sexta-feira, 6 de novembro de 2009

CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA LOGOTERAPIA


CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA LOGOTERAPIA







I) Conceitos Fundamentais

A definição de logoterapia, segundo Viktor Frankl, vem do seu próprio nome. Logos significa em grego "sentido". Portanto logoterapia significa "cuidar do sentido". Sentido como significado, meta ou finalidade, sendo esta a principal força motivadora no ser humano. Assim, a logoterapia se baseia no confronto do paciente com o sentido de sua vida e o reorienta para o mesmo.

Nossas projeções das dimensões biológicas, psicológicas e sociais se expressam em uma dimensão espiritual que se totaliza na nossa existência. Essa dimensão, na logoterapia, também é chamada de "noética". É somente nessa dimensão que o indivíduo pode sair de suas condicionalidades e visualizar o seu sentido.

A Vontade de Sentido

A busca do da pessoa por um sentido é a motivação primária em sua vida. Esta busca não é algo aprendido, condicionado ou objeto de sua consciência. Ela está na pessoa como mola impulsionadora de sua existência. O sentido é único e específico para cada um e deve ser vivido somente por aquele indivíduo.

Os seus princípios morais nada mais são do que a concretização da sua decisão de aceitar e seguir o sentido que os contém.

Frustração Existencial e Neuroses Noogênicas

Existem pessoas que ainda não encontraram o sentido em suas vidas porque não conseguiram ser autores de suas próprias decisões, assumindo o sentido de outras pessoas ou deixando que elas definam qual o sentido para as suas vidas. Existem também as que tiveram a sua vontade de sentido frustrada. Elas são afligidas por um estado que se chama "frustação existencial".

Esta frustação pode culminar em uma espécie de neurose. Para esse tipo de neuroses Viktor Frankl criou o termo "neurose noogênica".

As neuroses noogênicas ou noógenas são sempre de cunho espiritual e se baseiam em conflitos da sua existencia onde as frustações existenciais desempenham um papel central.

Noodinâmica

A noodinâmica é a tensão interna existente entre o que uma pessoa é e aquilo que ela deveria ser de acordo com a sua realidade, seus valores e o seu sentido de vida. A logoterapia afirma que o "estado noodinâmico" ou o estado entre aquilo que se é e aquilo que se deveria ser, é o mais adequado à normalidade do homem.

Neste sentido, quando o indivíduo se encontra em uma situação adversa e estabelece uma meta para sair de onde está, o estado normal de tensão noodinâmica o equilibra e o auxilia para que ele supere os seus obstáculos, desde que aceite o desafio de seguir em frente sem o receio do fracasso.

Vazio Existencial

O vazio existencial se verifica quando as pessoas não encontraram o sentido para as suas vidas. Este vazio se manifesta principalmente num estado de tédio. Quando as pessoas se deixam dominar pela rotina do dia a dia, quando se alimentam intelectualmente pela multidão de informações superficiais que a mídia nos empurra diariamente e quando não dispomos de tempo para o lazer mental não nos apercebemos que necessitamos de um sentido para viver.

A bovinidade do vazio existencial transparece sob as mais diversas máscaras como forma compensadora: o conformismo, a submissão e as obcessões por poder, dinheiro ou sexo.

O Sentido da Vida

Como já está exposto aqui antes, o sentido da vida é único e caracteristico de cada pessoa. As pecularidades de cada indivíduo e as particularidades da vida de cada um, principalmente de seus valores, é que vão definir o sentido da vida. Segundo Viktor Frankl, "não é o que a vida pode lhe proporcionar, mas o que você pode fazer pela vida", ou seja, temos a responsabilidade de encontrar em si o que dar à vida. De acordo com a logoterapia podemos verficar que o sentido da vida se dá em três diferentes formas:

criando ou trabalhando ou praticando um ato;
experimentando algo ou encontrando alguém; e
pela atitude que tomamos em relação ao sofrimento inevitável.
A Essência da Existência

A logoterapia afirma que o fim da vida não é a auto-realização, mas a autotranscendência. Porque quanto mais se tenta chegar a esta mais à auto-realização, mais distante esta se torna. A auto-realização não é um fim em si mesma, mas um caminho a ser trilhado em direção ao sentido a realizar ou a outro ser humano a encontrar. Ou seja, a auto-realização é conseqüência da autotranscendência.

O Sentido do Amor

O encontro com o outro somente se dá quando temos abertura para aceitá-lo da meneira que ele realmente é. Ninguém consegue ter plena abertura para conhecer outro ser humano se não amá-lo. Além disso somente o amor o torna capaz de conscientizar o ser amado daquilo que ela pode e deveria vir a ser.

O Sentido do Sofrimento

Durante a nossa vida nos encontramos em situações nos quais o sofrimento é inevitável, em que não há mais esperança ou diante de uma fatalidade que não pode ser mudada. Quando o absurdo do mundo nos atinge e já não somos mais capazes de alterar a situação, tomamos consciência que só nos resta mudar a nós mesmos, enfrentando o sofrimento com dignidade e coragem.

O Supra-Sentido

Segundo a logoterapia a vida tem um supra-sentido que excede e ultrapassa toda e qualquer compreensão intelectual do ser humano. Esse supra-sentido pode ser bem exemplificado na fé religiosa, onde as pessoas confiam naquilo que não veem ou compreendem e esperam por um futuro do qual não tem provas que possa existir. Esse princípio, muitas vezes, impulsionam e dão forças às pessoas para superar as adversidades.

A Transitoriedade da Vida

A nossa finitude, principalmente a iminente, tende a tirar o nosso sentido da vida. Para superar o sentimento de transitoriedade a logoterapia valoriza a historicidade manifesta no passado do indivíduo. Tudo o que ele viveu e foi não se separam dele, pelo contrário, fazem parte e preenchem a sua vida. Então, se a pessoa perceber que não perdeu nada do que passou, que conseguiu viver toda a sua vida com plenitude, mesmo diante de grandes adversidades, ele estará estruturando a sua personalidade para que ao envelhecer sinta orgulho de si próprio.



II) Técnicas Logoterápicas

Na logoterapia o indivíduo somente consegue enxergar as suas frustações e neuroses quando ele se distancia da situação em que está inserido, e sair da angústia do vazio existêncial a partir da autotranscendência. As técnicas logoterápicas se baseiam na decisão racional de antagonizar com o seu condicionamento psiconoético.



a ) Intenção Paradoxal

Esta técnica baseia-se no fato de que o medo produz aquilo que temos medo, ou seja, a ansiedade antecipatória. Na intensão paradoxal o psicoterapêuta induz o paciente que sofre de fobia a intencionar precisamente aquilo que teme, mesmo que seja somente por breves instantes. Com a inversão da atitude do paciente o seu temor é substituído pelo "desejo paradoxal", diminuindo-se a ansiedade gerada em torno da situação. Dessa maneira o indivíduo está capacitado a colocar-se numa posição distanciada de sua própria neurose.

b) Desreflexão

Já a desreflexão se baseia no fato de que a intensão excessiva impossibilita aquilo que desejamos. Isso acontece por que nosso foco de atenção geralmente se volta para a tarefa que vamos realizar e não para o objetivo em si. Podemos tomar como exemplo os distúrbios do sono. O medo da insônia e, consequentemente, não poder descansar numa boa noite de sono resulta numa hiper-intensão de pegar no sono, o que, por conseguinte, impede o indivíduo de consegui-lo. Uma vez que a pessoa consegue refocar a sua intensão e atenção no ato do prazer de descansar com uma noite de sono e não no ato de dormir para poder consegui-lo, este acontece.

positivo João Correia e Jõao Gonçalves

posivivo a Gonzalo Rocha y Antonio Santos(TGEIO07)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bernard Nathanson:Quando a "Mão de Deus" alcançou o "Rei do aborto"


Bernard Nathanson:
Quando a "Mão de Deus" alcançou o "Rei do aborto"


