quarta-feira, 21 de outubro de 2009

chegar ao conhecimento de Deus






Num primeiro momento, Deus revela a sua majestade e omnipotência mediante factos.
O homem pode chegar ao conhecimento de Deus contemplando estes factos.





Toda a criação
é um caminho

até Deus.


O universo
é um sinal

da presença

e da beleza

divinas.


= revelação natural de Deus




“Deus, princípio e fim de todas
as coisas, pode ser conhecido com certeza

pela luz natural da razão humana a partir das

coisas criadas”.



“Desde a criação do mundo as
perfeições invisíveis de Deus – o seu eterno

poder e sua divindade – tornaram-se visíveis

à inteligência através das coisas criadas”.




Revelação natural de Deus





se pode conhecer Deus a partir
do mundo com a ajuda da razão.

a qualquer pessoa se pode falar,
com sentido, de Deus.


Deve ter-se presente que as pessoas que chegam ao conhecimento

de Deus através da natureza, não a entendem como “criada” ao

princípio, mas só ao fim das suas reflexões.

Partem do mundo, não de Deus.





O Deus, que as nossas meras forças naturais alcançam, é o Fun-
damento do mundo, Incondicionado e Absoluto. Mas não alcan-

çam o Deus vivo e pessoal da Sª Escritura. Ao Deus dos filósofos

não se pode rezar!

Pode facilitar vias de compreensão da fé e manifestar que a fé não

é irracional.



1) movimento - o Primeiro Motor;
2) causas eficientes - a Causa primeira;
3) contingência - o Ser Necessário por si mesmo;
4) graus de perfeição - o Ser Perfeito por essência;
5) finalidade - o Ser pelo qual todas as coisas se
ordenam a um fim.


São Tomás de Aquino explica umas vias (não se trata de provas no sentido matemático ou das ciências naturais): com efeito, Deus não é um facto sensível).


As 5 vias:


Não se trata somente de explicar como chegou a ser o mundo (ciência actual),
mas de explicar por que “há” alguma coisa em geral.

Se nos restringimos só à matéria original, nada se explica. A matéria está

submetida à mudança: é imperfeita e não se explica por si mesma.




Quem opta por Deus, opta pelo sentido
do mundo, sentido que nos ultrapassa

com frequência. O mundo está feito de

tal maneira que não é compreensível

sem Deus.


É mais razoável crer que Deus existe
do que crer que Deus não existe.

A fé em Deus nada tem a ver com uma

negação do pensamento: pelo contrário,

é o fundamento último do pensamento

e uma exortação constante a pensar.



- No homem dá-se também a esperança do infinito: temos sempre fome e
sede de mais verdade, mais justiça e mais felicidade.

- Além disso, há algo incondicionado e absoluto no nosso interior.

Exemplo: a voz da consciência que adverte, aprova, repreende.


- Experiência da nossa limitação : sempre nos interrogamos, especialmente
sobre o sentido da vida,

a experiência do sofrimento (doença, preocupação, solidão, fracasso…).

- Experiência da morte: de onde venho, para onde vou?

- Na nossa busca da felicidade, também não podemos alcançar a plenitude:

tudo o que encontramos é finito e limitado, imperfeito e passageiro.


Outro grupo de provas da existência de Deus baseia-se na

realidade humana:



- Só Deus pode encher o coração humano.
- Santo Agostinho, Confissões 1, 1:

“Fizeste-nos…

Inquieto está o nosso coração até que des-

canse em Ti”.

- Só se Deus existe, é que a vida humana tem

sentido.

- A dignidade humana “tem no próprio Deus o

seu fundamento e perfeição” (Gaudium et

spes 21).


- Há injustiças que clamam ao céu, como a morte de um inocente...
- O incondicionado e absoluto revela-se também no amor.

Mas o amor humano pode chegar a decepcionar. É que ansiamos pelo

infinito, o eterno e o absoluto, e não o podemos alcançar nesta vida.







Deus é infinitamente maior do
que as nossas imagens e os

nossos conceitos:

Todos os nossos conceitos

expressam mais o que Deus

não é, do que aquilo que Ele é.



Deus é um mistério profundo: Habita uma luz inacessível” (1 Tim 6, 16).

Como seres finitos, nós não podemos compreender nunca o Ser infinito que tudo abarca.





Concílio Latrão IV (1215): “Entre o Criador e a criatura não se pode
assinalar uma semelhança, sem ver que a dissemelhança é ainda maior”.

De facto o nosso conhecimento de Deus é analógico.

– Validade da analogia.

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