.Etica e responsabilidade social
Sucesso depende de negócios sustentáveis
O sucesso dos negócios depende cada vez mais de uma sociedade económica, social e ambientalmente sustentável, mas as empresas por si só não podem resolver as questões emergentes, defendeu Samuel DiPiazza na 8ª conferência anual do BCSD. Alterações climáticas, energia, gestão da água potável, crescimento populacional, pobreza e ecossistemas são as grandes preocupações da actualidade .
A respeito de pobreza, “as empresas, a par dos governos e Organizações Não Governamentais, são um elemento-chave e um parceiro importante na luta para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, defende o BCSD: “as empresas não podem eliminar a pobreza, mas esta nunca poderá ser resolvida sem elas”.
O papel das empresas na sociedade
1) Calidade do produto
2) Atendimento ao cliente
3) Comunicação
4) procura do bem comum(exemplo clinica na India)
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
As virtudes humanas

As virtudes humanas
Duas definições entre outras:
- A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem.
- A virtude é um hábito operativo bom.
- O hábito operativo distingue-se do entitativo.
- A virtude distingue-se também do vício (hábito operativo mau).
Importância da virtude:
1. supõe no sujeito uma disposição consciente e eleita de praticar o bem; 2. é semelhante a uma “segunda natureza”: o homem tem mais facilidade para fazero bem; 3. facilita o exercício da liberdade; 4. impede que a pessoa se deixe levar pela espontaneidade, que por vezes a faz actuar como os animais; 5. ajuda a pessoa a adquirir a perfeição que lhe corresponde; 6. no virtuoso o pecado tem muito de fraqueza (não de malícia como no vicioso).
I
“As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições
estáveis, perfeições habituais do entendimento e da
vontade que regulam os nossos actos, ordenam as nossas
paixões e guiam a nossa conduta segundo a razão e a fé.
Proporcionam facilidade, domínio e gozo para levar uma
vida moralmente boa. O homem virtuoso é o que pratica
livremente o bem” Essas virtudes sãoadquiridas.
II
As virtudes cardeais aparecem enumeradas assim:
temperança, prudência, justiça e fortaleza. Chamam-se
cardeais porque são como o “cardo” ou eixo sobre o qual
assenta o actuar moral.
1
Prudência: “auriga virtutum” porque indica às outras
virtudes a regra e a medida em que devem praticar-se.
“A prudência é a virtude que dispõe a
razão prática para discernir em qualquer circunstância
o nosso verdadeiro bem e a escolher os meios rectos para
o levar a cabo”.
=> facilita ao sujeito a aplicação aos actos concretos dos
princípios morais que hão-de reger a sua conduta.
2
Justiça: é a constante e firme vontade de dar acada uno o que é seu.
=> referida a Deus denomina-se “virtude da religião”,
que não cumpre propriamente uma das características
essenciais da justiça, a saber a equidade, porque a
criatura não pode devolver a Deus o que d’Ele recebeu.
=> referida aos homens contempla as relações dos
homens na convivência, em ordem a alcançar o
bem comum.
3
Fortaleza: é a virtude moral que, no meio das difi-
cultades, assegura a firmeza e a constância na
busca do bem.
•É una virtude em si mesma, mas além disso possibilita
o exercício das outras virtudes (a prática virtuosa é
tarefa árdua e custosa).
=> Não existe vida moral sem fortaleza.
4
Temperança: “modera a atracção dos prazeres e
procura o equilíbrio no uso dos bens criados”
A pessoa há-de ter um domínio das
tendências que a inclinam ao mal.
5
1. As virtudes morais estão unidas entre si: se uma
cresce, também acontece o mesmo às outras; se uma
falta, nenhuma outra é perfeita.
2. Costuma-se dizer que “a virtude está no meio”. Mas
“é um equívoco pensar que as expressões ‘termo médio’
ou ‘justo meio’, como algo característico das virtudes
morais, significam mediocridade: algo assim como
metade do que é possível realizar. Esse meio entre o
excesso e o defeito é um cume, um ponto alto: o
melhor que a prudência indica.
trabalho e o sentido da vida

O trabalho e o sentido da vida
Na escolha por uma profissão é importante levarmos em conta a realização pessoal e o serviço ao próximo. Para descobrirmos a nossa vocação precisamos responder a perguntas como: Do que eu gosto? Quais são as minhas aptidões naturais? O que fala mais alto em mim quando penso em uma vocação? Responder essas perguntas é o primeiro passo para a descoberta de nossa vocação.
