quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A consciência


A consciência

“A consciência moral é um juízo da razão pelo

qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral de um acto

concreto que pensa fazer, está a fazer ou fez”. é o mais íntimo da pessoa; a consciência recta é a segurança máxima para ser fiéis na vida.

não perde a sua dignidade quando actua com ignorância invencível;

- degrada-se quando, conscientemente, comete o mal.

Variados tipos de consciência:

a. relativamente ao momento em que se emite o juízo: antecedente,

concomitante, seguinte;

b. em relação à norma ou lei: verdadeira, errónea (com igno-

rância vencível ou invencível);

c. em relação ao assentimento do juízo: certa, duvidosa (dúvida

positiva ou negativa);

d. relativamente ao modo habitual de emitir juízo: delicada,

escrupulosa, laxa;

e. devido à responsabilidade com que se emite o juízo: recta

(ajusta-se ao ditame da razão), falsa (não se submete à

própria razão: homem imprudente e temerário).

Princípios morais, 1

1

É preciso actuar sempre com consciência verdadeira.

2

Nunca é lícito actuar com consciência duvidosa acerca da

licitude de uma acção, se há fundado temor de errar.

=> medidas oportunas para sair da dúvida.

3

A dúvida negativa não deve ter-se em conta no momento

de actuar (razão de pouco peso).

4

A consciência invencivelmente errónea, quando permite

algo que está proibido e o faz, não comete o mal.






5

A consciência que padece de erro invencível deve ser

obedecida no que manda ou proíbe, caso contrário

actua contra a sua consciência e actua mal..

6

É um mal actuar com consciência vencivelmente errónea.

7

A consciência é livre, pelo que não deve ser violentada

por ninguém: O próprio Deus respeita a liberdade da pessoa

humana. Mas o homem não é livre para não formar a sua

consciência: está obrigado a usar os meios necessários

para formar uma consciência recta.

Liberdade de consciência: a que pretende

situar-se à margem de qualquer norma,

incluindo a lei de Deus, com o fim de fazer

o que mais apeteça. A consciência pessoal

seria absoluta.

Liberdade das consciências: diz respeito

à dignidade da consciência de cada

pessoa, pelo que deve ser respeitada.

Deve ser garantida juridicamente, para

estar protegida.

Consciência e verdade

A função da consciência é emitir juízos práticos acerca da

bondade ou malícia de um acto: portanto está relacionada com a

verdade prática (conhecimento do bem e do mal moral objectivos).

“Atribuiu-se à consciência individual as prerrogativas de uma instância suprema do juízo moral, que decide categórica e infalivelmente sobre o bem e o mal. Ao considerar-se que se deve seguir a própria consciência acrescentou-se indevidamente a afirmação de que o juízo moral é verdadeiro pelo próprio facto de que provém da consciência”.



A consciência não cria a verdade, mas tão só goza de uma

capacidade inata para a descobrir. Por isso, logo que tem o

uso da razão, todo homem discerne, de modo más ou menos

claro, o bem e o mal. A consciência é uma luz inextinguível

que nos é dada pela própria natureza. Daqui a necessidade

de formar bem a própria consciência já que não é infalível

nos seus juízos e necessita conhecer a verdade.

Meios para formar uma consciência recta:

-Procurar compreender correctamente o sentido do dever moral: que vá entendendo por que devemos fazer certas coisas e porque devemos evitar outras.

-Compreender o sentido da liberdade e a responsabilidade.

-A reflexão: é preciso que cada um preste atenção a si mesmo para ouvir a voz da sua consciência.

-O exame pessoal: ajuda a que se adquiram critérios firmes e estáveis sobre a moralidade da própria existência.

-O exercício das virtudes humanas.

A consciência moral pode sofrer deformações e também corrupções.Ex: os maus exemplos recebidos de outros, a servidão às paixões, a pretensão de autonomia mal entendida.

Decidir em consciência pode ser por vezes difícil.

“Em todos os casos são aplicáveis algumas regras:

- Nunca está permitido facer o mal para obter um bem.

- A ‘regra de ouro’: ‘Tudo (...) o que queirais que vos façam

os homens, fazei-o a eles também

- A caridade deve actuar sempre com respeito pelo próximo.

A objecção de consciência

Constitui um direito fundamental dos cidadãos, previsto constitucionalmente, que lhes permite a isenção do cumprimento do serviço militar ou outro quando obrigatório, substituindo-o pela prestação de um serviço cívico de natureza exclusivamente civil igualmente obrigatório.

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