O fim da educação das virtudes humanas è a felicidade. A sua posse e o seu uso são condição essencial para se levar uma vida boa e digna. Sem a presença e o uso das quatro virtudes cardinais não se pode aspirar a uma vida feliz.
O desgosto e a alegria dependem mais do que somos do que daquilo que nos acontece.(Multatuli)
Para que servem os músculos, quando chegar a hora de haver um cancro nesses músculos? Para que serve, sozinha, a inteligência, se ela, como lhe compete, nos mostrar um caminho que, por não termos coragem nem força de vontade, somos incapazes de seguir? Que é feito da beleza quando se envelhece? Sem os valores humanos, sem as virtudes humanas, andamos pela rama. Teremos, apenas, aparências de homens, projectos humanos inacabados, fracassos existenciais comprováveis na hora da verdade.
Se somos fiéis à consciência, crescem as virtudes que, por sua vez, vão dominando as nossas fraquezas e dilata-se a capacidade de actuação da nossa consciência. Por sua vez, esse crescimento das virtudes, ajuda o bom funcionamento da consciência, aumentando a nossa liberdade interior.
A vida moderna ofereceu-nos muitas facilidades: simplificou certas tarefas. No entanto, no que diz respeito aos nossos comportamentos, carácter, virtudes - à nossa qualidade enquanto pessoas - tudo continua a passar-se como com os nossos antepassados. Continua a ser difícil ser-se honesto, trabalhador, bom marido, boa mãe; o amor e a amizade continuam a ser tarefas exigentíssimas
Virtudes humanas são hábitos operativos bons.
VIRTUDES: O QUE SÃO E COMO SE ADQUIREM?
Neste texto, vamos passar em revista as quatro virtudes cardinais: prudência, justiça, coragem e temperança.
A prudência é a virtude da boa deliberação. Sem ela, perdemo-nos com facilidade no complexo processo de tomada de decisões. Como sabemos, o processo de tomada de decisões compreende várias fases: contacto com o problema, compreensão do problema, cálculo racional sobre as opções, estratégias e consequências, deliberação e, por fim, passagem à acção. Em muitos casos, o sujeito não chega ao fim do processo, ou seja, não passa à acção. Há várias razões para isso: vontade fraca, ausência da virtude da coragem ou simplesmente adiamento da passagem à acção por efeito do cálculo racional. Outras vezes, o sujeito passa à acção mas age mal. Há várias explicações para isso: vontade deficiente, falta de informação e, portanto, incapacidade para compreender o problema, mau uso do cálculo racional ou, simplesmente, a posse de um mau carácter. O sujeito com um mau carácter age mal porque tem uma inclinação para apreciar as acções incorrectas. O hábito de praticar acções incorrectas reforça o mau carácter. Por outro lado, um sujeito que cresce e vive numa comunidade onde as virtudes não estão presentes ou não são apreciadas, tem mais probabilidades de desenvolver um mau carácter. Por vezes, acontece outra situação: o sujeito opta por não passar à acção. Pode acontecer que o sujeito, após a fase de cálculo racional, conclua que as consequências negativas previsíveis de uma determinada acção aconselhem a que a acção não seja tomada ou que a mesma seja adiada para melhor oportunidade. A prudência compreende várias qualidades e exige a presença de várias condições: respeito pela aprendizagem e pela realização intelectual; compreensão da natureza humana; respeito pela experiência de vida; análise das prioridades de vida; hábito de considerar as causas passadas e as implicações futuras dos acontecimentos presentes e das circunstâncias; habilidade para conhecer a verdade, a beleza e o bem; capacidade para distinguir entre a verdade e a mentira, o verdadeiro e o falso e o bem e o mal. A capacidade de distinguir constitui uma propriedade essencial na virtude da prudência. Mas distinguir o quê? Eis uma pequena lista de coisas importantes: distinguir os heróis das celebridades, a regra da lei das regras pessoais, a consciência dos sentimentos, as opiniões racionais dos sentimentos, o respeito por si mesmo do orgulho, o risco calculado da impulsividade, a competição honrada da ambição desmedida, a colaboração em equipa do individualismo egoísta…
A justiça é a virtude da responsabilidade e da equidade. No fundo, é ser capaz de dar a cada um aquilo que lhe pertence e aquilo que lhe é devido. A justiça compreende várias qualidades e exige a presença de várias condições: compreender e respeitar os direitos dos outros; hábito de cumprir as nossas obrigações; obrigação de procurar fazer o melhor que nos for possível; respeito pela autoridade legítima; saber viver com as consequências das nossas acções e erros; hábito de honrar as nossas promessas e compromissos; hábito de evitar a intromissão em assuntos alheios; dar aos outros o benefício da dúvida e respeitar o direito à presunção de inocência.
