
-A reflexão: é preciso que cada um preste atenção a si mesmo para ouvir a voz da sua consciência.
-O exame pessoal: ajuda a que se adquiram critérios firmes e estáveis sobre a moralidade da própria existência.
-O exercício das virtudes humanas.
A consciência moral pode sofrer deformações e também corrupções.Ex: os maus exemplos recebidos de outros, a servidão às paixões, a pretensão de autonomia mal entendida.
Decidir em consciência pode ser por vezes difícil.
“Em todos os casos são aplicáveis algumas regras:
- Nunca está permitido facer o mal para obter um bem.
- A ‘regra de ouro’: ‘Tudo (...) o que queirais que vos façam
os homens, fazei-o a eles também
- A caridade deve actuar sempre com respeito pelo próximo.
A objecção de consciência
Constitui um direito fundamental dos cidadãos, previsto constitucionalmente, que lhes permite a isenção do cumprimento do serviço militar ou outro quando obrigatório, substituindo-o pela prestação de um serviço cívico de natureza exclusivamente civil igualmente obrigatório.
“A consciência moral é um juízo da razão pelo
qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral de um acto
concreto que pensa fazer, está a fazer ou fez”. é o mais íntimo da pessoa; a consciência recta é a segurança máxima para ser fiéis na vida.
não perde a sua dignidade quando actua com ignorância invencível;
- degrada-se quando, conscientemente, comete o mal.
Variados tipos de consciência:
a. relativamente ao momento em que se emite o juízo: antecedente,
concomitante, seguinte;
b. em relação à norma ou lei: verdadeira, errónea (com igno-
rância vencível ou invencível);
c. em relação ao assentimento do juízo: certa, duvidosa (dúvida
positiva ou negativa);
d. relativamente ao modo habitual de emitir juízo: delicada,
escrupulosa, laxa;
e. devido à responsabilidade com que se emite o juízo: recta
(ajusta-se ao ditame da razão), falsa (não se submete à
própria razão: homem imprudente e temerário).
Princípios morais, 1
1
É preciso actuar sempre com consciência verdadeira.
2
Nunca é lícito actuar com consciência duvidosa acerca da
licitude de uma acção, se há fundado temor de errar.
=> medidas oportunas para sair da dúvida.
3
A dúvida negativa não deve ter-se em conta no momento
de actuar (razão de pouco peso).
4
A consciência invencivelmente errónea, quando permite
algo que está proibido e o faz, não comete o mal.
5
A consciência que padece de erro invencível deve ser
obedecida no que manda ou proíbe, caso contrário
actua contra a sua consciência e actua mal..
6
É um mal actuar com consciência vencivelmente errónea.
7
A consciência é livre, pelo que não deve ser violentada
por ninguém: O próprio Deus respeita a liberdade da pessoa
humana. Mas o homem não é livre para não formar a sua
consciência: está obrigado a usar os meios necessários
para formar uma consciência recta.
Liberdade de consciência: a que pretende
situar-se à margem de qualquer norma,
incluindo a lei de Deus, com o fim de fazer
o que mais apeteça. A consciência pessoal
seria absoluta.
Liberdade das consciências: diz respeito
à dignidade da consciência de cada
pessoa, pelo que deve ser respeitada.
Deve ser garantida juridicamente, para
estar protegida.
Consciência e verdade
A função da consciência é emitir juízos práticos acerca da
bondade ou malícia de um acto: portanto está relacionada com a
verdade prática (conhecimento do bem e do mal moral objectivos).
“Atribuiu-se à consciência individual as prerrogativas de uma instância suprema do juízo moral, que decide categórica e infalivelmente sobre o bem e o mal. Ao considerar-se que se deve seguir a própria consciência acrescentou-se indevidamente a afirmação de que o juízo moral é verdadeiro pelo próprio facto de que provém da consciência”.
A consciência não cria a verdade, mas tão só goza de uma
capacidade inata para a descobrir. Por isso, logo que tem o
uso da razão, todo homem discerne, de modo más ou menos
claro, o bem e o mal. A consciência é uma luz inextinguível
que nos é dada pela própria natureza. Daqui a necessidade
de formar bem a própria consciência já que não é infalível
nos seus juízos e necessita conhecer a verdade.
Meios para formar uma consciência recta:
-Procurar compreender correctamente o sentido do dever moral: que vá entendendo por que devemos fazer certas coisas e porque devemos evitar outras.
-Compreender o sentido da liberdade e a responsabilidade.
-A reflexão: é preciso que cada um preste atenção a si mesmo para ouvir a voz da sua consciência.
-O exame pessoal: ajuda a que se adquiram critérios firmes e estáveis sobre a moralidade da própria existência.
-O exercício das virtudes humanas.
A consciência moral pode sofrer deformações e também corrupções.Ex: os maus exemplos recebidos de outros, a servidão às paixões, a pretensão de autonomia mal entendida.
Decidir em consciência pode ser por vezes difícil.
“Em todos os casos são aplicáveis algumas regras:
- Nunca está permitido facer o mal para obter um bem.
- A ‘regra de ouro’: ‘Tudo (...) o que queirais que vos façam
os homens, fazei-o a eles também
- A caridade deve actuar sempre com respeito pelo próximo.
A objecção de consciência
Constitui um direito fundamental dos cidadãos, previsto constitucionalmente, que lhes permite a isenção do cumprimento do serviço militar ou outro quando obrigatório, substituindo-o pela prestação de um serviço cívico de natureza exclusivamente civil igualmente obrigatório.

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