Entretanto, precisamos salientar que precisamos perceber em que temos uma maior habilidade e adaptar o nosso talento natural à realidade, pois o trabalho também possui uma outra dimensão que é a de prover a subsistência de cada um de nós.
Victor Frankl afirma que: “O trabalho pode representar o campo em que o ‘caráter de algo único’ do indivíduo se relaciona com a comunidade, recebendo assim o seu sentido e o seu valor. Contudo, este sentido e valor é inerente em cada caso, à realização (à realização com que se contribui para a comunidade) e não a profissão concreta como tal. Não é, por conseguinte, um determinado tipo de profissão que oferece ao homem a possibilidade de atingir a plenitude. Neste sentido, pode-se dizer que nenhuma profissão faz o homem feliz. A profissão, em si, não é ainda suficiente para tornar o homem insubstituível; o que a profissão faz é simplesmente dar-lhe a oportunidade para vir a sê-lo”.
A nossa profissão constitui-se numa possibilidade de nos colocarmos a serviço do outro, e é nessa possibilidade que o nosso trabalho ganha importância e significado, permitindo-nos a descoberta de quem realmente somos. A realização que vem do trabalho tem relação com o que há de mais específico e original em cada um de nós.
No exercício profissional podemos expressar, de forma única, quem somos e, assim, oferecer uma contribuição para a sociedade que somente nós podemos dar. Isso independentemente do que fazemos. Portanto, a questão não está no que fazemos, e sim, em como fazemos. Claro, precisamos estar atentos à realidade em que vivemos e as oportunidades que por um acaso possam surgir para bem aproveitá-las. Mas o mais importante é entendemos que não é uma profissão que faz o homem feliz; uma profissão apenas oferece oportunidade para sermos feliz. A verdadeira felicidade está em servimos ao outro.
Aprender a a lição de que “trabalhar com alegria” é um bom caminho que podemos seguir Façamos tudo com alegria, na certeza de que independente da nossa profissão, independente do que nós fazemos, podemos contribuir para o bem de outros, podemos deixar a marca da nossa singularidade, pois somos “únicos e irrepetíveis” .
Na escolha por uma profissão é importante levarmos em conta a realização pessoal e o serviço ao próximo. Para descobrirmos a nossa vocação precisamos responder a perguntas como: Do que eu gosto? Quais são as minhas aptidões naturais? O que fala mais alto em mim quando penso em uma vocação? Responder essas perguntas é o primeiro passo para a descoberta de nossa vocação.
Entretanto, precisamos salientar que precisamos perceber em que temos uma maior habilidade e adaptar o nosso talento natural à realidade, pois o trabalho também possui uma outra dimensão que é a de prover a subsistência de cada um de nós.
Victor Frankl afirma que: “O trabalho pode representar o campo em que o ‘caráter de algo único’ do indivíduo se relaciona com a comunidade, recebendo assim o seu sentido e o seu valor. Contudo, este sentido e valor é inerente em cada caso, à realização (à realização com que se contribui para a comunidade) e não a profissão concreta como tal. Não é, por conseguinte, um determinado tipo de profissão que oferece ao homem a possibilidade de atingir a plenitude. Neste sentido, pode-se dizer que nenhuma profissão faz o homem feliz. A profissão, em si, não é ainda suficiente para tornar o homem insubstituível; o que a profissão faz é simplesmente dar-lhe a oportunidade para vir a sê-lo”.
A nossa profissão constitui-se numa possibilidade de nos colocarmos a serviço do outro, e é nessa possibilidade que o nosso trabalho ganha importância e significado, permitindo-nos a descoberta de quem realmente somos. A realização que vem do trabalho tem relação com o que há de mais específico e original em cada um de nós.
No exercício profissional podemos expressar, de forma única, quem somos e, assim, oferecer uma contribuição para a sociedade que somente nós podemos dar. Isso independentemente do que fazemos. Portanto, a questão não está no que fazemos, e sim, em como fazemos. Claro, precisamos estar atentos à realidade em que vivemos e as oportunidades que por um acaso possam surgir para bem aproveitá-las. Mas o mais importante é entendemos que não é uma profissão que faz o homem feliz; uma profissão apenas oferece oportunidade para sermos feliz. A verdadeira felicidade está em servimos ao outro.