A coragem é a virtude da fortaleza. Ser corajoso exige que se aguente e pressupõe que se seja persistente. É ser capaz de reagir às adversidades e não desistir mesmo quando tudo parece perdido. Não é o mesmo que temeridade. A coragem pressupõe determinadas qualidades e exige a presença de algumas condições: habilidade para ultrapassar as dificuldades; hábito de ultrapassar o medo e a ansiedade através da acção correcta; confiança na capacidade para resolver problemas; determinação para ultrapassar as derrotas.
A temperança é a virtude do autodomínio. Exige ser capaz de escolher e de fazer nas proporções certas, evitando os excessos e os defeitos. Implica ser capaz de optar pelo justo meio. Pressupõe
determinadas qualidades e exige a presença de algumas condições: capacidade para dizer não quando é preciso dizer não; hábito de esperar pelas recompensas e de ser capaz de as merecer; capacidade para usufruir dos prazeres (comida, bebida e sexo) com moderação; ser capaz de pedir desculpa quando se comete um erro ou uma ofensa; hábito de usar as boas maneiras; capacidade para se preocupar com a dignidade e as necessidades dos que nos rodeiam.
As quatro virtudes cardinais são autênticas lições de vida. A sua posse e o seu uso são condição essencial para se levar uma vida boa e digna. Sem a presença e o uso das quatro virtudes cardinais não se pode aspirar a uma vida feliz.
Em primeiro lugar o exemplo: o exemplo de luta para se superar.(exemplaridade do líder)
A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita.(Mahatma Gandhi)A honra de uma pessoa é o reconhecimento de que essa pessoa é íntegra e digna de confiança. Não como consequência de uma campanha artificial, como agora se consegue através da publicidade e da propaganda, mas como resultado de um longo e constante esforço por ter um comportamento correcto
1. A PREGUIÇA vs A LABORIOSIDADE
Quando não estamos dispostos ao esforço necessário para nos tornarmos fortes, belos, sérios, credíveis, podemos chegar a parecê-lo. Mas isso de pouco nos adianta, porque a mentira é estéril, e tudo o que com ela se consegue é fugaz, é ar e vento. E dói por dentro com dor verdadeira.
A preguiça = “ a resistência ao esforço e ao sacrifício”
O preguiçoso:
-Mais do que o bem, move-o a vantagem.
-contetentar-se-á com despachar as tarefas e responsabilidades, sem se importar em deixá-las acabadas….dar um jeito.
-Nunca é por ter-se dado o sacrificado que um homem se esvazia, mas por ter-se poupado.
-A preguiça começa por não querer pensar por medo do sacrifício: pensar é muito perigoso.
-A máscara do cansaço: o cansaço é uma coisa muito especializada.
-Os desejos matam o preguiçoso: somente deseja e negligencia o presente.
-o prreguiçoso foge do trabalho como de um castigo, como um fardo,trabalha frivolamente, sem atenção nem esmero
-A vida é dura para quem é mole.
Antídoto: a laboriosidade
O laborioso:
Lema: faz o que deves e está no que fazes.
Aprende a espremer o seu tempo
Trabalha com todas as potencias, com os cinco sentidos.
(Ser laborioso não supõe simplesmente encher o tempo com atividades, mas realizar as ações bem. É fácil substituir a qualidade da ação pela quantidade de ações).
-(A laboriosidade se aplica não só ao trabalho profissional, mas também aos deveres para com a família, os amigos, os cidadãos, etc
- Reconheço que uma atividade de trabalho deve ser realizada com disciplina, deve custar um esforço e deve servir para algo.
(Isto é, não existe laboriosidade naquelas atividades que se realizam de acordo com o capricho do momento, que nunca custam esforço algum nem servem para a melhora própria ou alheia).- Empenho-me em realizar as ações próprias de minha condição sem buscar desculpas se o assunto sai mal.
(A laboriosidade supõe também responsabilidade e, em caso de erro, dar solução).
-Tento que todas minhas ações tenham um sentido autenticamente humano.
(De especial relevância são o conjunto de ações de tipo rotineiro que é necessário cumprir com freqüência. Trata-se de colocar originalidade nelas, ou pelo “estilo pessoal” com que as realizamos, ou pelo sentido que as damos).
- Faço todo o possível por evitar uma atitude de tristeza como conseqüência de dar-me conta do esforço que me vai custar cumprir com meus deveres adequadamente.