O quê pode levar um poderoso e reconhecido médico abortista a converter-se em um forte defensor da vida e abraçar os ensinamentos de Jesus Cristo?
Pode que tenha sido o peso de sua consciência pela morte de 60 mil nascituros ou talvez as muitas orações de todos aqueles que rogaram incessantemente por sua conversão?
Segundo Bernard Nathanson, o famoso "rei do aborto", sua conversão ao catolicismo resultaria inconcebível sem as orações que muitas pessoas elevaram a Deus pedindo por ele. "Estou totalmente convencido de que as suas preces foram escutadas por Ele", indicou emocionado Nathanson no dia em que o Arcebispo de Nova York, o falecido Cardeal O'Connor, o batizou.
Filho de um prestigioso médico especializado em ginecologia, o Dr. Joey Nathanson, a quem o ambiente cético e liberal da universidade o fe abdicar da sua fé, Nathanson cresceu em um lar sem fé e sem amor, onde imperava muita malícia, conflitos e ódio.
Profissional e pessoalmente Bernard Nathanson seguiu durante uma boa parte de sua vida os passos do seu pai. Estudou medicina na Universidade de McGill (Montreal), e em 1945 começou a namorar Ruth, uma jovem e bela judia com quem realizou planos de matrimônio. Porém a jovem ficou grávida e quando Bernard escreveu para o seu pai consultando-lhe sobre a possibilidade de contrair matrimônio, este lhe enviou cinco notas de 100 dólares junto com a recomendação de que escolhesse entre abortar ou ir aos Estados Unidos para casar-se, pondo em risco sua brilhante carreira como médico que o aguardava.
Bernard priorizou sua carreira e convenceu a Ruth que abortasse. Ele não a acompanhou à intervenção abortiva e Ruth voltou à sua casa sozinha, em um táxi, com uma forte hemorragia, a ponto de perder a vida. Ao recuperar-se -quase milagrosamente- ambos terminaram sua relação. "Este foi o primeiro dos meus 75.000 encontros com o aborto, me serviu de excursão inicial ao satânico mundo do aborto", confessou o Dr. Nathanson.
Após graduar-se, Bernard iniciou sua residência em um hospital judeu.
Depois passou ao Hospital de Mulheres de Nova York onde sofreu pessoalmente a violência do anti-semitismo, e entrou em contato com o mundo do aborto clandestino. Nesta época já havia se casado com uma jovem judia, tão superficial quanto ele, como confessaria, com a qual permeneceu unido cerca de quatro anos e meio. Nestas circunstâncias Nathanson conheceu Larry Lader, um médico a quem só lhe obsessionava a idéia de conseguir que a lei permitisse o aborto livre e barato. Para isso fundou, em 1969, a "Liga de Ação Nacional pelo Direito ao Aborto", uma associação que tentava culpar a Igreja por cada morte ocorrida nos abortos clandestinos.
Mas foi em 1971 quando Nathanson se envolveu diretamente com a prática de abortos. As primeiras clínicas abortistas de Nova York começavam a explorar o negócio da morte programada, e em muitos casos seu pessoal carecia da licença do Estado ou de garantias mínimas de segurança. Como foi o caso da que dirigia o Dr. Harvey. As autoridades estavam a ponto de fechar esta clínica quando alguém sugeriu que Nathanson poderia encarregarse da sua direção e funcionamento. Ocorria o parodoxo incrível de que, enquanto esteve diante daquela clínica, naquele lugar havia um setor de obstetricia: isto é, se atendiam partos normais ao mesmo tempo que se praticava abortos.
Por outro lado, Nathanson realizava uma intensa atividade, dando conferências, celebrando encontros com políticos e governantes, pressionando-lhes para que fosse ampliada a lei do aborto.
"Estava muito ocupado. Quase não via a minha família. Tinha um filho de poucos anos e uma mulher, mas quase nunca estava em casa. Lamento amargamente estes anos, por mais que seja só por ter fracassado em ver meu filho crescer. Também era um segregado na profissão médica. Era conhecido como o rei do aborto", afirmou.
Durante este período, Nathandon realizou mais de 60.000 abortos, mas no fim do ano de 1972, esgotado, dimitiu do seu cargo na clínica.
"Abortei os filhos não nascidos dos meus amigos, colegas, conhecidos e inclusive professores. Cheguei ainda a abortar meu próprio filho", chorou amargamente o médico, que explicou que por volta da metade da década de 60 engravidou a uma mulher que gostava muito dele (...) Ela queria seguir adiante com a gravidez mas ele se negou. Já que eu era um dos especialistas no tema, eu mesmo realizaria o aborto, expliquei. E assim procedi.", precisou.
Entretanto a partir deste acontecimento as coisas começaram a mudar. Deixou a clínica abortista e possou a ser chefe de obstetricia do Hospital St. Luke's. A nova tecnologia, o ultrasom, começava a aparecer no ambiente médico. No dia em que Nathanson pôde observar o coração do feto nos monitores eletrônicos, começou a perguntar-se "quê estamos fazendo verdadeiramente na clínica".
Decidiu reconhecer o seu erro. Na revista médica The New England Journal of Medicine, escreveu um artigo sobre sua experiência com os ultrasonografias, recohecendo que no feto existia vida humana. Incluia declarações como a seguinte: "o aborto deve ser visto como a interrupção de um processo que de outro modo teria produzido um cidadão no mundo. Negar esta realidade é o tipo mais grosseiro de evasão moral".
Aquele artigo provocou uma forte reação. Nathanson e sua família receberam inclusive ameaças de morte, porém a evidência de que não podia continuar praticando abortos se impôs. Tinha chegado à conclusão que não havia nenhuma razão para abortar: o aborto é um crime.
Pouco tempo depois, uma nova experiência com as ultrasonografias serviu de material para um documentario que encheu de admiração e horror ao mundo. Era titulado "O grito silencioso", e sucedeu em 1984 quando Nathanson pediu a um amigo seu - que praticava entre 15 a 20 abortos por dia- que colocasse um aparelho de ultrasom sobre a mãe, gravando a intervenção.
"Assim o fez -explica Nathanson- e, quando viu a gravação comigo, ficou tão afetado que nunca mais voltou a realizar um aborto. As gravações eram assombrosas, por mais que não eram de boa qualidade. Selecionei a melhor e comecei a projetá-la nos meus encontros pró-vida por todo o país".
Retorno do filho pródigo
Nathanson tinha abandonado sua antiga profissão de "carniceiro humano" mas ainda estava pendente o seu caminho de volta a Deus. Uma primeira ajuda veio de seu admirado professor universitário, o psiquiatra Karl Stern.
"Transmitia uma serenidade e uma segurança indefiníveis. Nessa época não sabia que em 1943, após longos anos de meditação, leitura e estudo, tinha se convertido ao catolicismo. Stern possuia um segredo que eu tinha buscado toda a minha vida: o segredo da paz de Cristo".
O movimento prá-vida lhe havia proporcionado o primeiro testemunho vivo da fé e do amor de Deus. Em 1989 esteve em uma ação de Operação Resgate nos arredores de uma clínica. O ambiente dos que lá se manifestavam pacíficamente a favor da vida dos nascituros lhe havia comovido: estavam serenos, contentes, cantavam, rezavam... Os mesmos meios de comunicação que cobriam o evento e os policiais que vigilavam, estavam assombrados pela atitude destas pessoas. Nathanson ficou cativado "e, pela primeira vez em toda minha vida de adulto comecei a considerar seriamente a noção de Deus, um Deus que tinha permitido que eu andasse por todos os proverbiais circuitos do inferno, para ensinar-me o caminho da redenção e da misericódia através da sua graça".
"Durante dez anos passei por um período de transição. Senti que o peso dos meus abortos se fazia mais grave e persistente pois me despertava cada dia às 4 ou 5 da manhã, olhando a escuridão e esperando (mas sem rezar ainda) que se iluminasse um letreiro declarando-me inocente ante um juri invísivel", indica Nathanson.
Logo, o médico acaba lendo "As Confissões", de Santo Agostinho, livro que qualificou como "alimento de primeira necessidade", convertendo-se em seu livro mais lido já que Santo Agostinho "falava do modo mais completo de meu tormento existencial; porém eu não tinha uma Santa Mônica que me ensinasse o caminho e estava acusado por uma negra desesperança que não diminuia".
Nesta situação não faltou a tentação do suicídio, mas, afortunadamente, decidiu buscar uma solução diferente. Os remédios tentados falhavam: álcool, tranquilizantes, livros de auto-estima, conselheiros, até chegar a psicanálise, onde permaneceu por 4 anos.
O espírito que animava aquela manifestação pró-vida endereçou a sua busca. Começou a conversar periódicamente com Padre John McCloskey; não lhe resultava fácil crer, mas pelo contrário, permanecer no agnosticismo, levava ao abismo. Progressivamente se descobria a si mesmo acompanhado de alguém que se importava por cada um dos segundos da sua existência. "Já não estou sozinho. Meu destino foi dar voltas pelo mundo à busca deste Alguém sem o qual estou condenado, porém a que agora me agarro desesperadamente, tentando não soltar-me da orla do seu manto".
Finalmente, no dia 9 de dezembro de 1996, às 7:30 de uma segunda feira, solenidade da Imaculada Conceição, na cripta da Catedral de São Patrício de Nova York, o Dr. Nathanson se convertia em filho de Deus. Entrava a formar parte do Corpo Místico de Cristo, sua Igreja. O Cardeal O 'Connor lhe administrou os sacramentos do Batismo, Confiirmação e Eucaristia.
Um testemunho expressa assim este momento: "Esta semana experimentei com uma evidência poderosa e fresca que o Salvador que nasceu há 2.000 anos em um estábulo continua transformando o mundo. Na segunda-feira passado fui convidado a um Batismo. (...) Observei como Nathanson caminhava até o altar. Que momento! Tal qual no primeiro século... um judeu convertido caminhando nas catacumbas para encontrar a Cristo. E sua madrinha era Joan Andrews. As ironias abundam. Joan é uma das mais destacadas e conhecidas defensoras do movimento pró-vida... A cena me queimava por dentro, porque justo em cima do Cardeal O 'Connor havia uma Cruz... Olhei para a Cruz e me percatei de que o que o Evangelho ensina é a verdade: a vitória está em Cristo".
As palavras de Bernard Nathanson no fim da cerimônia, foram curtas e diretas. "Não posso dizer como estou agradecido nem a dívida tão impagável que tenho com todos aqueles que rezaram por mim durante todos os anos nos quais me proclamava públicamente ateu. Rezaram teimosa e amorosamente por mim. Estou totalmente convencido de que suas orações foram escutadas. Conseguiram lágrimas para meus olhos".

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Notas importantes o dicas de temas falados

-Distinguir dignidade intrinseca da dignidade moral.

O valor Compromisso e a sexualidade humana

Matrimonio= umo com uma para sempre
Caracteristicas do amor conyugal:
a) amor plenamente humano ( espiritual e sensível)
b) amor total ( sem reservas, sem cálculos egoistas)
c) fiel e exclusivo= felicidade íntima e duradoura.
d) fecundo= ordenado para a procriação e educação dos filhos.

Dos aspectos inseparáveis:
a) significado unitivo(união)
b) significado procriador (procriação)

Malicia da contracepção: separação que provoca entre o acto sexual e a finalidade natural que lhe é propria, a ordenação intrínseca das faculdades geradoras enquanto tais ê originar a vida, e o fim natural do acto conyugal.

SExo seguro?
-Uganda (A,B,C)
A- Abstinencia
B- Fidelidade
C- Usar condones em caso de fatar a A) o B).
-Preservativo- 10% erro
-O contagio está ligado à conduta, a triviaLIZAÇÃO E PROMISCUIDADE= mais condutas de risco.

positivo a Francisco Ramos

Francisco Ramos poossitivo

terça-feira, 27 de outubro de 2009

posivo TVO 07

Antonio Mamede,Manuel Leonardo,Nelson PInto

positivos M7

Pedro Santos, Luis Cra.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Positivos tv09

Vitercito ,Diego Anjos

positivos tm09

Patric marquez e Tiago

positivos en TDG09

Pedro Meeiros,Desiderio

Positivos mudulo1

TG09- Samuel Lima, Jõao Gonçalves
TETO 09- Pedro dos Santos, Ruben Ramos, Nelson Lima , Jõao Lorenzo

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A virtude da fortaleza


A energia de sua juventude te ajudará a se tornar uma mulher forte, capaz de enfrentar e superar os obstáculos que a vida apresenta.

A virtude da fortaleza para uma jovem como você, que começa a caminhar de uma forma mais independente pela vida, é extremamente necessária para se transformar em uma mulher forte e com personalidade autêntica, sem máscaras.

O que é a fortaleza?

A fortaleza, de acordo com David Isaacs, é “a grande virtude: a virtude dos apaixonados, dos que têm convicção e daqueles que, por um verdadeiro ideal, são capazes de enfrentar os maiores riscos”.

É esta maravilhosa amiga da personalidade que dá força nas situações de dificuldade e concede constância e perseverança na busca suprema do bem. Sua amiga fortaleza é a que te ajuda a resistir às tentações (ficar tempo demasiado na cama, deixar o quarto desarrumado, não cumprir as obrigações escolares, ignorar as tarefas domésticas), e a abandonar sua própria comodidade.

