
Num primeiro momento, Deus revela a sua majestade e omnipotência mediante factos.
O homem pode chegar ao conhecimento de Deus contemplando estes factos.
Toda a criação
é um caminho
até Deus.
O universo
é um sinal
da presença
e da beleza
divinas.
= revelação natural de Deus
“Deus, princípio e fim de todas
as coisas, pode ser conhecido com certeza
pela luz natural da razão humana a partir das
coisas criadas”.
“Desde a criação do mundo as
perfeições invisíveis de Deus – o seu eterno
poder e sua divindade – tornaram-se visíveis
à inteligência através das coisas criadas”.
Revelação natural de Deus
se pode conhecer Deus a partir
do mundo com a ajuda da razão.
a qualquer pessoa se pode falar,
com sentido, de Deus.
Deve ter-se presente que as pessoas que chegam ao conhecimento
de Deus através da natureza, não a entendem como “criada” ao
princípio, mas só ao fim das suas reflexões.
Partem do mundo, não de Deus.
O Deus, que as nossas meras forças naturais alcançam, é o Fun-
damento do mundo, Incondicionado e Absoluto. Mas não alcan-
çam o Deus vivo e pessoal da Sª Escritura. Ao Deus dos filósofos
não se pode rezar!
Pode facilitar vias de compreensão da fé e manifestar que a fé não
é irracional.
1) movimento - o Primeiro Motor;
2) causas eficientes - a Causa primeira;
3) contingência - o Ser Necessário por si mesmo;
4) graus de perfeição - o Ser Perfeito por essência;
5) finalidade - o Ser pelo qual todas as coisas se
ordenam a um fim.
São Tomás de Aquino explica umas vias (não se trata de provas no sentido matemático ou das ciências naturais): com efeito, Deus não é um facto sensível).
As 5 vias:
Não se trata somente de explicar como chegou a ser o mundo (ciência actual),
mas de explicar por que “há” alguma coisa em geral.
Se nos restringimos só à matéria original, nada se explica. A matéria está
submetida à mudança: é imperfeita e não se explica por si mesma.
Quem opta por Deus, opta pelo sentido
do mundo, sentido que nos ultrapassa
com frequência. O mundo está feito de
tal maneira que não é compreensível
sem Deus.
É mais razoável crer que Deus existe
do que crer que Deus não existe.
A fé em Deus nada tem a ver com uma
negação do pensamento: pelo contrário,
é o fundamento último do pensamento
e uma exortação constante a pensar.
- No homem dá-se também a esperança do infinito: temos sempre fome e
sede de mais verdade, mais justiça e mais felicidade.
- Além disso, há algo incondicionado e absoluto no nosso interior.
Exemplo: a voz da consciência que adverte, aprova, repreende.
- Experiência da nossa limitação : sempre nos interrogamos, especialmente
sobre o sentido da vida,
a experiência do sofrimento (doença, preocupação, solidão, fracasso…).
- Experiência da morte: de onde venho, para onde vou?
- Na nossa busca da felicidade, também não podemos alcançar a plenitude:
tudo o que encontramos é finito e limitado, imperfeito e passageiro.
Outro grupo de provas da existência de Deus baseia-se na
realidade humana:
- Só Deus pode encher o coração humano.
- Santo Agostinho, Confissões 1, 1:
“Fizeste-nos…
Inquieto está o nosso coração até que des-
canse em Ti”.
- Só se Deus existe, é que a vida humana tem
sentido.
- A dignidade humana “tem no próprio Deus o
seu fundamento e perfeição” (Gaudium et
spes 21).
- Há injustiças que clamam ao céu, como a morte de um inocente...
- O incondicionado e absoluto revela-se também no amor.
Mas o amor humano pode chegar a decepcionar. É que ansiamos pelo
infinito, o eterno e o absoluto, e não o podemos alcançar nesta vida.
Deus é infinitamente maior do
que as nossas imagens e os
nossos conceitos:
Todos os nossos conceitos
expressam mais o que Deus
não é, do que aquilo que Ele é.
Deus é um mistério profundo: Habita uma luz inacessível” (1 Tim 6, 16).
Como seres finitos, nós não podemos compreender nunca o Ser infinito que tudo abarca.
Concílio Latrão IV (1215): “Entre o Criador e a criatura não se pode
assinalar uma semelhança, sem ver que a dissemelhança é ainda maior”.
De facto o nosso conhecimento de Deus é analógico.
– Validade da analogia.

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