(Se alguém não cumpre o que deve por este motivo, significa que caiu no vício da preguiça).
O desgosto e a alegria dependem mais do que somos do que daquilo que nos acontece.(Multatuli)
Para que servem os músculos, quando chegar a hora de haver um cancro nesses músculos? Para que serve, sozinha, a inteligência, se ela, como lhe compete, nos mostrar um caminho que, por não termos coragem nem força de vontade, somos incapazes de seguir? Que é feito da beleza quando se envelhece? Sem os valores humanos, sem as virtudes humanas, andamos pela rama. Teremos, apenas, aparências de homens, projectos humanos inacabados, fracassos existenciais comprováveis na hora da verdade.
Se somos fiéis à consciência, crescem as virtudes que, por sua vez, vão dominando as nossas fraquezas e dilata-se a capacidade de actuação da nossa consciência. Por sua vez, esse crescimento das virtudes, ajuda o bom funcionamento da consciência, aumentando a nossa liberdade interior.
A vida moderna ofereceu-nos muitas facilidades: simplificou certas tarefas. No entanto, no que diz respeito aos nossos comportamentos, carácter, virtudes - à nossa qualidade enquanto pessoas - tudo continua a passar-se como com os nossos antepassados. Continua a ser difícil ser-se honesto, trabalhador, bom marido, boa mãe; o amor e a amizade continuam a ser tarefas exigentíssimas
Virtudes humanas são hábitos operativos bons.
VIRTUDES: O QUE SÃO E COMO SE ADQUIREM?
Neste texto, vamos passar em revista as quatro virtudes cardinais: prudência, justiça, coragem e temperança.
A prudência é a virtude da boa deliberação. Sem ela, perdemo-nos com facilidade no complexo processo de tomada de decisões. Como sabemos, o processo de tomada de decisões compreende várias fases: contacto com o problema, compreensão do problema, cálculo racional sobre as opções, estratégias e consequências, deliberação e, por fim, passagem à acção. Em muitos casos, o sujeito não chega ao fim do processo, ou seja, não passa à acção. Há várias razões para isso: vontade fraca, ausência da virtude da coragem ou simplesmente adiamento da passagem à acção por efeito do cálculo racional. Outras vezes, o sujeito passa à acção mas age mal. Há várias explicações para isso: vontade deficiente, falta de informação e, portanto, incapacidade para compreender o problema, mau uso do cálculo racional ou, simplesmente, a posse de um mau carácter. O sujeito com um mau carácter age mal porque tem uma inclinação para apreciar as acções incorrectas. O hábito de praticar acções incorrectas reforça o mau carácter. Por outro lado, um sujeito que cresce e vive numa comunidade onde as virtudes não estão presentes ou não são apreciadas, tem mais probabilidades de desenvolver um mau carácter. Por vezes, acontece outra situação: o sujeito opta por não passar à acção. Pode acontecer que o sujeito, após a fase de cálculo racional, conclua que as consequências negativas previsíveis de uma determinada acção aconselhem a que a acção não seja tomada ou que a mesma seja adiada para melhor oportunidade. A prudência compreende várias qualidades e exige a presença de várias condições: respeito pela aprendizagem e pela realização intelectual; compreensão da natureza humana; respeito pela experiência de vida; análise das prioridades de vida; hábito de considerar as causas passadas e as implicações futuras dos acontecimentos presentes e das circunstâncias; habilidade para conhecer a verdade, a beleza e o bem; capacidade para distinguir entre a verdade e a mentira, o verdadeiro e o falso e o bem e o mal. A capacidade de distinguir constitui uma propriedade essencial na virtude da prudência. Mas distinguir o quê? Eis uma pequena lista de coisas importantes: distinguir os heróis das celebridades, a regra da lei das regras pessoais, a consciência dos sentimentos, as opiniões racionais dos sentimentos, o respeito por si mesmo do orgulho, o risco calculado da impulsividade, a competição honrada da ambição desmedida, a colaboração em equipa do individualismo egoísta…
A justiça é a virtude da responsabilidade e da equidade. No fundo, é ser capaz de dar a cada um aquilo que lhe pertence e aquilo que lhe é devido. A justiça compreende várias qualidades e exige a presença de várias condições: compreender e respeitar os direitos dos outros; hábito de cumprir as nossas obrigações; obrigação de procurar fazer o melhor que nos for possível; respeito pela autoridade legítima; saber viver com as consequências das nossas acções e erros; hábito de honrar as nossas promessas e compromissos; hábito de evitar a intromissão em assuntos alheios; dar aos outros o benefício da dúvida e respeitar o direito à presunção de inocência.