Além disso, ela auxilia a superar os obstáculos em sua vida moral. Trata-se, amiga, de ir se exercitando dia-a-dia para aprender a ser você mesma em meio às pressões e expectativas dos outros - especialmente as dos jovens de sua idade - que não te conduzem à felicidade para a qual você foi criada. Defenda a todo custo sua virgindade. Você é capaz de não aderir à moda do “umbigo descoberto”. Tenha cuidado e guarde a visão de tudo que possa te levar a ter desejos impuros.

Quando se aprende a ser forte durante a juventude, os obstáculos que surgirão no seu caminho serão vencidos com muito mais serenidade e maturidade.

Quem é a jovem forte?

É você! Sim, a jovem forte tem a capacidade de escolher e construir uma relação ou projeto de vida. Quando esse não existe, você não leva a vida, mas se deixa levar, se deixa manipular. A fortaleza te dará a valentia para se fazer os seguintes questionamentos: quais são minhas qualidades? Quais são os valores que desejo viver? O que me motiva a fazer isto?

Então, a fortaleza será base para você fazer uma lista das qualidades que você possui, e para você desenvolve-los de modo harmonioso com sua personalidade. Por exemplo:

- Gosto de ser ordenada;
- Sou solícita e ajudo os outros;
- Tenho talento para praticar tênis;
- Gosto de cozinhar;
- Desfruto das leituras;
- Sou bem-humorada.

Quais são os valores que quero viver?

Se você decidiu que a virtude da fortaleza é um alicerce de sua personalidade, então ela se converte em um valor para você. São valores que te sustentam e que te levam a “resistir” contra tudo o que vem de fora, sobretudo nas coisas pequenas:

- Sorrir mesmo que você não esteja de bom humor;
- Vencer-se para não discutir com seus pais ou irmãos;
- Não dar chance ao desânimo, que é o caminho para o fundo do poço, e que te faz ficar fechada em seu próprio mundo;
- Comer moderadamente, porém desfrutando daquilo que come;
- Não se influenciar demasiadamente pela moda.

O que me motiva a fazer isto?

A melhor motivação é que queira ser uma boa filha de Deus e buscar que a motivação para dar o melhor de si seja precisamente o Seu amor. Se Deus é o motor de sua vida, então, amiga, você será uma mulher forte, que honra sua palavra e seus ideais.

Olhe tudo o que você faz!

Com a fortaleza você conseguirá levantar todos os dias muito cedo, estipular uma hora fixa para estudar, voltar a pôr as coisas que usou em seus devidos lugares e fazer exercícios para manter seu corpo saudável. Com a fortaleza, também poderá proteger sua virgindade, dizer não ao álcool e cigarro, ser uma amiga sincera que não fala pelas costas dos outros e, sobretudo, poderá trilhar um caminho que conduz ao bem.

Com a fortaleza em mente, a vontade nos braços e com a ajuda da graça, você vencerá todos os obstáculos; e experimentará a conseqüência tão maravilhosa que provém do fato de você lutar com prudência, paciência e perseverança, enquanto você se torna mais mulher a cada dia: a alegria

A maturidade e o bem comum

A maturidade e o bem comum

Se sabemos valorizar tudo o que recebemos da comunidade humana onde temos as nossas raízes, surge o dever moral de gratidão.

Tanto mais que normalmente não é possível devolver o equivalente ao que recebemos. Só podemos apreciá-los e orientar o agradecimento no sentido de ajudar os que vêm atrás de nós.

Chegar à maturidade humana significa superar a mentalidade de criança, que sempre espera receber dos mais velhos, e adquirir consciência das responsabilidades próprias.

Chegar à idade adulta significa assumir os trabalhos que a manutenção da vida social traz consigo, isto é, preocupar-se dos outros. Isto significa contribuir para o bem comum.

O bem comum é um imenso conjunto de bens materiais e espirituais que formam o património de uma sociedade. Por exemplo, a geografia e as paisagens de um país, as águas e riquezas naturais, o seu nível de vida, capacidade de produção, infra-estruturas de transportes e comunicações, edifícios, sistema de educação e de saúde, património artístico, etc.

E ainda outras coisas menos visíveis, mas importantes, como a ordem pública, a eficiência e a honestidade das instituições, a moralidade pública e familiar, etc. Também faz parte do bem comum que este esteja bem repartido por todos os membros da sociedade.

Todos os membros da sociedade têm o direito de gozar dos bens comuns e os membros adultos têm o dever de contribuir para esse bem comum de acordo com as suas possibilidades. Além disso, os adultos têm de contribuir proporcionalmente com mais do que recebem, porque os outros mais débeis (crianças, anciãos, doentes) podem contribuir com menos. Não é uma injustiça, mas precisamente o contrário!

O modo normal de contribuir para o bem comum é desempenhar bem o trabalho que lhe corresponde, seja ele qual for. Depois, cuidar das pessoas que de nós dependem. E também ajudar a conservar e fazer crescer todos os bens, materiais e espirituais, que o constituem. Contribui-se par o bem comum promovendo ou sustentando associações culturais, desportivas, de assistência, etc. Quanto mais iniciativas deste género houver, mais rica é uma sociedade.

Há assim três planos distintos de desenvolver os talentos pessoais: 1) desenvolvendo os próprios talentos a nível pessoal; 2) através dos laços familiares e de amizade; 3) assumir com entusiasmo as tarefas relativas ao bem comum da sociedade.


O homem deve cuidar e servir-se das coisas criadas por Deus. O homem é unicamente administrador, e prestará contas.

Mentalidade criada pela revolução industrial: avidez sem medida e considerar a natureza como "propriedade de ninguém". Dois graves inconvenientes: 1) muitos dos recursos são limitados; 2) os meios poderosíssimos que hoje dispomos para explorar a natureza.

As coisas têm uma dignidade (reflexo da beleza, da bondade e do poder de Deus) e a nossa inteligência diz-nos que temos a obrigação de respeitá-la: 1) evitar destruí-la; 2) não desperdiçar os recursos; 3) minorar os efeitos destrutivos da acção do homem ou da própria natureza; 4) acrescentar a beleza da criação.

Superar o consumismo, desenvolvendo um estilo de vida sóbrio: 1) não desejar coisas supérfluas ou desnecessárias; 2) procurar que durem as coisas; diminuir a produção do "lixo".


Entre iguais

Os outros são nossos iguais: são diferentes em muitos aspectos, mas são seres humanos como nós, todos temos os mesmos direitos (é a base da justiça).

Mas também há o preceito de que os "amemos como a nós mesmos". É uma opção. Também podíamos pensar que "somos concorrentes", pois gostamos dos mesmos bens que muitas vezes são escassos. Seria a lei da selva, a lei do mais forte. Como com os ratos: os mais fortes comem primeiro e os outros comem o que podem.

Neste caso, para que os homens não se destruam uns aos outros, estabelecem-se umas regras, umas normas legais, uns direitos fundamentais, e cria-se uma autoridade que corrija os abusos. Esta é a função que se costuma atribuir ao Estado. Assim acontece nas sociedades desenvolvidas.

Mas a "lei da selva" não se pode corrigir à força das leis e da repressão. A caridade não se impõe por decreto. É uma questão moral, que pertence ao exercício da liberdade de cada um. O preceito moral vai muito além do mero respeitar o quadro legal.

Quando se fala do próximo, não basta o respeito, pede-se amor, que é o único modo de respeitar o homem. Amor significa doação, querer o bem do outro, disposição de dar o bem ao outro, dar-se ao outro.

E devemos amá-los porque são homens, não porque sejam altos ou baixos, pobres ou ricos, etc. e portanto, é preciso amar especialmente aqueles que, por alguma razão, são menos amáveis: importunos, fracos, doentes, necessitados, até os perversos.

A ética aplicada às organizações

A ética aplicada às organizações
Na medida em que tem como objectivo a edificação de uma sociedade mais justa, a ética não se encerra no âmbito individual. Desta forma, a ética social tem como enfoque a reflexão crítica sobre as estruturas sociais existentes, sobre a sua reforma e sobre a instauração de novas instituições. Sendo a empresa uma das instituições mais importantes da nossa era, a sua mutabilidade – própria de todas as organizações – é uma constante. Há, contudo, que integrar três perspectivas imprescindíveis quando falamos da empresa, enquanto organização:



· As organizações são produtos humanos

· As organizações são realidades objectivas

· Os homens são produto das organizações



Embora com uma história tão antiga quanto a sua génese, o conceito de “ética nos negócios” tem o seu início, no sentido de como o conhecemos hoje, nos Estados Unidos, na década de 70, com a denominação de Business Ethics (BE), num contexto de contracultura apoiado no questionar e na reflexão das práticas empresariais, nomeadamente no que respeitava aos seus impactos ambientais e a um convite desmesurado ao consumismo. Para compreendermos melhor esta emergência, existem três pontos essenciais a ter em conta:



1. A BE não é uma proposta moral concreta (ou seja, não induz a um determinado modo de vida) para a gestão das organizações mas sim uma reflexão racional ética aplicada que respeita a pluralidade moral dos indivíduos dentro dos limites da empresa. De maneira alguma poderá a BE apresentar-se como um estandarte da reconquista de uma moral única. Pelo contrário, deverá ter em atenção os diversos contextos empresariais existentes, assentes numa ética mínima que assuma, de forma séria, o pluralismo das opções morais.

2. A BE é uma ética aplicada e centrada em questões concretas e práticas e não em especulações abstractas. E é de relçar que a união entre teoria e prática é imprescindível quando se aborda e implementa uma estratégia ética para qualquer organização. A BE não é uma mera aplicação de princípios abstractos “descobertos” por uma mente “iluminada” que depois são impostos à realidade concreta da empresa. A BE implica a integração da perspectiva indutiva e dedutiva, a integração de pensadores e empresários, do normativo e do empírico e da ética e do negócio.

3. A BE articula as três esferas imprescindíveis de toda a ética profissional: individual (dimensão micro), organizativa e sistema de mercado (macro). A dimensão macro deve superar a tentação de legitimar o sistema como a divisão entre o ético e económico. A esfera organizativa, que deve ser a principal, deve ter em linha de conta não só a diversidade das práticas empresariais, como também outras organizações não empresariais (como sindicatos, associações de consumidores, etc) para não reduzir a sua legitimação ao tipo de empresa mais adequado às suas intenções. A dimensão micro deverá realizar uma reflexão ética das relações e actuações individuais, a par dos valores pessoais e profissionais dos colaboradores da empresa.

Estas três perspectivas têm de se articular mantendo-se, contudo, o enfoque na esfera organizacional para que esta não se dissolva no indivíduo nem se deixe absorver pelo sistema.



