quarta-feira, 21 de abril de 2010
Virtudes humanas: empatía, responsabilidade, respeito, pudor
A Empatía
A educação da percepção empáticaSeria absurdo pensar que, nestas breves linhas, vai ser encontrada a solução do problema da educação da percepção empática, quando tantos sábios, durante tanto tempo, estiveram estudando o tema sem chegar a um acordo a respeito das conclusões operativas.A maioria dos psicólogos está de acordo em que é necessário empatia, apreço positivo e calor humano nas relações com os demais. Mas não está claro como viver nem como ensinar a empatia. Algumas pessoas nascem com ela; outras, não. Aqui se trata de oferecer uma série de sugestões para ajudar os pais na educação de seus filhos. Não é um programa, mas sim, pontos em que se pode começar a luta de superação pessoal.Inicialmente pode-se pensar em alguns esclarecimentos que convirá fazer ao adolescente:- Nem todos somos iguais. Cada um raciocina de modo diverso frente a distintos estímulos. Portanto, não se trata de acreditar que outra pessoa vai sentir o mesmo que alguém em uma determinada situação. Este problema, de fato, continua existindo nas pessoas adultas. Por exemplo, algumas pessoas dizem: "isto não me incomoda, por que tem que incomodar o outro?".- O que dizem ou o que fazem as pessoas não é necessariamente reflexo fiel de suas intenções ou sentimentos íntimos. Antes de considerar quais são os fatores que estão influenciando mais em uma situação, se trata de saber qual é a situação real, não o que fica refletido no comportamento aparente.- É muito fácil ser simplista, crendo que há só uma causa para um determinado problema. Normalmente existe um conjunto de causas. Não se trata de aceitar a primeira causa, percebida como a única verdadeira.- Em situações normais -não em casos atípicos-, talvez o mais importante para outro é saber que alguém se preocupa por ele, mas que, ao mesmo tempo, respeita sua intimidade.- Por último, não se trata de chegar a compreender completamente. Isso jamais será possível. A dificuldade fica refletida na contestação de um pai à sua filha adolescente, depois de a filha lhe dizer que não o compreende: "Minha filha, como vou compreendê-la se nem sequer você se compreende a você mesma?".Poderíamos resumir, dizendo que a compreensão que buscamos deve traduzir em uma ajuda para que o outro chegue a compreender a si próprio, o suficiente para pôr os meios, a fim de superar sua dificuldade ou empreender uma luta de melhora.De todas as formas, devem ser considerados diversos tipos de fatores que podem ter influenciado nos sentimentos ou no comportamento de uma pessoa, para diagnosticar melhor o problema. Em relação a estes fatores, existe a tentação de perguntar diretamente ao outro: "o que há com você?" e, claro, na grande maioria dos casos a resposta é: -"Nada".Pode haver influenciado na situação:- algo que fez anteriormente. Pode existir uma relação estreita entre um estado de tristeza em um filho, por exemplo, e o haver colado em uma prova;- algo que deixou de fazer. Por exemplo, a relação entre um estado de tristeza e não ter estudado para uma prova;- algo que outra pessoa lhe fez. A relação entre o castigo do professor, por ter colado, e o estado de tristeza;- algo que outro não fez;- algo que pensou, viu ou sentiu ou escutou.Damos alguns exemplos nesta relação para explicar o difícil que pode ser conseguir descobrir qual é o problema real ou quais são as causas do problema. Por exemplo, ao notar que um filho está triste, poderia ter lhe perguntado diretamente para descobrir qual era a causa. Talvez respondeu que havia sido porque o professor o havia castigado. Mas, realmente foi assim? Poderia ter sido também porque o professor descobriu-o colando, ou porque se deu conta de que devia ter estudado mais, ou porque algum companheiro havia zombado dele por ter colado, etc. A atuação do que quer ajudar será diferente em cada caso. Se o menino percebeu que não devia ter colado, tratar-se á de ajudá-lo a superar o desgosto, e a estudar mais. Mas se está triste porque foi descoberto pelo professor, a compreensão não deve apoiar este sentimento. A compreensão, portanto, não conduz necessariamente à aceitação do sentimento ou do comportamento do outro. A compreensão supõe ter descoberto o que realmente acontece ao outro, a seguir, de seu ponto de vista -portanto, aceitando-o tal como é-, buscar um caminho de melhora.E como podemos desenvolver esta capacidade nos filhos? Ajudando-os a reconhecer os distintos sentimentos nos demais, e seus distintos comportamentos. Isto é, educando a sensibilidade. Na