A coragem é a virtude da fortaleza. Ser corajoso exige que se aguente e pressupõe que se seja persistente. É ser capaz de reagir às adversidades e não desistir mesmo quando tudo parece perdido. Não é o mesmo que temeridade. A coragem pressupõe determinadas qualidades e exige a presença de algumas condições: habilidade para ultrapassar as dificuldades; hábito de ultrapassar o medo e a ansiedade através da acção correcta; confiança na capacidade para resolver problemas; determinação para ultrapassar as derrotas.
A temperança é a virtude do autodomínio. Exige ser capaz de escolher e de fazer nas proporções certas, evitando os excessos e os defeitos. Implica ser capaz de optar pelo justo meio. Pressupõe
determinadas qualidades e exige a presença de algumas condições: capacidade para dizer não quando é preciso dizer não; hábito de esperar pelas recompensas e de ser capaz de as merecer; capacidade para usufruir dos prazeres (comida, bebida e sexo) com moderação; ser capaz de pedir desculpa quando se comete um erro ou uma ofensa; hábito de usar as boas maneiras; capacidade para se preocupar com a dignidade e as necessidades dos que nos rodeiam.
As quatro virtudes cardinais são autênticas lições de vida. A sua posse e o seu uso são condição essencial para se levar uma vida boa e digna. Sem a presença e o uso das quatro virtudes cardinais não se pode aspirar a uma vida feliz.
Em primeiro lugar o exemplo: o exemplo de luta para se superar.(exemplaridade do líder)
A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita.(Mahatma Gandhi)A honra de uma pessoa é o reconhecimento de que essa pessoa é íntegra e digna de confiança. Não como consequência de uma campanha artificial, como agora se consegue através da publicidade e da propaganda, mas como resultado de um longo e constante esforço por ter um comportamento correcto
1. A PREGUIÇA vs A LABORIOSIDADE
Quando não estamos dispostos ao esforço necessário para nos tornarmos fortes, belos, sérios, credíveis, podemos chegar a parecê-lo. Mas isso de pouco nos adianta, porque a mentira é estéril, e tudo o que com ela se consegue é fugaz, é ar e vento. E dói por dentro com dor verdadeira.
A preguiça = “ a resistência ao esforço e ao sacrifício”
O preguiçoso:
-Mais do que o bem, move-o a vantagem.
-contetentar-se-á com despachar as tarefas e responsabilidades, sem se importar em deixá-las acabadas….dar um jeito.
-Nunca é por ter-se dado o sacrificado que um homem se esvazia, mas por ter-se poupado.
-A preguiça começa por não querer pensar por medo do sacrifício: pensar é muito perigoso.
-A máscara do cansaço: o cansaço é uma coisa muito especializada.
-Os desejos matam o preguiçoso: somente deseja e negligencia o presente.
-o prreguiçoso foge do trabalho como de um castigo, como um fardo,trabalha frivolamente, sem atenção nem esmero
-A vida é dura para quem é mole.
Antídoto: a laboriosidade
O laborioso:
Lema: faz o que deves e está no que fazes.
Aprende a espremer o seu tempo
Trabalha com todas as potencias, com os cinco sentidos.
(Ser laborioso não supõe simplesmente encher o tempo com atividades, mas realizar as ações bem. É fácil substituir a qualidade da ação pela quantidade de ações).
-(A laboriosidade se aplica não só ao trabalho profissional, mas também aos deveres para com a família, os amigos, os cidadãos, etc
- Reconheço que uma atividade de trabalho deve ser realizada com disciplina, deve custar um esforço e deve servir para algo.
(Isto é, não existe laboriosidade naquelas atividades que se realizam de acordo com o capricho do momento, que nunca custam esforço algum nem servem para a melhora própria ou alheia).- Empenho-me em realizar as ações próprias de minha condição sem buscar desculpas se o assunto sai mal.
(A laboriosidade supõe também responsabilidade e, em caso de erro, dar solução).
-Tento que todas minhas ações tenham um sentido autenticamente humano.
(De especial relevância são o conjunto de ações de tipo rotineiro que é necessário cumprir com freqüência. Trata-se de colocar originalidade nelas, ou pelo “estilo pessoal” com que as realizamos, ou pelo sentido que as damos).
- Faço todo o possível por evitar uma atitude de tristeza como conseqüência de dar-me conta do esforço que me vai custar cumprir com meus deveres adequadamente.
(Se alguém não cumpre o que deve por este motivo, significa que caiu no vício da preguiça).

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