Aprender a a lição de que “trabalhar com alegria” é um bom caminho que podemos seguir Façamos tudo com alegria, na certeza de que independente da nossa profissão, independente do que nós fazemos, podemos contribuir para o bem de outros, podemos deixar a marca da nossa singularidade, pois somos “únicos e irrepetíveis” .
Motivação e ética

Motivação e ética
Motivação e ética estão diretamente relacionadas
As motivações influem na nossa conduta
Extrínsecas- procuras as consequências externas à acção ( remuneração, reconecimento, elogio,etc…)
Intrínsecas: procura de consequências derivadas da própria acção: aprendizagem, satisfação, segurança;
Trascendentes: procura de consequências que satisfaçam necessidades de otros;ligadas ao relacionamento com os outros; componente afectivo
• O mais importante não é a materialidade daquilo que se faz mas o facto de que é actuação humana; é prioritário o como e a finalidade da actuação. Não se nega o produto nem o rendimento do material do trabalho, mas pretende-se valorizá-los ao máximo pela sua relação com a pessoa.
Motivação e ética estão diretamente relacionadas
As motivações influem na nossa conduta
Extrínsecas- procuras as consequências externas à acção ( remuneração, reconecimento, elogio,etc…)
Intrínsecas: procura de consequências derivadas da própria acção: aprendizagem, satisfação, segurança;
Trascendentes: procura de consequências que satisfaçam necessidades de otros;ligadas ao relacionamento com os outros; componente afectivo
• O mais importante não é a materialidade daquilo que se faz mas o facto de que é actuação humana; é prioritário o como e a finalidade da actuação. Não se nega o produto nem o rendimento do material do trabalho, mas pretende-se valorizá-los ao máximo pela sua relação com a pessoa.
Lei Divina,natural e positiva
Lei Divina, natural e positiva
Definição clássica: “Lei é a ordenação da razão ao bem comum,
promulgada por quem tem de cuidar da comunidade”.
Ordenação da razão: situa-se no “razoável” e não depende
da vontade do legislador.
2. Ordenação ao bem comum: quer dizer, situação que
possibilita a que o conjunto dos indivíduos, das famílias e doutras
instituições intermédias alcancem a devida perfeição.
3. Para ser norma que vincule, deve ser estabelecida por quem tem
autoridade para tal na comunidade.
4. Adquire carácter vinculante quando é “promulgada”, quer dizer
quando se dá a conhecer aos súbditos por meio oficial.
Divisão da lei: - eterna
- divina: natural / divino-positiva
- humana: civil / eclesiástica
Lei eterna: é a mesma Sabedoria
divina, enquanto dirige todos os
movimentos das criaturas.
A Providência (com a que Deus
provê os meios para que as
criaturas alcancem o seu fim)
inclui o plano de governo e a
efectiva execução deste plano.
A lei eterna não é senão o pri-
meiro aspecto da Providência.
Lei natural: é a participação da lei eterna na criatura
racional. É a lei própria do ser humano. Não é a lei física
dos minerais nem a lei biológica das plantas e dos animais,
mas sim, uma lei escrita por Deus na natureza do
homem, que lhe permite conhecer o bem e o mal.
Veritatis splendor 43: “Deus provê aos homens de maneira
diversa à que provê aos outros seres que não são pessoas: não
‘desde fora’, mediante as leis imutáveis de natureza física,
mas ‘desde dentro’, mediante a razão que, conhecendo
com a luz natural a lei eterna de Deus, é por isto mesmo
capaz de indicar ao homem a justa direcção da sua livre
situação”.
Cícero, De Republica, III, 22-23: “Certamente existe uma lei
verdadeira, de acordo com a natureza, conhecida de todos,
constante e sempre eterna... A esta lei não é lícito acrescentar nem
revogar-lhe algo, nem tão pouco eliminá-la por completo. Não
podemos dissolvê-la por meio do Senado ou do povo. Tão pouco
há que buscar outro comentador ou intérprete dela. Não existe
uma lei em Roma, outra em Atenas, outra agora, outra no futuro;
mas uma mesma lei, eterna e imutável, que sujeita toda a huma-
nidade em todo o tempo (...). Quem não a guarda, atraiçoa-se
a si mesmo e ultraja a natureza humana, e por isso sofre
penas máximas, ainda que julgue escapar dos suplícios”.