Em suma, a BE terá de integrar, de forma inter-relacionada, quatro dimensões e responsabilidades da empresa

· A responsabilidade económica: que a empresa produza bens e serviços de forma eficaz e rentável, mas que vá mais além dos meros benefícios de lucro

· A responsabilidade legal: a empresa deverá cumprir as leis dentro do contexto do pacto social, mas que vá mais além dos requisitos legais

· A responsabilidade social (ética dos mínimos): a empresa deverá actuar tendo em conta a partilha de determinados valores

· A responsabilidade discricionária (ética dos máximos): a empresa deverá comprometer-se com acções que beneficiem a sociedade

Etica no contexto empresarial

A Ética no contexto empresarial

A ética empresarial poderá ser definida genericamente como o ramo da ética que “se relaciona com a categorização valorativa1dos comportamentos, decisões ou acções dos indivíduos que trabalham nas organizações”.Ético será, na mesma definição, todo o “comportamento, decisão ou acção que esteja alinhado com as normas ou padrões da sociedade em que se insere”(Carroll, 1989)

Para Walton, a ética empresarial distingue-se pela inclusão nos critérios valorativos das acções, de aspectos como as expectativas sociais, o tipo ou estilo de competição empresarial, os conteúdos das mensagens publicitárias, o nível de responsabilidade social da empresa, a importância dada ao consumidor ou o estilo de comunicação com o exterior (Walton, 1977). Mercier, por seu lado, defende ser a ética uma disciplina transversal à humanidade que, por isso mesmo, também poderá ser enquadrada em termos da empresa, tocando todos os domínios da gestão (Mercier, 2003).

Esta reflexão é paradigmática da posição que defende a existência de uma ética dos negócios e da empresa, fenómeno indissociável da condição moral do Homem e deste como principal agente das organizações: se o ser humano é portador histórico de um conceito e de uma prática moral, essa sua prática estender-se-á às suas obras e manifestações, entre as quais as empresas. Em cenário empresarial, a moral de um só indivíduo será transformada em possibilidade individual de comportamento ético; da conjugação de todos os indivíduos, em interacção com o contexto da organização, resultará a possibilidade empresarial de comportamento ético.

Havendo a aceitação de uma ética empresarial, cumpre identificar os diferentes estados éticos existentes no panorama empresarial. Partindo do modelo de desenvolvimento moral, construído por Lawrence Kohlberg, Reidenbach e Robin (1991) estabeleceram cinco níveis na escala de desenvolvimento ético de uma empresa:

Empresa Amoral – não existe qualquer tipo de preocupação ética, estabelecendo-se o limite da acção conforme os custos das diferentes opções;


Empresa Legalista – as preocupações a nível ético já são existentes, contudo limitadas à observação da lei;


Empresa Responsável – alguma preocupação ética, reflectida na adopção de práticas externas como o mecenato cultural, social e ambiental ou de políticas internas como a construção de creches ou a atribuição de horários especiais para apoio social;


Empresa Eticamente Emergente – consciencialização da importância da ética nos negócios e adopção de uma postura ética em termos operacionais, o que é geralmente traduzido pela sua formalização em códigos ou manuais de procedimentos éticos;


Empresa Eticamente Desenvolvida – a ética é adoptada como a única forma de estar e agir no mundo empresarial, sendo a actividade das empresa neste nível totalmente regida por princípios éticos.
Os dois últimos níveis revelam uma maior maturidade ética e implicam uma aceitação do problema ético como um fenómeno que transcende o plano pessoal, estendendo-se até ao plano internacional: os indivíduos nestas organizações agem de acordo com padrões éticos a nível pessoal, transportando esses hábitos para o nível organizacional ao mesmo tempo que procuram impor regras de comportamento ético também ao nível da indústria, conjugando adicionalmente as suas acções corporativas com os interesses da sociedade em geral e com os padrões éticos por si adoptados, independentemente da cultura e dos hábitos dos interlocutores, no caso internacional (Carroll, 1978).


Ser ético na empresa

A Ética Empresarial

“Ser ético é fazer algo que me beneficie e que, no mínimo, não prejudique o próximo”.
Longe vai o tempo em que as empresas apenas eram orientadas para o lucro, tentando maximizá-lo sem restrições e em que a sua eficiência produtiva se avaliava somente em função do volume de riqueza que conseguissem acumular.

Nos últimos anos alterou-se profundamente a visão citada anteriormente, passando as empresas, primeiramente, por uma fase de compromisso ético directamente relacionado com o cumprimento da lei, não simplesmente para evitar a imposição de alguma sanção, mas também como um dever.
Actualmente a ética empresarial evoluiu, baseando-se na definição de regras e princípios genericamente aceites no mundo dos negócios. As empresas tornaram-se mais conscientes das suas actividades e das suas responsabilidades, adoptando posturas que visam maximizar os lucros sem prejudicar os restantes agentes económicos e reforçando a ideia de que as empresas possam contribuir positivamente para a sociedade e, nomeadamente, para todos os seus stakeholders.

Em suma, a ética empresarial fornece linhas mestras para um comportamento adequado tanto em termos de formulação estratégica como para as suas operações diárias. Uma abordagem ética é cada vez mais necessária tanto para o sucesso empresarial como para a imagem positiva de uma empresa. No seguimento das pressões exercidas pelos consumidores que clamam por práticas de negócio eticamente responsáveis, são muitas as organizações que estão a optar por fazer um compromisso público através da formulação de códigos de conduta e práticas responsáveis. E, ao se comprometerem, são obrigadas a traduzir em acções os seus conceitos de responsabilização pessoal e empresarial.

A ética na vida das empresas tem de ser compreendida, vivida e difundida em dois níveis:

Como uma reflexão crítica das estratégias e tácticas de uma organização em termos do contexto moral e do sistema de valores da sociedade que a circunda


Como uma reflexão crítica do comportamento interno e da cultura de uma organização e do relacionamento entre os valores dos seus colaboradores relativamente ao sistema de valores dessa mesma organização.
A ética como elemento crucial para a edificação dos relacionamentos humanos
O pensamento subjacente a uma empresa é representado pelos seus princípios. Os princípios éticos reflectem os valores da empresa, determinados a partir do contexto de valores dos seus stakeholders e da sociedade em que está inserida.

Gerar lucro não significa, simplesmente, fazer dinheiro a curto prazo, mas sim e de uma forma crescente, estabelecer relacionamentos sustentáveis com a sociedade para assegurar o retorno a longo prazo.
Cada empresa é feita de pessoas, depende de pessoas e serve pessoas e a ética deve constituir um elemento crucial na edificação dos relacionamentos humanos. Ao estabelecer valores claros e princípios para o negócio, cada decisão tomada pela empresa pode (e deve) estar alinhada com os seus propósitos estratégicos.

Princípios éticos na tomada de decisão
A ética empresarial pode ser definida como o estudo e avaliação do processo de tomada de decisão de acordo com conceitos morais e de bom senso. A ética organizacional tanto pode incluir questões práticas e bem definidas como a obrigação de uma empresa ser honesta para com os seus clientes como assuntos socialmente mais latos e filosóficos, como a responsabilidade de preservar o ambiente e proteger os direitos dos seus empregados.

Muitos conflitos éticos derivam dos interesses divergentes dos accionistas das empresas relativamente aos seus trabalhadores, clientes e comunidade envolvente.

Os gestores têm de ser capazes de encontrar um equilíbrio entre o idealismo e o pragmatismo – ou seja, a necessidade de produzir um lucro razoável para os seus accionistas a partir de práticas de negócio honestas, segurança no local de trabalho, sem esquecer questões de dimensão mais ampla como o ambiente e a sociedade.

Os dilemas éticos nos negócios têm vindo a adquirir uma complexidade crescente devido à natureza global e diversificada de empresas de grande dimensão a par das crescentes regulamentações governamentais que definem os limites do comportamento criminoso.
Por exemplo, são muitas as multinacionais que operam em países nos quais o suborno, o assédio sexual, a discriminação racial e a ausência de preocupações ambientais não são consideradas ilegais, mas sim práticas comuns.

Nestes casos, a empresa terá de decidir se se mantém fiel aos seus princípios éticos ou se se limita a ajustar-se às regras locais para maximizar os seus lucros.
Como os crimes organizacionais podem ter um preço demasiado elevado, tanto para a sociedade como para as próprias empresas, muitas organizações e associações comerciais estabeleceram códigos de ética para as empresas, gestores e empregados.

Alumnos com + Módulo 1


Vitor Pinto: TAGo9
Manel leonardo: Tv007
MM007: Paulo cardoso,

Rodrigo Brito,

Jõao Pedro hasset,

Luis Carlos Cravinho

O respeito pela vida humana

O respeito pela vida humana não se impõe apenas aos cristãos; a razão basta de per si para o exigir, baseando-se na análise daquilo que é e deve ser uma pessoa. Constituído por uma natureza racional, o homem é um sujeito pessoal, capaz de reflectir sobre si próprio e de decidir dos seus actos e, portanto, do seu próprio destino; é livre. É, por consequência, senhor de si; ou melhor dito — porque ele se perfaz a si mesmo no tempo — ele dispõe dos meios para se tornar tal e nisso está o seu dever. Imediatamente criada por Deus, a sua alma é espiritual e, por isso, imortal. Mais: ele está aberto para Deus e não encontrará senão n'Ele a sua plena realização. No entanto, ele vive na comunidade dos seus semelhantes e nutre-se da comunicação interpessoal com eles, no indispensável meio social. Em face da sociedade e dos outros homens, cada pessoa humana se possui a si mesma, possui a sua vida e os seus diversos bens, à maneira de direito; e isso exige-o da parte de todos os outros em relação a si uma estrita justiça.

9. Contudo, a vida temporal que se leva neste mundo não se identifica com a pessoa; esta tem como seu próprio um nível de vida mais profundo, que não poderá acabar. Sim, a vida temporal é um bem fundamental, aqui na terra condição de todos os demais bens; mas existem valores mais altos, pelos quais poderá ser lícito e mesmo até necessário expor-se ao perigo de a perder. Numa sociedade de pessoas, o bem comum é para cada uma delas uma finalidade que deve servir, à qual há-de saber subordinar o seu interesse particular. Mas esse bem comum não constitui o seu fim último; e, neste sentido, é a sociedade que está ao serviço da pessoa, porque esta não consumará o seu destino senão em Deus. Ela não pode ser subordinada definitivamente senão a Deus. Nunca se pode tratar um homem como simples meio de que porventura se dispusesse para alcançar um fim mais elevado.