prática, significará uma série de perguntas tais, como: "Reparou que seu irmão está muito contente, aborrecido, triste, satisfeito, etc.? Por que será? Está certo? Que outras razões pode haver? Por que seu irmão haverá feito isso?, etc. Além disso, não só se trata de ajudar os filhos a compreenderem seus irmãos, mas também seus companheiros, seus professores e, inclusive, seus próprios pais. Falou-se muito que os pais têm que compreender seus filhos. Mas os filhos também têm que aprender a compreenderem seus pais. E isto é um papel importante de cada cônjuge com os filhos. Isto é, a mãe pode ajudar os filhos a compreenderem seu pai e vice-versa.A comunicação da compreensãoSegundo o tipo de problema que tem o outro, será necessário: compreendê-lo e mostrar a compreensão; compreendê-lo e não atuar; mostrar preocupação por ele e não esforçar-se por compreendê-lo muito. Tratar-se-á de compreender e não atuar quando o filho é capaz de superar a dificuldade sem ajuda. Pode ser o caso de um menino que se desgostou por uma coisa sem importância e sabe que é consciente de que foi uma bobagem. Prestar excessiva atenção neste momento pode ser contraproducente, porque supõe exagerar algo que o filho quer esquecer rapidamente. Em outros casos, o filho pode superar o problema, mas necessita de um apoio afetivo; necessita saber que alguém está preocupado com ele. Portanto, tampouco se trata de perguntar demasiado. Assim, podemos distinguir entre compreender a pessoa, seus sentimentos e seu comportamento, e compreender o que necessita.Aqui vamos centrar a atenção na necessidade de sentir-se compreendido. Existem numerosos estudos sobre técnicas de comunicação. Mas tampouco se trata de conseguir que nossos filhos sejam peritos na orientação de seus irmãos e de seus companheiros. Preferimos agora comentar brevemente alguns modos de atuar que podem facilitar o processo, sem pretender aperfeiçoar muito.- Trata-se de mostrar que alguém compreendeu, não que alguém julgou. Portanto, haverá que cuidar do próprio modo de expressar-se. Trata-se de evitar expressões valorativas e tentar o uso de uma linguagem descritiva. O ser humano se sente compreendido quando a pessoa que o está escutando repete, às vezes com suas próprias palavras, o que explicou, o que contou, mas sem valorizar o conteúdo.- Trata-se de ajudar o outro a resolver um problema. Portanto, haverá que evitar estabelecimentos predeterminados. O enfoque é: "Vamos ver o que podemos fazer". Não deve ser: "Isto é o que tem que ser feito".- Para continuar a compreensão, também é necessário tempo e condições adequadas. Trata-se de mostrar afeto e atenção. Isto não pode ser feito adequadamente com interrupções -chamadas telefônicas, etc. Se um irmão maior quiser ajudar um irmão pequeno, certamente será melhor que saiam de casa para dar um passeio ou, pelo menos, que busquem um lugar onde não vai haver interrupções.- Por último, trata-se de mostrar que um não está "por cima" do problema do outro. Isto é, fazer pensar que, ainda que um compreenda o problema do outro, jamais poderia ocorrer-lhe isso a si próprio. Isto seria uma atitude de superioridade que mostraria, entre outras coisas, a falta de capacidade de compreensão.Por tudo o que dissemos, ficará claro que a virtude da compreensão é especialmente importante para os pais, mas também para os filhos, sobretudo adolescentes. Porque os filhos podem ser uma ajuda muito eficaz para seus pais, em relação a seus irmãos menores. Às vezes, é difícil para os pais compreenderem o que acontece com seus filhos. Em troca, entre eles se entendem "maravilhosamente". Reconhecer este fato é também compreender.A compreensão dos demais começa com o esforço de tentar compreender-se a si próprio. Necessitamos estar lutando para superar nossos próprios preconceitos, para evitar sentimentos indignos ou desnecessários que obstaculizam nosso processo de melhora. Conhecendo nossas próprias fraquezas, se trata de evitar as circunstâncias que as provocam, ou pelo menos, preparar-se para não cair outra vez no mesmo sentimento ou no mesmo comportamento. Isto é saber retificar. A retificação pode ser aplicada a atos injustos realizados frente aos demais, mas saber retificar é um ato imprescindível para a compreensão de si próprio. Quando chegamos a reconhecer as principais causas de nossos estados de ânimo ou de nossos próprios comportamentos, é essa compreensão que dá força para buscar a ajuda necessária e voltar a começar.Entretanto, nunca chegaremos a nos conhecer nem a nos compreender totalmente -muito menos, aos demais- porque o ser humano é um ser misterioso.