A lei positiva é a que é promulgada por um legislador concreto
que goza de autoridade para legislar. Pode ser divina ou humana,
e a humana divide-se em eclesiástica e civil.
Princípios morais em relação às leis
1. Todos os homens estão submetidos desde o seu nascimento
às exigências da lei natural. É objectiva, universal e imutável.
2. Na lei natural fundamentam-se os direitos e deveres uni-
versais da pessoa, que devem ser respeitados e protegidos
juridicamente.
3. As normas que se deduzem da lei natural obrigam em
consciência.
4. Na lei natural distinguem-se princípios “primários” (não
assassinar) e “secundários” (o direito de propriedade). Os
“primários” não admitem excepções.
5. A lei moral não significa uma limitação da
liberdade, mas antes, indica ao sujeito o ca-
minho que há-de seguir para fazer uso inte-
ligente e lúcido dela. Do mesmo modo que as
normas de circulação não coarctam a vontade do
condutor, a lei divina não só não limita a liberdade
do homem, mas guia-o para que possa orientar a
sua existência por uma rota que o leve à salvação
A consciência não cria as categorias do bem e do
mal, mas só as constata: descobre na norma o
que é bom ou mau.
CCE 1800: “O ser humano deve obedecer
sempre ao juízo certo da sua consciência”.
Pois é a lei que ajuda o homem a emitir
esse “juízo certo” sobre o que há-de fazer
ou deve omitir, se quer ter uma conduta
digna da pessoa humana.
Definição clássica: “Lei é a ordenação da razão ao bem comum,
promulgada por quem tem de cuidar da comunidade”.
Ordenação da razão: situa-se no “razoável” e não depende
da vontade do legislador.
2. Ordenação ao bem comum: quer dizer, situação que
possibilita a que o conjunto dos indivíduos, das famílias e doutras
instituições intermédias alcancem a devida perfeição.
3. Para ser norma que vincule, deve ser estabelecida por quem tem
autoridade para tal na comunidade.
4. Adquire carácter vinculante quando é “promulgada”, quer dizer
quando se dá a conhecer aos súbditos por meio oficial.
Divisão da lei: - eterna
- divina: natural / divino-positiva
- humana: civil / eclesiástica
Lei eterna: é a mesma Sabedoria
divina, enquanto dirige todos os
movimentos das criaturas.
A Providência (com a que Deus
provê os meios para que as
criaturas alcancem o seu fim)
inclui o plano de governo e a
efectiva execução deste plano.
A lei eterna não é senão o pri-
meiro aspecto da Providência.
Lei natural: é a participação da lei eterna na criatura
racional. É a lei própria do ser humano. Não é a lei física
dos minerais nem a lei biológica das plantas e dos animais,
mas sim, uma lei escrita por Deus na natureza do
homem, que lhe permite conhecer o bem e o mal.
Veritatis splendor 43: “Deus provê aos homens de maneira
diversa à que provê aos outros seres que não são pessoas: não
‘desde fora’, mediante as leis imutáveis de natureza física,
mas ‘desde dentro’, mediante a razão que, conhecendo
com a luz natural a lei eterna de Deus, é por isto mesmo
capaz de indicar ao homem a justa direcção da sua livre
situação”.
Cícero, De Republica, III, 22-23: “Certamente existe uma lei
verdadeira, de acordo com a natureza, conhecida de todos,
constante e sempre eterna... A esta lei não é lícito acrescentar nem
revogar-lhe algo, nem tão pouco eliminá-la por completo. Não
podemos dissolvê-la por meio do Senado ou do povo. Tão pouco
há que buscar outro comentador ou intérprete dela. Não existe
uma lei em Roma, outra em Atenas, outra agora, outra no futuro;
mas uma mesma lei, eterna e imutável, que sujeita toda a huma-
nidade em todo o tempo (...). Quem não a guarda, atraiçoa-se
a si mesmo e ultraja a natureza humana, e por isso sofre
penas máximas, ainda que julgue escapar dos suplícios”.