10. Sobre os direitos e os deveres recíprocos da pessoa e da sociedade, compete à moral esclarecer as consciências e ao direito determinar e organizar os encargos. Ora existe um conjunto de direitos que a sociedade não tem que conceder, porque eles lhe são anteriores; mas que ela tem por dever preservar a fazer valer: tais são a maior parte daqueles que hoje em dia se denominam os « direitos do homem » e que a nossa época se gloria de ter formulado.

11. O primeiro direito de uma pessoa humana é a sua vida. Ela tem outros bens e alguns deles são mais preciosos; mas este — da vida — é fundamental, condição de todos os demais. Por isso, deve ele, mais do que qualquer outro, ser protegido. Não compete à sociedade, nem compete à autoridade pública, seja qual for a sua forma, reconhecer este direito a alguns somente e não a outros: toda a discriminação aqui é iníqua, quer se fundamente na raça, quer no sexo, quer na cor, quer, enfim, na religião. Não é o reconhecimento por outrem que constitui este direito: ele precede tal reconhecimento; mais: ele exige ser reconhecido e é estritamente injusto recusar reconhecê-lo.

12. Uma discriminação fundada sobre os diversos períodos da vida não será pois mais justificável do que outra qualquer. O direito à vida permanece na sua inteireza num velhinho, mesmo que este se ache muito debilitado; permanece num doente incurável, este não o perdeu. Não é menos legítimo numa criança que acaba de nascer do que num homem feito. Na realidade, o respeito pela vida humana impõe-se desde o momento em que começou o processo da geração. Desde quando o óvulo foi fecundado, encontra-se inaugurada uma vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano, que se desenvolve por si mesmo. Ele não virá jamais a tornar-se humano, se o não for desde logo.

13. A esta evidência de sempre (absolutamente independente das discussões acerca do momento da animação),[19] a ciência genética moderna traz preciosas confirmações. Ela demonstrou, com efeito, que desde o primeiro instante se encontra traçado o programa daquilo que virá a ser este novo vivente: um homem, este homem indivíduo com as suas notas características já bem determinadas. A partir da fecundação, começou a aventura de uma vida humana, na qual cada uma das suas capacidades requer tempo, mesmo um tempo bastante longo, para eclodir e para se achar em condições de agir. O mínimo que se pode dizer é que a ciência actual, no seu estado mais evoluído, não dá apoio algum substancial aos defensores do aborto. De resto, não pertence às ciências biológicas dar um juízo decisivo sobre questões propriamente filosóficas e morais, como são a do momento em que se constitui a pessoa humana e a da legitimidade do aborto. Ora, sob o ponto de vista moral, isto é certo mesmo que porventura subsistisse uma dúvida concernente ao facto de o fruto da concepção ser já uma pessoa humana: é objectivamente um pecado grave ousar correr o risco de um homicídio. « É já um homem aquele que o virá a ser » [20] .


O ERRO DA EUTANÁSIA

Tenho impressão que a eutanásia — a idéia, senão a prática — está lentamente a ganhar aceitação na nossa sociedade. Os cínicos podem atribuir esse fato a uma tendência crescente de desvalorização da vida humana, mas não creio que esta seja a razão central. Bem publicitadas, histórias como a de Karen Quinlan, provocam em nós profundos sentimentos de compaixão. Pensamos para nós próprios, "Ela e a sua família ficariam melhor se ela morresse". É uma conseqüência simples desta resposta humana, verificar que se for melhor para uma pessoa (ou pessoas) que esteja morta, então deve ser correto matá-la.[1] Ainda que respeite a compaixão que conduz a esta conclusão, acredito que é errada. Pretendo mostrar que a eutanásia é errada. É intrinsecamente errada, mas também o é considerada a partir do interesse próprio e dos efeitos práticos.
Antes de apresentar os meus argumentos a favor desta posição, devo definir "eutanásia". Um aspecto essencial da eutanásia é implicar tirar uma vida humana, a própria ou a de outrem. Também a pessoa a quem é tirada a vida deve ser alguém que acredita estar a sofrer de alguma doença ou mal do qual se suspeita não ser razoavelmente possível esperar recuperação. Finalmente, a ação deve ser deliberada e intencional. Assim, eutanásia significa tirar intencionalmente a vida a alguém presumivelmente sem qualquer esperança de recuperação. Independentemente de se tratar da própria vida ou não, tirá-la significa igualmente eutanásia.
É importante ser claro acerca do caráter intencional ou deliberado do matar. Se, por engano, é dada uma injeção com uma droga errada a uma pessoa sem esperança e provoca a sua morte, será matar alguém por engano mas não será eutanásia. A morte não pode ser o resultado de um acidente. Além do mais, se é dada uma injeção com uma droga a uma pessoa, mas que se crê ser necessária para tratar a sua doença ou melhorar a sua condição e se morre, então não é nem morte por engano nem eutanásia. A intenção era melhorar a saúde da pessoa, não matá-la. Do mesmo modo, quando a condição de um doente é tal que não é razoável esperar que procedimentos médicos e tratamentos o possam salvar, uma falha na implantação destes procedimentos ou tratamentos não é eutanásia. Se uma pessoa morre, será como resultado dos seus males ou doença e não porque falhou o tratamento.
O ato de interromper o tratamento de uma pessoa depois de compreender que esta tem poucas possibilidades de beneficiar dele, tem sido caracterizado por alguns como "eutanásia passiva". Esta afirmação é enganadora e errada.[2] Nestes casos, a pessoa envolvida não é morta (primeiro aspecto essencial da eutanásia), nem a sua morte resulta da recusa de um tratamento adicional (terceiro aspecto essencial da eutanásia). O objetivo pode ser o de poupar a pessoa a um sofrimento adicional e injustificável, salvá-la de manipulações indignas, e evitar aumento o fardo financeiro e emocional à família. Quando compro um lápis é para usá-lo para escrever, não para aumentar o produto interno bruto (PIB). Esta pode ser uma conseqüência inesperada da minha ação, mas não é o seu objetivo. O mesmo se passa com a interrupção do tratamento de um doente terminal. Quis a sua morte tanto quanto quis reduzir a despesa pública ao não usar os medicamentos. Trata-se de morte não intencional, pelo que a chamada "eutanásia passiva" não é de todo eutanásia.
1. O argumento da natureza
Todo o ser humano tem uma inclinação natural para continuar a viver. Os nossos reflexos e respostas habilitam-nos para lutar contra atacantes, afugentar animais selvagens e afastar-nos do trajeto dos caminhões. No nosso dia-a-dia exercitamos a cautela e o cuidado necessários para nos protegermos. Os nossos corpos estão similarmente estruturados para sobreviver até ao nível molecular. Quanto nos cortamos, os nossos vasos capilares fecham-se, o nosso sangue coagula, e produz-se plasma para iniciar o processo de cura da ferida. Quando somos invadidos por bactérias, produzem-se anticorpos para combater os organismos invasores, e os seus restos são expulsos por células especializadas em trabalho de limpeza.
A eutanásia violenta o objetivo natural da sobrevivência. Significa literalmente agir contra a natureza, porque todos os seus processos estão inclinados para a sobrevivência. A eutanásia derrota estes mecanismos subtis de uma forma que, num caso particular, a doença ou os ferimentos não o fazem.
É possível, embora não seja necessário, apelar à religião revelada para sustentar esta conexão.[3] O ser humano enquanto tutor do seu corpo age contra Deus, que é o seu real proprietário, quando termina com a sua vida. Também viola os mandamentos divinos que declaram a santidade da vida e impedem que dela possamos dispor sem uma razão verdadeiramente irresistível. Mas porque este apelo persuade apenas aqueles que estão preparados para aceitar que a religião tenha acesso a verdades reveladas, não seguirei esta linha argumentativa.
É suficiente, acredito, reconhecer que a organização do corpo humano e os padrões das nossas respostas comportamentais mostram que a manutenção da vida é um objetivo natural. Podemos, por isso, e com base apenas na razão, reconhecer que a eutanásia nos coloca contra a nossa própria natureza.[4] Além de que, ao fazê-lo, a prática da eutanásia violenta a nossa dignidade, já que esta decorre da procura dos nossos fins. Considerando que um dos nossos objectivos é a sobrevivência, e que, no entanto, agimos para o eliminar, então é a nossa própria dignidade que sofre. Ao contrário dos animais, temos consciência através da razão da nossa natureza e dos nossos fins. A eutanásia implica agir como se esta dupla natureza — inclinação para a sobrevivência e consciência dela como um fim — não existisse. Logo, nega a nossa natureza humana básica e requer que nos olhemos a nós e aos outros como algo menos do que totalmente humanos.
2. O argumento do interesse próprio
Os argumentos supra referidos são, acredito, suficientes para mostrar que a eutanásia é intrinsecamente errada. Mas há razões para a considerar errada quando avaliada de acordo com parâmetros que não os da razão. Uma vez que a morte é final e irreversível, a eutanásia implica que as nossas ações ocorram contra os nossos interesses se a praticarmos ou permitirmos que outros a pratiquem em nós.
A medicina atual possui elevados padrões de excelência e um recorde provado de sucesso, mas não possui um conhecimento perfeito e completo. É possível um diagnóstico errado, do mesmo modo que é possível um prognóstico errado. Como conseqüência, pode dar-se o caso de acreditarmos que estamos a morrer de uma doença, quando na realidade e de fato, podemos não estar. Podemos pensar não haver hipóteses possíveis de recuperação, quando na realidade e de fato, até podem ser bastante boas. Nestas circunstâncias, se a eutanásia fosse permitida, morreríamos desnecessariamente. A morte é final e a hipótese de erro é demasiado grande para aprovar a prática da eutanásia.
De igual modo, é sempre possível que um procedimento experimental ainda não testado permita a recuperação. Devemos manter esta opção em aberto, o que a eutanásia impede. Além de que acontecem em muitos casos remissões espontâneas. Sem razão aparente, um doente simplesmente recupera quando todos à sua volta, incluindo os seus médicos, esperavam que morresse. A eutanásia apenas garantiria as suas expectativas não deixando lugar para recuperações "miraculosas" que acontecem frequentemente.
Finalmente, sabendo que podemos dispor da nossa vida em qualquer altura (ou pedir a outros que o façam) pode levar-nos facilmente a desistir. A vontade de viver é forte em todos nós, mas pode ser enfraquecida pela dor, pelo sofrimento e por sentimentos de impotência. Se permitirmos que sejamos mortos num período difícil, não teremos mais hipóteses de reconsiderar. Recuperar de uma doença grave implica que a possamos combater, e tudo o que possa enfraquecer a nossa determinação sugerindo que não há saídas fáceis é, em última análise, contrário aos nossos interesses. Podemos ainda estar inclinados a aceitar a eutanásia por causa das nossas preocupações com os outros. Se encaramos a nossa doença e o nosso sofrimento como um fardo financeiro e emocional para a nossa família, podemos sentir que morrer tornará as suas vidas melhores.[5] A simples presença desta possibilidade pode impedir-nos de sobreviver quando tal é possível.
3. O argumento dos efeitos práticos
Os médicos e as enfermeiras estão, na sua grande maioria, empenhados em salvar vidas. Uma vida perdida é, para eles, quase um fracasso pessoal, um insulto às suas capacidades e ao seu conhecimento. A eutanásia como prática pode alterar isto e exercer uma influência corruptora sobre os médicos e as enfermeiras, de tal forma que pode levar a que não se empenhem o suficiente. Podem decidir que o doente "estaria melhor morto" e desencadear o processo necessário para que tal acontecesse. Esta atitude pode conduzir a uma triagem de tal forma que tratariam apenas os casos menos graves. O resultado seria um decréscimo global da qualidade dos cuidados médicos prestados.
Finalmente, a eutanásia enquanto política seria como um declive ardiloso. Um doente aparentemente sem esperança poderia ser autorizado a terminar com a sua própria vida. Depois seria permitido a outros que o fizessem se não fosse capaz. O juízo dos outros passaria a ser o fator dominante. Nesta altura, a eutanásia já não seria pessoal e voluntária, uma vez que outros estariam a agir "em nome" do doente de uma forma que considerassem adequada. Este fato poderia conduzir a que se achassem no direito de agir em nome de outros doentes sem a sua permissão. Como se vê, então, um pequeno passo separa a eutanásia voluntária (auto-inflingida ou autorizada), da eutanásia administrada a um doente que não deu o seu consentimento, e da eutanásia involuntária conduzida como parte de uma política social.[6] Ainda recentemente psiquiatras e sociólogos defenderam que definimos como "doença mental" aquelas formas de comportamento que desaprovamos.[7] Isto permite que fechemos todos aqueles que exibam este tipo de comportamentos. A categoria do "doente sem esperança" fornece-nos a possibilidade de um abuso ainda maior. Justificado por uma política social, daria à sociedade e aos seus representantes, a autoridade necessária para eliminar todos aqueles que pudessem ser considerados demasiado "doentes" para funcionar normalmente. Os perigos da eutanásia são demasiado grandes para que possamos correr o risco de a aprovar sob qualquer forma. O primeiro passo escorregadio poderia conduzir a uma queda séria e aparentemente inofensiva.
Espero que tenha sido bem sucedido na tentativa de mostrar que a benevolência que nos inclina a aprovar a eutanásia é despropositada. A eutanásia é intrinsecamente errada porque viola a natureza e a dignidade dos seres humanos. Mas mesmo aqueles que estão convencidos disto podem ser persuadidos de que os perigos pessoais e sociais potenciais e inerentes à eutanásia são suficientes para proibir a sua aprovação seja como prática individual, seja como política social.
O sofrimento é sem dúvida algo terrível e temos um dever claro de confortar aqueles que precisam e atenuar o seu sofrimento tanto quanto nos for possível. Mas o sofrimento é um aspecto natural da vida humana que não deve ser ignorado. Podemos procurar para nós e para os outros uma morte mais fácil, como defende Arthur Dyck.[8] Mas a eutanásia não é, contudo, apenas uma morte fácil. É uma morte errada. A eutanásia não é apenas morrer. É assassínio.