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A responsabilidade
Descrição operativa (como funciona)Quem tem essa virtude assume as conseqüências de seus atos intencionados, resultado das decisões que tome ou aceite; e também de seus atos não intencionados, de tal modo que os demais fiquem beneficiados o mais possível ou, pelo menos, não prejudicados; preocupando-se, ao mesmo tempo, de que as outras pessoas em quem pode influir façam o mesmo.A EDUCAÇÃO DA RESPONSABILIDADE1. Reconheço a tendência de cada filho/aluno em relação com a responsabilidade de tal maneira que não pressiono muito à criança, que por si própria, é responsável. (Cada criança nasce de uma maneira diferente e há que recordar que se pode cair em um vício por um excesso da virtude. Possivelmente, esse menino responsável necessita desenvolver outras virtudes, a flexibilidade, a sinceridade ou a compreensão, por exemplo).2. Mando aos filhos/alunos para que tenham a oportunidade de obedecer e viver a responsabilidade. (Uma das maneiras de ser responsável é a de assumir as decisões dos demais. Isto é, obedecer-lhes. Se o educador não manda, não se pode viver a responsabilidade desta maneira).3. Ajudo aos meninos/as a dar-se conta das decisões que estão tomando, de tal forma que possam assumir as conseqüências das mesmas. (Por exemplo, ajudando a um filho a ver como gastou sua "mesada" semanal, a ver as conseqüências de convidar a alguns amigos e não a outros a uma festa de aniversário, a inscrever-se em uma atividade extra escolar no colégio).4. Ofereço diferentes alternativas aos filhos/alunos para que aprendam a discernir entre as vantagens e inconvenientes de cada uma. (Quando se trata de jovens, eles próprios podem pensar nas alternativas. Mas antes convém usar este sistema para que aprendam a descobrir as possíveis conseqüências de seus atos).5. Me preocupo em buscar ou facilitar a informação adequada com respeito a algum tema em que o jovem vai tomar uma decisão, de tal maneira que possa tomá-la responsavelmente. (Aqui nos referimos à etapa em que o jovem ainda não está em condições de assumir autonomamente o processo completo. De fato é freqüente encontrar meninos/as de quatorze ou quinze anos que tomam suas decisões, ou pretendem fazê-lo, com uma falta de prudência considerável. Não reconhecem os perigos ou se acham capazes de superar qualquer dificuldade. Necessitam de ajuda para ser realistas).6. Procuro áreas de autonomia em que os jovens possam tomar suas próprias decisões autonomamente e lhes deixo agüentar as conseqüências de seus erros contanto que não sejam imprudentes. (Quando as coisas saem mal, os educadores têm uma tendência natural a proteger o educando sem deixar-lhe crescer como conseqüência de seus próprios erros). 7. Ajudo aos jovens a dirigir sua atenção para os demais de tal forma que ajudem a seus colegas e amigos a atuar responsavelmente também. (Ser responsável é ajudar aos demais a ser responsável. Por exemplo, uma criança poderia animar a outra a assumir as conseqüências de alguma infração das regras que cometeu, a cumprir com sua palavra, a realizar seu trabalho bem ou a obedecer a seus pais).8. Ajudo aos jovens a reconhecer quais coisas e ante quem devem prestar contas. (Progressivamente podem ir reconhecendo as diferentes autoridades ante quem devem prestar contas. Por exemplo, o professor, os pais, uma autoridade civil e evidentemente Deus).9. Ensino aos filhos/alunos a consultar antes de tomar suas decisões e a quem convém recorrer em cada caso. (De fato se trata de ajudar-lhes a descobrir quem são as autoridades em cada