A lei positiva é a que é promulgada por um legislador concreto
que goza de autoridade para legislar. Pode ser divina ou humana,
e a humana divide-se em eclesiástica e civil.
Princípios morais em relação às leis
1. Todos os homens estão submetidos desde o seu nascimento
às exigências da lei natural. É objectiva, universal e imutável.
2. Na lei natural fundamentam-se os direitos e deveres uni-
versais da pessoa, que devem ser respeitados e protegidos
juridicamente.
3. As normas que se deduzem da lei natural obrigam em
consciência.
4. Na lei natural distinguem-se princípios “primários” (não
assassinar) e “secundários” (o direito de propriedade). Os
“primários” não admitem excepções.
5. A lei moral não significa uma limitação da
liberdade, mas antes, indica ao sujeito o ca-
minho que há-de seguir para fazer uso inte-
ligente e lúcido dela. Do mesmo modo que as
normas de circulação não coarctam a vontade do
condutor, a lei divina não só não limita a liberdade
do homem, mas guia-o para que possa orientar a
sua existência por uma rota que o leve à salvação
A consciência não cria as categorias do bem e do
mal, mas só as constata: descobre na norma o
que é bom ou mau.
CCE 1800: “O ser humano deve obedecer
sempre ao juízo certo da sua consciência”.
Pois é a lei que ajuda o homem a emitir
esse “juízo certo” sobre o que há-de fazer
ou deve omitir, se quer ter uma conduta
digna da pessoa humana.
Etica e deontologia
Etica e deontologia
O termo Deontologia surge das palavras gregas “déon, déontos” que significa dever e “lógos” que se traduz por discurso ou tratado. Sendo assim, a deontologia seria o tratado do dever ou o conjunto de deveres, princípios e normas adoptadas por um determinado grupo profissional. A deontologia é uma disciplina da ética especial adaptada ao exercício da uma profissão.
Existem inúmeros códigos de deontologia, sendo esta codificação da responsabilidade de associações ou ordens profissionais. Regra geral, os códigos deontológicos têm por base as grandes declarações universais e esforçam-se por traduzir o sentimento ético expresso nestas, adaptando-o, no entanto, às particularidades de cada país e de cada grupo profissional. Para além disso, estes códigos propõem sanções, segundo princípios e procedimentos explícitos, para os infractores do mesmo. Alguns códigos não apresentam funções normativas e vinculativas, oferecendo apenas uma função reguladora. A declaração dos princípios éticos dos psicólogos da Associação dos Psicólogos Portugueses, por exemplo, é exclusivamente um instrumento consultivo. Embora os códigos pretendam oferecer uma reserva moral ou uma garantia de conformidade com os Direitos Humanos, estes podem, por vezes, constituir um perigo de monopolização de uma determinada área ou grupo de questões, relativas a toda a sociedade, por um conjunto de profissionais.
O termo Deontologia surge das palavras gregas “déon, déontos” que significa dever e “lógos” que se traduz por discurso ou tratado. Sendo assim, a deontologia seria o tratado do dever ou o conjunto de deveres, princípios e normas adoptadas por um determinado grupo profissional. A deontologia é uma disciplina da ética especial adaptada ao exercício da uma profissão.
Existem inúmeros códigos de deontologia, sendo esta codificação da responsabilidade de associações ou ordens profissionais. Regra geral, os códigos deontológicos têm por base as grandes declarações universais e esforçam-se por traduzir o sentimento ético expresso nestas, adaptando-o, no entanto, às particularidades de cada país e de cada grupo profissional. Para além disso, estes códigos propõem sanções, segundo princípios e procedimentos explícitos, para os infractores do mesmo. Alguns códigos não apresentam funções normativas e vinculativas, oferecendo apenas uma função reguladora. A declaração dos princípios éticos dos psicólogos da Associação dos Psicólogos Portugueses, por exemplo, é exclusivamente um instrumento consultivo. Embora os códigos pretendam oferecer uma reserva moral ou uma garantia de conformidade com os Direitos Humanos, estes podem, por vezes, constituir um perigo de monopolização de uma determinada área ou grupo de questões, relativas a toda a sociedade, por um conjunto de profissionais.
chegar ao conhecimento de Deus

Num primeiro momento, Deus revela a sua majestade e omnipotência mediante factos.
O homem pode chegar ao conhecimento de Deus contemplando estes factos.