trabalho e virtudes humanas( valores)

trabalho e virtudes humanas
Em Busca de Sentido: Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transfomarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felcidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.

E ainda, no mesmo prefácio da edição de 1984 de Em Busca de Sentido: Quero que vocês escutem o que sua consciência diz que devem fazer e coloquem-no em prática da melhor maneira posível. E então voces verão que a longo prazo - estou dizendo a longo prazo! - o sucesso vai perseguí-los, precisamente porque voces esqueceram de pensar nele.

Finalmente: Nós que vivemos nos campos de concentração podemos lembrar de homens que andavam pelos alojamentos confortando a outros, dando o seu último pedaço de pão. Eles devem ter sido poucos em número, mas ofereceram prova suficiente que tudo pode ser tirado do homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas - escolher sua atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.

três categorias de valores:

1. Criativos – dar algo ao mundo, uma tarefa, uma

obra, um trabalho;

2. Vivenciais – receber algo do mundo, a expe-

riência do amor, por exemplo;

3. De atitude – posicionar-se diante de sofrimen-

tos inevitáveis.

A busca de sentido

O sentido do sofrimento

Diante das adversidades impostas, haverá o homem que dotar a vida

de sentido nas situações mais difíceis, onde o que importa é dar testemunho da

melhor e exclusiva potencialidade humana: transformar a tragédia, a doença, a

deficiência ou o fracasso em um triunfo pessoal, em um sucesso humano

(FRANKL, 2000). A vida cobra mais sentido quanto mais difícil se faz. Se a vida

tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Aflição e morte

fazem parte da vida como um todo (FRANKL, 1989). O sentido do sofrimento só

pode ser encontrado e dado por cada pessoa particularmente e dependerá da

atitude que a pessoa tomar. Se realizar os valores que lhe são oferecidos pela

situação sofrida e pelo seu pesado destino, ela encontrará dignidade em seu

sofrimento (FRANKL, 1978).

Para Frankl (2000, p. 57):

O homem não está autorizado a perguntar qual o sentido

da vida, senão que é a própria vida que lhe coloca

continuamente perguntas, as quais deve responder. E é

ele que responde ou que deve responder. Não responde

com palavras, senão com ações, com ações

responsáveis.

Diante das situações-limite impostas pela vida, o homem experimenta

a tensão ao ter que tomar iniciativas para responder ao sofrimento e para

desenvolver as capacidades que tem. Isto chega a ele como um desafio, uma

tarefa, uma responsabilidade. A ignorância, manipulação ou negação desta

realidade faz com que ele caia num vazio existencial, uma frustração que vem

da falta de sentido. A capacidade de buscar um sentido que ele tem que encontrar

por conta própria e, apesar das dificuldades, saber que há algo valioso na vida,

possibilita dar coerência e orientação a esta.

Frankl (1978, p. 241) diz que:

O homem não se destrói por sofrer, o homem se destrói

por sofrer sem sentido. Sofrer significa agir e significa

crescer. Significa igualmente amadurecer. O indivíduo

que se eleva acima de si mesmo avança para a

maturidade... e a maturidade pressupõe, todavia, que o

indivíduo tenha alcançado uma liberdade interior,

malgrado sua dependência exterior.

O desenvolvimento de condutas resilientes, ao invés de resignação,

leva o homem a uma mudança de si e, conseqüentemente, do contexto em que

está. A resiliência está em encontrar um sentido à vida em qualquer circunstância.

Valores

“Para além do sentido vinculado a uma situação irrepetível e única, há

ainda universais de sentido que se prendem à condition humaine enquanto tal, e

é a estas possibilidades gerais de sentido, que se chamam valores”, diz Frankl

(1989, p. 79). Os valores são, por definição, abstratos gerais de sentido, que nos

permite compreender o valioso da vida, independente da estreiteza das suas

circunstâncias. Os valores podem ser vivenciais, criativos e de atitude.

Valores vivenciais

Os valores vivenciais são os que se realizam na experiência vital ao

viver a vida plenamente. Está relacionado ao amor, ao que o indivíduo sente ou

recebe do mundo, experimentando algo ou encontrando alguém (FRANKL, 1989).

Para o indivíduo especial, a importância da família e de vínculos afetivos representa

os meios pelos quais se abrem as portas da aceitação para que ele possa viver

o que vida lhe oferece em plenitude. “O elemento básico de todo apoio e

necessidade humana e de toda resiliência é a confiança. No que se refere à

família, a melhor definição de tal elemento básico é relações de confiança e

amor”, destaca Grotberg (2004, p. 188).

A resiliência se constrói a partir de apoio externo definido em termos

de Eu tenho: pessoas em quem confio e me querem incondicionalmente, que

me impõem limites para que possa evitar perigos e problemas, que me mostram

por meio de sua conduta a maneira correta de proceder, que querem que eu

aprenda a desenvolver-me sozinho e que me ajudam quando estou enfermo, em

perigo ou quando necessito aprender. A família é, geralmente, a principal

responsável pelos cuidados do indivíduo especial. Em termos de resiliência,

toda a família sofre uma adversidade importante e deve aprender a enfrentá-la,

fortalecer-se e tornar-se mais competente. Quando a família encara o trabalho

que terá pela frente como um desafio, uma tarefa com sentido, conserva mais

sua saúde física e mental (GROTBERG, 2004).

Valores criativos

Os valores criativos referem-se à capacidade de criar condições

satisfatórias em qualquer situação. São atos de realização que dizem respeito

ao trabalho, ao que o indivíduo faz e que pode oferecer ao mundo (FRANKL,

1989). A criatividade é uma possibilidade de dar respostas originais à solução

de problemas e, neste aspecto, funciona junto com a resiliência, pois a

criatividade é o potencial que todo ser humano tem para transformar e inovar

sua realidade, gerar idéias ou novidades, criando ordem, beleza e finalidade

através do caos e da desordem. No indivíduo especial, podem-se mobilizar as

potencialidades criativas por meio da intensificação da ação cultural. Pelos canais

culturais, o ser humano pode ser capaz de atravessar bloqueios parciais de si

mesmo (CYRULNIK, 2002).

Valores de atitude

Os valores de atitude são aqueles que se realizam em cada instante

da vida e referem-se à forma com se age diante de situações-limites, oferecendo

a possibilidade de enriquecer a vida daquele que os vivencia. Uma existência,

por muito empobrecida que pareça, pode oferecer ainda uma ultima oportunidade

e decerto a maior para, apesar de tudo, realizar valores. Trata-se de atitudes,

tais como, a valentia no sofrimento ou a dignidade na ruína e no malogro. Refere-

se à capacidade de transformação, pois mesmo uma pessoa desamparada é

capaz de não se identificar com seu sofrimento, podendo erguer-se acima de si

mesma, crescer para além de si mesma e assim, mudar-se a si mesma,

transformando sua tragédia pessoal em triunfo (FRANKL, 1989).

O TRABALHO COMO LUGAR DE VIDA


O TRABALHO COMO LUGAR DE VIDA

Acreditamos que o entusiasmo pelo trabalho, a energia, a capacidade operativa não nascem apenas de uma correspondência com a própria sensibilidade, da busca de uma atividade prazerosa, mas do reconhecimento de que é através de circunstâncias concretas que se joga todo o desejo e a possibilidade de realização da própria natureza humana.

Desta forma, o trabalho adquire seu pleno significado, deixando de ser apenas um “pedágio” a ser pago, assim como a ética deixa de ser algo que deve ser acrescentado ao homem, tornando-se conteúdo de sua consciência.