questão. Não se trata de recorrer ao professor para resolver uma dúvida médica e tampouco se trata de recorrer ao médico para resolver um tema escolar).10. Ajudo aos jovens a assumir a responsabilidade de suas ações equivocadas cometidas sem intenção. (Muitas coisas acontecem por falta de previsão ou por ingenuidade, mas também há outras em que dificilmente se pode encontrar algum elemento de responsabilidade pessoal. De todas as formas há que assumir o fato e agüentar aquelas coisas de que não nos sentimos responsáveis. Uma doença, por exemplo).A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A RESPONSABILIDADE11. Assumo plenamente a responsabilidade de ser educador. Tenho uma vivência profunda da importância de minha função. (A responsabilidade supõe este primeiro tipo de decisão consciente de responder pelo que se é. Não se trata tanto de responsabilizar-se por um conjunto de tarefas).12. Vivo a responsabilidade prestando contas às pessoas que têm autoridade sobre mim. (É necessário responder ante alguém para ser responsável e todas as pessoas temos alguma autoridade acima de nós).13. Me comprometo com os valores e com as pessoas que dependem de mim buscando seu bem. (O compromisso é conseqüência de um decisão consciente. É necessário refletir sobre o que é importante para si próprio e a seguir lutar para proteger e defender esses valores).14. Depois de tomar uma decisão ou empreender uma ação, aguento as conseqüências se o assunto sai mal. (Algumas pessoas tentam passar a responsabilidade a outros. Por exemplo, se um filho fracassa em seus estudos principalmente por ter pouca capacidade real para o estudo, alguns pais não o aceitam e passam a responsabilidade do fracasso ao colégio).15. Passo um tempo tentando prever possíveis conseqüências de minhas decisões antes de tomar uma determinação.(Na vida familiar, com frequência os pais reagem frente às situações, em vez de estudar o tema e tomar uma decisão pausada. A responsabilidade requer não apenas assumir as conseqüências dos próprios atos mas também, prever as conseqüências).16. Assumo as conseqüências negativas de minhas ações equivocadas. (Indicadores de que seja assim, serão, por exemplo que o educador saiba pedir desculpas quando haja cometido um erro ou que saiba retificar e não continuar adiante com teimosia em algum assunto, após perceber que se equivocou).17. Habitualmente me comprometo com projetos depois de um estudo sério do assunto, pensando nas conseqüências positivas que pode haver para os demais e sem depender inecessariamente das opiniões dos demais. (Algumas pessoas tendem a não comprometer-se a menos que a maioria dos demais já o tenha feito, ou unicamente quando vê que o assunto está saindo bem).18. Apesar de que existem muitos motivos para ser responsável, entendo que o motivo fundamental tem que ser meu reconhecimento de que tenho o dever de responder ante outra pessoa ou ante Deus. (Uma pessoa pode atuar de uma maneira que parece responsável por fins econômicos, por medo, por eficácia. Entretanto, não reconhece as exigências autênticas da responsabilidade).19. Quando participo em reuniões em que se tomam decisões, assumo as conseqüências ainda que a decisão tomada não seja a que eu considero melhor. (De fato responder pelas decisões tomadas em grupo é difícil. Requer uma dose suficiente de humildade).20. Me responsabilizo do que radicalmente sou. Isto é filho/a de Deus. (Isto requer, por exemplo, recorrer aos Sacramentos, estudar as verdades da fé, buscar uma direção espiritual, viver a fé nas relações com os demais, rezar e reconhecer a Deus como Pai).
