- A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem.
- A virtude é um hábito operativo bom.
- O hábito operativo distingue-se do entitativo.
- A virtude distingue-se também do vício (hábito operativo mau).
Importância da virtude:
1. supõe no sujeito uma disposição consciente e eleita de praticar o bem;
2. é semelhante a uma “segunda natureza”: o homem tem mais facilidade para fazero bem;
3. facilita o exercício da liberdade;
4. impede que a pessoa se deixe levar pela espontaneidade, que por vezes a faz actuar como os animais;
5. ajuda a pessoa a adquirir a perfeição que lhe corresponde;
6. no virtuoso o pecado tem muito de fraqueza (não de malícia como no vicioso).
I“As virtudes humanas são atitudes firmes, disposiçõesestáveis, perfeições habituais do entendimento e davontade que regulam os nossos actos, ordenam as nossaspaixões e guiam a nossa conduta segundo a razão e a fé.Proporcionam facilidade, domínio e gozo para levar umavida moralmente boa. O homem virtuoso é o que praticalivremente o bem” Essas virtudes sãoadquiridas.
IIAs virtudes cardeais aparecem enumeradas assim:temperança, prudência, justiça e fortaleza. Chamam-secardeais porque são como o “cardo” ou eixo sobre o qualassenta o actuar moral.
1Prudência: “auriga virtutum” porque indica às outrasvirtudes a regra e a medida em que devem praticar-se.“A prudência é a virtude que dispõe arazão prática para discernir em qualquer circunstânciao nosso verdadeiro bem e a escolher os meios rectos parao levar a cabo”.=> facilita ao sujeito a aplicação aos actos concretos dosprincípios morais que hão-de reger a sua conduta.
2Justiça: é a constante e firme vontade de dar acada uno o que é seu.=> referida a Deus denomina-se “virtude da religião”,que não cumpre propriamente uma das característicasessenciais da justiça, a saber a equidade, porque acriatura não pode devolver a Deus o que d’Ele recebeu.=> referida aos homens contempla as relações doshomens na convivência, em ordem a alcançar obem comum.
3Fortaleza: é a virtude moral que, no meio das difi-cultades, assegura a firmeza e a constância nabusca do bem.•É una virtude em si mesma, mas além disso possibilitao exercício das outras virtudes (a prática virtuosa étarefa árdua e custosa).=> Não existe vida moral sem fortaleza.
4Temperança: “modera a atracção dos prazeres eprocura o equilíbrio no uso dos bens criados”A pessoa há-de ter um domínio dastendências que a inclinam ao mal.
As virtudes morais estão unidas entre si: se umacresce, também acontece o mesmo às outras; se umafalta, nenhuma outra é perfeita.2. Costuma-se dizer que “a virtude está no meio”. Mas“é um equívoco pensar que as expressões ‘termo médio’ou ‘justo meio’, como algo característico das virtudesmorais, significam mediocridade: algo assim comometade do que é possível realizar. Esse meio entre oexcesso e o defeito é um cume, um ponto alto: omelhor que a prudência indica.
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