O trabalho como fonte de realização pessoal, de estímulo permanente para a ação, que molda a realidade e ao mesmo tempo expressa e constrói a pessoa humana, perde seu valor intrínseco e torna-se um meio para alcançar uma situação de bem estar.

O trabalho não é somente uma maneira de viver com dignidade, mas uma atividade cultural, o espaço onde pode ser expressa a originalidade pessoal, a criatividade, a iniciativa livre e o conhecimento de cada um. É um instrumento da participação na vida da comunidade.

Victor Frankl, caracteriza o trabalho como o modo do homem responder de forma original e ativa às circunstâncias concretas da vida tendo uma meta a ser atingida.



Quando esta meta está obscurecida, a tendência é a paralisia e poderíamos acrescentar, a luta pela recompensa material ou social.

É através do trabalho que o homem expressa seu caráter único, advindo daí o seu sentido e valor.

Na contramão da mentalidade dominante o autor afirma que a profissão em si não traz consigo a plena satisfação, não tem a capacidade de realizar o homem:

Não é, por conseguinte, um determinado tipo de profissão o que oferece ao homem a possibilidade de atingir a plenitude. Neste sentido, pode-se dizer que nenhuma profissão faz o homem feliz. A profissão, em si, não é ainda suficiente para tornar o homem insubstituível; o que a profissão faz é simplesmente dar-lhe a oportunidade para vir a sê-lo. (...) Só a partir do momento em que se move para além das fronteiras dos preceitos puramente profissionais, para além do que está ‘regulado’ pela profissão, — só a partir desse momento é que o médico, por exemplo, começa um trabalho verdadeiramente profissional, que só ele pode levar a cabo plenamente (Brandão:2000, 83).

Isto não menospreza o desejo de crescer profissionalmente, mas modifica substancialmente a quase “obsessão” dos jovens pela rápida ascensão profissional, pois o que realmente importa é o modo como o homem realiza sua tarefa, imprimindo a ela uma marca pessoal e insubstituível.

Ao entrarmos em diálogo com Luigi Giussani, a relação entre educação, trabalho e ética torna-se mais explícita.

Para o autor o trabalho é essencial na vida do homem inicialmente porque o homem conhece a si mesmo somente na ação e no trabalho. Além disto, é na esfera do trabalho que o homem se constitui, porque se empenha numa a tarefa, utiliza sua criatividade para solucionar problemas, dedica-se aos outros, enfim, torna-se protagonista de sua vida e gerador de obras.

Aqui se encontra o grande valor do trabalho como atitude diante do real: o estímulo para que a pessoa observe a si mesma, examine o significado pessoal e social de seu projeto, analise todas as variáveis envolvidas, aprenda a utilizá-las adequadamente, enfrente os desafios, reoriente sua ação tendo em tendo em vista um objetivo, enfim, que possa imprimir uma marca pessoal no mundo, através de sua ação.

Estando diante deste significado, sempre misterioso, o sacrifício, o sofrimento que o trabalho exige faz sentido, serve para alcançar a realização de si.

Assim fica evidente porque é necessário considerar o homem como pessoa e não apenas como recurso, “recurso humano” ou pior, como “capital humano” numa imagem “coisificante” (reificante). Também seria profundamente ambíguo encarar o trabalho humano usando o aspecto “espiritual” do trabalhador em sentido instrumental, isto é, apenas para aumentar o seu rendimento. Pelo contrário o homem é desejo de felicidade (Valentini:2004, 9)

Aqui aparece a outra face do trabalho: a colaboração e a solidariedade - trabalha-se cada vez mais com e para os outros, sendo esta uma ocasião de crescimento mútuo e geração de frutos para toda a sociedade.

A raiz da unidade não é “instrumental”, isto é meramente funcional à produção, mas intrínseca ao próprio ser humano. O trabalho em equipe, a colaboração, o fato de estar diante do outro com a capacidade de valorizar seus aspectos construtivos e redimensionando seus limites, isto quer dizer ver-ser e tratar-se como “seres espirituais”. (Valentini:2004, 9)

O trabalho, portanto, é um aspecto parcial da realidade que conduz ao todo, através do qual se afirma a razão pela qual se existe e deve ser o resultado de uma ação educativa porque reconduz o homem à razão última de seu agir.

Só assim o homem torna-s sujeito criador, idealizador e realizador de obras.

Etica e responsabilidade social

.Etica e responsabilidade social
Sucesso depende de negócios sustentáveis

O sucesso dos negócios depende cada vez mais de uma sociedade económica, social e ambientalmente sustentável, mas as empresas por si só não podem resolver as questões emergentes, defendeu Samuel DiPiazza na 8ª conferência anual do BCSD. Alterações climáticas, energia, gestão da água potável, crescimento populacional, pobreza e ecossistemas são as grandes preocupações da actualidade .




A respeito de pobreza, “as empresas, a par dos governos e Organizações Não Governamentais, são um elemento-chave e um parceiro importante na luta para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, defende o BCSD: “as empresas não podem eliminar a pobreza, mas esta nunca poderá ser resolvida sem elas”.

O papel das empresas na sociedade

1) Calidade do produto
2) Atendimento ao cliente
3) Comunicação
4) procura do bem comum(exemplo clinica na India)


As virtudes humanas




As virtudes humanas

Duas definições entre outras:

- A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem.

- A virtude é um hábito operativo bom.

- O hábito operativo distingue-se do entitativo.

- A virtude distingue-se também do vício (hábito operativo mau).

Importância da virtude:

1. supõe no sujeito uma disposição consciente e eleita de praticar o bem; 2. é semelhante a uma “segunda natureza”: o homem tem mais facilidade para fazero bem; 3. facilita o exercício da liberdade; 4. impede que a pessoa se deixe levar pela espontaneidade, que por vezes a faz actuar como os animais; 5. ajuda a pessoa a adquirir a perfeição que lhe corresponde; 6. no virtuoso o pecado tem muito de fraqueza (não de malícia como no vicioso).






I

“As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições

estáveis, perfeições habituais do entendimento e da

vontade que regulam os nossos actos, ordenam as nossas

paixões e guiam a nossa conduta segundo a razão e a fé.

Proporcionam facilidade, domínio e gozo para levar uma

vida moralmente boa. O homem virtuoso é o que pratica

livremente o bem” Essas virtudes sãoadquiridas.






II

As virtudes cardeais aparecem enumeradas assim:

temperança, prudência, justiça e fortaleza. Chamam-se

cardeais porque são como o “cardo” ou eixo sobre o qual

assenta o actuar moral.

1

Prudência: “auriga virtutum” porque indica às outras

virtudes a regra e a medida em que devem praticar-se.

“A prudência é a virtude que dispõe a

razão prática para discernir em qualquer circunstância

o nosso verdadeiro bem e a escolher os meios rectos para

o levar a cabo”.

=> facilita ao sujeito a aplicação aos actos concretos dos

princípios morais que hão-de reger a sua conduta.






2

Justiça: é a constante e firme vontade de dar acada uno o que é seu.

=> referida a Deus denomina-se “virtude da religião”,

que não cumpre propriamente uma das características

essenciais da justiça, a saber a equidade, porque a

criatura não pode devolver a Deus o que d’Ele recebeu.

=> referida aos homens contempla as relações dos

homens na convivência, em ordem a alcançar o

bem comum.








3

Fortaleza: é a virtude moral que, no meio das difi-

cultades, assegura a firmeza e a constância na

busca do bem.

•É una virtude em si mesma, mas além disso possibilita
o exercício das outras virtudes (a prática virtuosa é

tarefa árdua e custosa).

=> Não existe vida moral sem fortaleza.

4

Temperança: “modera a atracção dos prazeres e

procura o equilíbrio no uso dos bens criados”

A pessoa há-de ter um domínio das

tendências que a inclinam ao mal.






5

1. As virtudes morais estão unidas entre si: se uma

cresce, também acontece o mesmo às outras; se uma

falta, nenhuma outra é perfeita.

2. Costuma-se dizer que “a virtude está no meio”. Mas

“é um equívoco pensar que as expressões ‘termo médio’

ou ‘justo meio’, como algo característico das virtudes

morais, significam mediocridade: algo assim como

metade do que é possível realizar. Esse meio entre o

excesso e o defeito é um cume, um ponto alto: o

melhor que a prudência indica.

trabalho e o sentido da vida


O trabalho e o sentido da vida

Na escolha por uma profissão é importante levarmos em conta a realização pessoal e o serviço ao próximo. Para descobrirmos a nossa vocação precisamos responder a perguntas como: Do que eu gosto? Quais são as minhas aptidões naturais? O que fala mais alto em mim quando penso em uma vocação? Responder essas perguntas é o primeiro passo para a descoberta de nossa vocação.

Entretanto, precisamos salientar que precisamos perceber em que temos uma maior habilidade e adaptar o nosso talento natural à realidade, pois o trabalho também possui uma outra dimensão que é a de prover a subsistência de cada um de nós.

Victor Frankl afirma que: “O trabalho pode representar o campo em que o ‘caráter de algo único’ do indivíduo se relaciona com a comunidade, recebendo assim o seu sentido e o seu valor. Contudo, este sentido e valor é inerente em cada caso, à realização (à realização com que se contribui para a comunidade) e não a profissão concreta como tal. Não é, por conseguinte, um determinado tipo de profissão que oferece ao homem a possibilidade de atingir a plenitude. Neste sentido, pode-se dizer que nenhuma profissão faz o homem feliz. A profissão, em si, não é ainda suficiente para tornar o homem insubstituível; o que a profissão faz é simplesmente dar-lhe a oportunidade para vir a sê-lo”.

A nossa profissão constitui-se numa possibilidade de nos colocarmos a serviço do outro, e é nessa possibilidade que o nosso trabalho ganha importância e significado, permitindo-nos a descoberta de quem realmente somos. A realização que vem do trabalho tem relação com o que há de mais específico e original em cada um de nós.

No exercício profissional podemos expressar, de forma única, quem somos e, assim, oferecer uma contribuição para a sociedade que somente nós podemos dar. Isso independentemente do que fazemos. Portanto, a questão não está no que fazemos, e sim, em como fazemos. Claro, precisamos estar atentos à realidade em que vivemos e as oportunidades que por um acaso possam surgir para bem aproveitá-las. Mas o mais importante é entendemos que não é uma profissão que faz o homem feliz; uma profissão apenas oferece oportunidade para sermos feliz. A verdadeira felicidade está em servimos ao outro.