Publicada por Missão em 12:31 0 comentários
O Respeito
Descrição operativa (como funciona)"Atua ou deixa atuar, procurando não prejudicar nem deixar de beneficiar-se a si próprio nem aos demais, de acordo com seus direitos, com sua condição e com suas circunstâncias."A MANEIRA PESSOAL DE VIVER O RESPEITO1. Habitualmente consigo um ambiente de compreensão e de aceitação na família ou na classe. (Este ambiente está baseado em um conjunto de pequenos detalhes. Por exemplo, escutar aos demais com atenção, evitar críticas infundadas, cuidar o tom de voz e gestos que mostram desprezo).2. Reconheço a possibilidade radical de melhora dos demais. (O contrário é a tendência a "rotular" aos demais, mostrando que este julgamento é permanente. Por exemplo, que um filho/aluno não é confiável ou que outro sempre será inútil no estudo).3. Tenho claro que as coisas estão a serviço das pessoas, e portanto não têm direitos. (Trata-se de cuidar das coisas para que as pessoas possam aproveitá-las. Por exemplo, não permitir o uso de algum objeto por medo a que um jovem possa danificá-lo - ainda que haja recebido uma instrução adequada de seu uso - não é mostrar respeito por esse objeto, mas, ou melhor, uma falta de respeito para com o jovem).4. Atuo habitualmente com a idéia clara de querer beneficiar aos demais. (O falso respeito leva à pessoa a não beneficiar aos demais porque não quer "meter-se" na vida alheia, ou porque não quer receber alguma resposta brusca do outro).5. Tento não atuar quando creio que, mediante a ação, posso prejudicar a outra pessoa. (Existem ocasiões em que não seria prudente tentar influir sobre outra pessoa. A ação poderia causar mais danos que benefícios).6. Reconheço que diferentes pessoas requerem ser tratadas de maneiras diferentes e, portanto, ser respeitadas segundo suas condições e circunstâncias. (Uma pessoa doente e fraca requer ser respeitada de uma maneira diferente de outra que dispõe de força, vontade, e saúde. Deve-se respeitar ao professor de um modo diferente que a um familiar).7. Antes de atuar em relação com outra pessoa, consigo a máxima informação possível sobre sua situação. (Desta maneira será possível atuar no momento oportuno e ajustar a ação às necessidades reais dessa pessoa).8. Trato a todos com o respeito que merecem. (A todos como filhos de Deus, e aos próprios pais, aos colegas, aos amigos, às autoridades civis, etc. de acordo com a dignidade que lhes corresponde).9. Nas conversações com os demais, evito os julgamentos generalizados, as críticas indiscriminadas e, em geral, os preconceitos de qualquer tipo. (Nas conversações, se podem notar com bastante clareza determinados tipos de falta de respeito. Também se nota as pessoas que preferem calar-se se não têm nada positivo que dizer).10. Penso na melhor maneira de ajudar aos demais, reconhecendo que não existem "receitas mágicas" que servem para todos. (Uma "receita", de fato, mostra que consideramos a todos por igual. Por exemplo não costuma ser útil - e inclusive pode ser uma falta de respeito - pretender impor a outro algo que fazemos em nossa própria família).A EDUCAÇÃO DO RESPEITO11. Ajudo aos pequenos a respeitar a propriedade alheia e a regras do jogo em geral. (Isto requer exigência perseverante por parte dos educadores. As crianças pequenas não reconhecem o conceito abstrato do respeito, mas podem desenvolver hábitos relacionados com a virtude).12. Reconheço o direito dos filhos/alunos a possuir suas próprias posições e lhes ensino a distinguir entre o que é propriedade privada e propriedade de uso comum. (Em algumas famílias ou colégios existe uma tendência a estabelecer todas as coisas como propriedade comum, pensando que isto pode desenvolver a solidariedade. Entretanto, a pessoa tem o direito de adquirir e possuir bens. Procuramos um equilíbrio entre posses particulares e posses