Toda a criação
é um caminho
até Deus.
O universo
é um sinal
da presença
e da beleza
divinas.
= revelação natural de Deus
“Deus, princípio e fim de todas
as coisas, pode ser conhecido com certeza
pela luz natural da razão humana a partir das
coisas criadas”.
“Desde a criação do mundo as
perfeições invisíveis de Deus – o seu eterno
poder e sua divindade – tornaram-se visíveis
à inteligência através das coisas criadas”.
Revelação natural de Deus
se pode conhecer Deus a partir
do mundo com a ajuda da razão.
a qualquer pessoa se pode falar,
com sentido, de Deus.
Deve ter-se presente que as pessoas que chegam ao conhecimento
de Deus através da natureza, não a entendem como “criada” ao
princípio, mas só ao fim das suas reflexões.
Partem do mundo, não de Deus.
O Deus, que as nossas meras forças naturais alcançam, é o Fun-
damento do mundo, Incondicionado e Absoluto. Mas não alcan-
çam o Deus vivo e pessoal da Sª Escritura. Ao Deus dos filósofos
não se pode rezar!
Pode facilitar vias de compreensão da fé e manifestar que a fé não
é irracional.
1) movimento - o Primeiro Motor;
2) causas eficientes - a Causa primeira;
3) contingência - o Ser Necessário por si mesmo;
4) graus de perfeição - o Ser Perfeito por essência;
5) finalidade - o Ser pelo qual todas as coisas se
ordenam a um fim.
São Tomás de Aquino explica umas vias (não se trata de provas no sentido matemático ou das ciências naturais): com efeito, Deus não é um facto sensível).
As 5 vias:
Não se trata somente de explicar como chegou a ser o mundo (ciência actual),
mas de explicar por que “há” alguma coisa em geral.
Se nos restringimos só à matéria original, nada se explica. A matéria está
submetida à mudança: é imperfeita e não se explica por si mesma.
Quem opta por Deus, opta pelo sentido
do mundo, sentido que nos ultrapassa
com frequência. O mundo está feito de
tal maneira que não é compreensível
sem Deus.
É mais razoável crer que Deus existe
do que crer que Deus não existe.
A fé em Deus nada tem a ver com uma
negação do pensamento: pelo contrário,
é o fundamento último do pensamento
e uma exortação constante a pensar.
- No homem dá-se também a esperança do infinito: temos sempre fome e
sede de mais verdade, mais justiça e mais felicidade.
- Além disso, há algo incondicionado e absoluto no nosso interior.
Exemplo: a voz da consciência que adverte, aprova, repreende.
- Experiência da nossa limitação : sempre nos interrogamos, especialmente
sobre o sentido da vida,
a experiência do sofrimento (doença, preocupação, solidão, fracasso…).
- Experiência da morte: de onde venho, para onde vou?
- Na nossa busca da felicidade, também não podemos alcançar a plenitude:
tudo o que encontramos é finito e limitado, imperfeito e passageiro.
Outro grupo de provas da existência de Deus baseia-se na
realidade humana:
- Só Deus pode encher o coração humano.
- Santo Agostinho, Confissões 1, 1:
“Fizeste-nos…
Inquieto está o nosso coração até que des-
canse em Ti”.
- Só se Deus existe, é que a vida humana tem
sentido.
- A dignidade humana “tem no próprio Deus o
seu fundamento e perfeição” (Gaudium et
spes 21).
- Há injustiças que clamam ao céu, como a morte de um inocente...
- O incondicionado e absoluto revela-se também no amor.
Mas o amor humano pode chegar a decepcionar. É que ansiamos pelo
infinito, o eterno e o absoluto, e não o podemos alcançar nesta vida.
Deus é infinitamente maior do
que as nossas imagens e os
nossos conceitos:
Todos os nossos conceitos
expressam mais o que Deus
não é, do que aquilo que Ele é.
Deus é um mistério profundo: Habita uma luz inacessível” (1 Tim 6, 16).
Como seres finitos, nós não podemos compreender nunca o Ser infinito que tudo abarca.
Concílio Latrão IV (1215): “Entre o Criador e a criatura não se pode
assinalar uma semelhança, sem ver que a dissemelhança é ainda maior”.
De facto o nosso conhecimento de Deus é analógico.
– Validade da analogia.
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