Aprender a a lição de que “trabalhar com alegria” é um bom caminho que podemos seguir Façamos tudo com alegria, na certeza de que independente da nossa profissão, independente do que nós fazemos, podemos contribuir para o bem de outros, podemos deixar a marca da nossa singularidade,
pois somos “únicos e irrepetíveis” .


Motivação e ética


Motivação e ética

Motivação e ética estão diretamente relacionadas

As motivações influem na nossa conduta



Extrínsecas- procuras as consequências externas à acção ( remuneração, reconecimento, elogio,etc…)

Intrínsecas: procura de consequências derivadas da própria acção: aprendizagem, satisfação, segurança;

Trascendentes: procura de consequências que satisfaçam necessidades de otros;ligadas ao relacionamento com os outros; componente afectivo

• O mais importante não é a materialidade daquilo que se faz mas o facto de que é actuação humana; é prioritário o como e a finalidade da actuação. Não se nega o produto nem o rendimento do material do trabalho, mas pretende-se valorizá-los ao máximo pela sua relação com a pessoa.

Lei Divina,natural e positiva


Lei Divina, natural e positiva

Definição clássica: “Lei é a ordenação da razão ao bem comum,

promulgada por quem tem de cuidar da comunidade”.

Ordenação da razão: situa-se no “razoável” e não depende

da vontade do legislador.

2. Ordenação ao bem comum: quer dizer, situação que

possibilita a que o conjunto dos indivíduos, das famílias e doutras

instituições intermédias alcancem a devida perfeição.

3. Para ser norma que vincule, deve ser estabelecida por quem tem

autoridade para tal na comunidade.

4. Adquire carácter vinculante quando é “promulgada”, quer dizer

quando se dá a conhecer aos súbditos por meio oficial.

Divisão da lei: - eterna

- divina: natural / divino-positiva

- humana: civil / eclesiástica

Lei eterna: é a mesma Sabedoria

divina, enquanto dirige todos os

movimentos das criaturas.

A Providência (com a que Deus

provê os meios para que as

criaturas alcancem o seu fim)

inclui o plano de governo e a

efectiva execução deste plano.

A lei eterna não é senão o pri-

meiro aspecto da Providência.

Lei natural: é a participação da lei eterna na criatura

racional. É a lei própria do ser humano. Não é a lei física

dos minerais nem a lei biológica das plantas e dos animais,

mas sim, uma lei escrita por Deus na natureza do

homem, que lhe permite conhecer o bem e o mal.

Veritatis splendor 43: “Deus provê aos homens de maneira

diversa à que provê aos outros seres que não são pessoas: não

‘desde fora’, mediante as leis imutáveis de natureza física,

mas ‘desde dentro’, mediante a razão que, conhecendo

com a luz natural a lei eterna de Deus, é por isto mesmo

capaz de indicar ao homem a justa direcção da sua livre

situação”.


Cícero, De Republica, III, 22-23: “Certamente existe uma lei

verdadeira, de acordo com a natureza, conhecida de todos,

constante e sempre eterna... A esta lei não é lícito acrescentar nem

revogar-lhe algo, nem tão pouco eliminá-la por completo. Não

podemos dissolvê-la por meio do Senado ou do povo. Tão pouco

há que buscar outro comentador ou intérprete dela. Não existe

uma lei em Roma, outra em Atenas, outra agora, outra no futuro;

mas uma mesma lei, eterna e imutável, que sujeita toda a huma-

nidade em todo o tempo (...). Quem não a guarda, atraiçoa-se

a si mesmo e ultraja a natureza humana, e por isso sofre

penas máximas, ainda que julgue escapar dos suplícios”.

A lei positiva é a que é promulgada por um legislador concreto

que goza de autoridade para legislar. Pode ser divina ou humana,

e a humana divide-se em eclesiástica e civil.


Princípios morais em relação às leis

1. Todos os homens estão submetidos desde o seu nascimento

às exigências da lei natural. É objectiva, universal e imutável.

2. Na lei natural fundamentam-se os direitos e deveres uni-

versais da pessoa, que devem ser respeitados e protegidos

juridicamente.

3. As normas que se deduzem da lei natural obrigam em

consciência.

4. Na lei natural distinguem-se princípios “primários” (não

assassinar) e “secundários” (o direito de propriedade). Os

“primários” não admitem excepções.

5. A lei moral não significa uma limitação da

liberdade, mas antes, indica ao sujeito o ca-

minho que há-de seguir para fazer uso inte-

ligente e lúcido dela. Do mesmo modo que as

normas de circulação não coarctam a vontade do

condutor, a lei divina não só não limita a liberdade

do homem, mas guia-o para que possa orientar a

sua existência por uma rota que o leve à salvação

A consciência não cria as categorias do bem e do

mal, mas só as constata: descobre na norma o

que é bom ou mau.

CCE 1800: “O ser humano deve obedecer

sempre ao juízo certo da sua consciência”.

Pois é a lei que ajuda o homem a emitir

esse “juízo certo” sobre o que há-de fazer

ou deve omitir, se quer ter uma conduta

digna da pessoa humana.

Etica e deontologia

Etica e deontologia
O termo Deontologia surge das palavras gregas “déon, déontos” que significa dever e “lógos” que se traduz por discurso ou tratado. Sendo assim, a deontologia seria o tratado do dever ou o conjunto de deveres, princípios e normas adoptadas por um determinado grupo profissional. A deontologia é uma disciplina da ética especial adaptada ao exercício da uma profissão.

Existem inúmeros códigos de deontologia, sendo esta codificação da responsabilidade de associações ou ordens profissionais. Regra geral, os códigos deontológicos têm por base as grandes declarações universais e esforçam-se por traduzir o sentimento ético expresso nestas, adaptando-o, no entanto, às particularidades de cada país e de cada grupo profissional. Para além disso, estes códigos propõem sanções, segundo princípios e procedimentos explícitos, para os infractores do mesmo. Alguns códigos não apresentam funções normativas e vinculativas, oferecendo apenas uma função reguladora. A declaração dos princípios éticos dos psicólogos da Associação dos Psicólogos Portugueses, por exemplo, é exclusivamente um instrumento consultivo. Embora os códigos pretendam oferecer uma reserva moral ou uma garantia de conformidade com os Direitos Humanos, estes podem, por vezes, constituir um perigo de monopolização de uma determinada área ou grupo de questões, relativas a toda a sociedade, por um conjunto de profissionais.



chegar ao conhecimento de Deus






Num primeiro momento, Deus revela a sua majestade e omnipotência mediante factos.
O homem pode chegar ao conhecimento de Deus contemplando estes factos.





Toda a criação
é um caminho

até Deus.


O universo
é um sinal

da presença

e da beleza

divinas.


= revelação natural de Deus




“Deus, princípio e fim de todas
as coisas, pode ser conhecido com certeza

pela luz natural da razão humana a partir das

coisas criadas”.



“Desde a criação do mundo as
perfeições invisíveis de Deus – o seu eterno

poder e sua divindade – tornaram-se visíveis

à inteligência através das coisas criadas”.




Revelação natural de Deus





se pode conhecer Deus a partir
do mundo com a ajuda da razão.

a qualquer pessoa se pode falar,
com sentido, de Deus.


Deve ter-se presente que as pessoas que chegam ao conhecimento

de Deus através da natureza, não a entendem como “criada” ao

princípio, mas só ao fim das suas reflexões.

Partem do mundo, não de Deus.





O Deus, que as nossas meras forças naturais alcançam, é o Fun-
damento do mundo, Incondicionado e Absoluto. Mas não alcan-

çam o Deus vivo e pessoal da Sª Escritura. Ao Deus dos filósofos

não se pode rezar!

Pode facilitar vias de compreensão da fé e manifestar que a fé não

é irracional.



1) movimento - o Primeiro Motor;
2) causas eficientes - a Causa primeira;
3) contingência - o Ser Necessário por si mesmo;
4) graus de perfeição - o Ser Perfeito por essência;
5) finalidade - o Ser pelo qual todas as coisas se
ordenam a um fim.


São Tomás de Aquino explica umas vias (não se trata de provas no sentido matemático ou das ciências naturais): com efeito, Deus não é um facto sensível).


As 5 vias:


Não se trata somente de explicar como chegou a ser o mundo (ciência actual),
mas de explicar por que “há” alguma coisa em geral.

Se nos restringimos só à matéria original, nada se explica. A matéria está

submetida à mudança: é imperfeita e não se explica por si mesma.




Quem opta por Deus, opta pelo sentido
do mundo, sentido que nos ultrapassa

com frequência. O mundo está feito de

tal maneira que não é compreensível

sem Deus.


É mais razoável crer que Deus existe
do que crer que Deus não existe.

A fé em Deus nada tem a ver com uma

negação do pensamento: pelo contrário,

é o fundamento último do pensamento

e uma exortação constante a pensar.



- No homem dá-se também a esperança do infinito: temos sempre fome e
sede de mais verdade, mais justiça e mais felicidade.

- Além disso, há algo incondicionado e absoluto no nosso interior.

Exemplo: a voz da consciência que adverte, aprova, repreende.


- Experiência da nossa limitação : sempre nos interrogamos, especialmente
sobre o sentido da vida,

a experiência do sofrimento (doença, preocupação, solidão, fracasso…).

- Experiência da morte: de onde venho, para onde vou?

- Na nossa busca da felicidade, também não podemos alcançar a plenitude:

tudo o que encontramos é finito e limitado, imperfeito e passageiro.


Outro grupo de provas da existência de Deus baseia-se na

realidade humana:



- Só Deus pode encher o coração humano.
- Santo Agostinho, Confissões 1, 1:

“Fizeste-nos…

Inquieto está o nosso coração até que des-

canse em Ti”.

- Só se Deus existe, é que a vida humana tem

sentido.

- A dignidade humana “tem no próprio Deus o

seu fundamento e perfeição” (Gaudium et

spes 21).


- Há injustiças que clamam ao céu, como a morte de um inocente...
- O incondicionado e absoluto revela-se também no amor.

Mas o amor humano pode chegar a decepcionar. É que ansiamos pelo

infinito, o eterno e o absoluto, e não o podemos alcançar nesta vida.







Deus é infinitamente maior do
que as nossas imagens e os

nossos conceitos:

Todos os nossos conceitos

expressam mais o que Deus

não é, do que aquilo que Ele é.



Deus é um mistério profundo: Habita uma luz inacessível” (1 Tim 6, 16).

Como seres finitos, nós não podemos compreender nunca o Ser infinito que tudo abarca.





Concílio Latrão IV (1215): “Entre o Criador e a criatura não se pode
assinalar uma semelhança, sem ver que a dissemelhança é ainda maior”.

De facto o nosso conhecimento de Deus é analógico.

– Validade da analogia.