de uso comum).13. Ensino aos pequenos a não provocar desgostos aos demais, tirando-lhes suas coisas, quebrando ou sujando sua propriedade ou tratando a eles com pouca consideração. (A criança pode reconhecer esta emoção de desgosto nos demais e, portanto, pode ser um motivo adequado para atuar adequadamente quanto ao respeito).14. Raciocino com os filhos/alunos com a finalidade de que se dêem conta de que as pessoas são diferentes e que há que atuar de uma maneira diferente com cada uma. (Isto significa explicar-lhes que há uma maneira de atuar com seus pais, outra com seus professores, outra com seus amigos, outra com desconhecidos etc).15. Chamo a atenção aos filhos/alunos para que se dêem conta de que é uma falta de respeito criticar aos demais, falar mal deles por trás ou desprezá-los. (São condutas freqüentes, mas muito menos naqueles/as meninos/as que convivem com adultos que dão um bom exemplo neste sentido).16. Ajudo aos jovens a reconhecer o respeito devido a seus irmãos/ãs e colegas, a sua intimidade, a suas posses, a seu direito a uma boa reputação. (O respeito é especialmente difícil em grupos em que não se pode escolher as pessoas com as quais se tem que relacionar. É o caso da família ou da classe).17. Ajudo aos jovens a descobrir como podem influir negativamente nos demais aproveitando suas emoções ou o fato de terem uma idade superior. (Por exemplo, às vezes os meninos aproveitam da sensibilidade emocional das meninas para conseguir seus objetivos. Também os irmãos mais velhos têm uma tendência de "aproveitar-se" dos irmãos menores).18. Ensino aos jovens a reconhecer os perigos que existe em relação com possíveis faltas de respeito. (Na educação, raramente nos encontramos com procedimentos inovadores para conseguir nossos objetivos. Com os jovens, é necessário raciocinar, dando-lhes uma informação clara, curta e concisa sobre o tema que nos interessa explicar).19. Falo com os jovens de tal maneira que compreendam que devem respeitar a seus pais durante toda a vida. (Devem obedecer-lhes enquanto vivam sob o mesmo teto, ou enquanto sejam menores, ainda que não vivam sob o mesmo teto).20. Consigo que os jovens não empreguem palavras injuriosas, que não tenham uma atitude desprezível para determinados tipos de pessoa e que não tratem mal a pessoa alguma. (Apesar de que queremos enfocar a educação positivamente buscando situações em que os jovens tratem aos demais com autêntico respeito, também é necessário prevenir algumas atuações que, de fato, refletem faltas importantes de respeito para com os demais).Como proceder à auto-avaliaçãoNo texto encontram-se uma série de questões para reflexão, divididas em duas partes:1) o grau em que se está vivendo a virtude pessoalmente .2) o grau em que se está educando aos alunos ou aos filhos na mesma virtude.Com respeito a cada questão, situe a conduta e o esforço próprio de acordo com a escala:5. Estou totalmente de acordo com a afirmação. Reflete minha situação pessoal.4. A afirmação reflete minha situação em grande parte mas com alguma reserva.3. A afirmação reflete minha situação em parte: Penso "em parte sim e em parte não".2. A afirmação realmente não reflete minha situação ainda que seja possível que haja algo.1. Não creio que a afirmação reflete minha situação pessoal em nada. Não me identifico com ela.Podem-se comentar as reflexões próprias com o cônjuge ou com algum companheiro e assim chegar a estabelecer possíveis aspectos prioritários de atenção no desenvolvimento da virtude a título pessoal ou com respeito à educação dos filhos ou dos alunos. É provável que se descubram muitas possibilidades de melhoria, mas trata-se de selecionar nada mais que uma ou duas, com a finalidade de tentar conseguir a melhora desejada.As reflexões apresentadas não esgotam o tema, mas dão um ponto de partida para uma auto-avaliação.
Publicada por Missão em 12:30 0 comentários
O Pudor
Descrição operativa (como funciona)"Reconhece o valor de sua intimidade e respeita a dos demais. Mantém sua intimidade protegida de estranhos, repudiando o que pode prejudicá-la e a descobre unicamente em circunstâncias que sirvam para a melhora própria ou alheia"A MANEIRA PESSOAL DE VIVER O PUDOR1. Reconheço o valor de minha intimidade e dos diferentes aspectos que a compõem: a alma, partes do corpo, os sentimentos, os pensamentos. (Só se pode fazer bom uso do que alguém conhece e aprecia. Se não se dá importância aos sentimentos ou pensamentos próprios, por exemplo, uma pessoa pode terminar compartilhando-os com qualquer pessoa em qualquer momento).2. Entendo que, às vezes, é preciso guardar a intimidade própria e, às vezes, convém compartilhá-la com outro. Quando compartilho minha intimidade, o faço pensando no bem que pode resultar para outra pessoa e/ou o bem previsível para si próprio. (Se refere à possibilidade de compartilhar experiências pessoais íntimas ou problemas pessoais buscando uma ajuda para superá-las, por exemplo).3. Guardo e protejo os aspectos íntimos de meu ser com o fim de usar bem o que Deus me deu e com o fim de realizar minhas ações para a glória de Deus. (As vezes se seguem condutas ou costumes relacionados com o pudor cegamente, sem saber o por que. Isto pode produzir pessoas escrupulosas ou, simplesmente, egoístas).4. Sou capaz de estar a sós comigo mesmo sem ruído e sem atividade, e também busco estes momentos com certa freqüência. (O silêncio produz as condições adequadas para refletir e conhecer-se melhor. A vida atual tende a complicar-se tanto que é necessário prever estes momentos de um modo consciente).5. Antes de falar ou de atuar, tento reconhecer as necessidades reais das pessoas em meu entorno, com o fim de saber se convém compartilhar algum aspecto de minha intimidade com elas. Quando parece oportuno, o faço sem pensar em que grau a própria imagem pode ficar modificada frente a essa pessoa. (Está claro que é necessário pensar antes de lançar-se a contar aspectos da própria intimidade. Mas, trata-se de fazê-lo se cremos que pode fazer bem a outro. Às vezes não o fazemos porque não queremos que a outra pessoa modifique a impressão boa mas um pouco falsa que tem de nós).6. Compartilho minha intimidade com alguma pessoa de confiança com o fim de receber a ajuda que necessito para crescer. (Isto é especialmente evidente na vida espiritual e é um dos fins do sacramento da Confissão. Entretanto, há outros aspectos da vida em que convém contar com o cônjuge, um bom amigo ou com algum profissional competente).7. Me preocupo de conseguir que exista uma adequada distribuição dos espaços na casa ou no colégio, com o fim de que os membros possam viver seu direito à intimidade. (Como seria bom se cada membro da família pudesse dispor de seu próprio dormitório, ou pelo menos de um armário. Também há que cuidar as áreas em que os membros da família ou do colégio, se vestem ou se despem para mudar de roupa).8. Habitualmente me visto sem faltar às normas elementares de pudor. (Um critério a seguir poderia ser perguntar se um membro do outro sexo, em uma situação normal, poderia ser provocado pela minha maneira de vestir. Não é tanto uma questão de centímetros quadrados do corpo cobertos, mas da maneira de usar a roupa e a maneira de andar ou sentar-se).9. Cuido de minha linguagem habitualmente, com o fim de que não seja nem vulgar nem grosseira. E muito menos utilizando palavras que podem ofender a Deus.(Pode ser útil pensar de vez em quando que somos filhos de Deus e como reagiria esse Pai bom frente a nossa maneira de expressar-nos. Se somos sensíveis, poderemos notar que outras pessoas sofrem desnecessariamente quando se utiliza um vocabulário incorreto ou quando se contam acontecimentos ou anedotas que representam uma ação de violência frente à intimidade).10. Possuo paixões fortes, mas as controlo com minha vontade. (O pudor não significa que a pessoa não deva ter paixões fortes. Pelo contrário. Se não fosse assim, para viver o pudor seria necessário ser indiferentes na vida. É necessário ter paixões fortes, mas dominadas pela vontade, de tal maneira que as expresso no momento adequado e na presença das pessoas apropriadas).A EDUCAÇÃO DO PUDOR1. Ajudo aos pequenos a reconhecer quais são as coisas íntimas que devem cuidar. (Na maioria dos casos, as crianças pequenas não entenderão o que é a intimidade em si. A consciência da intimidade não se desperta até os onze ou doze anos. Entretanto, podemos habituar-lhes a reconhecer quais são as condutas adequadas com relação a intimidade de outros).2. Acostumo aos pequenos a respeitar a intimidade dos demais. (Se trata de um conjunto de detalhes. Por exemplo: bater à porta antes de entrar no dormitório de outro; não contar coisas íntimas de membros da família ou de seus amigos a outros; saber desligar a tevê quando há programas que podem prejudicar a intimidade, não andar pela casa despidos).3. Acostumo aos filhos/alunos a fazer perguntas em particular que se referem a aspectos do pudor. (Cada menino/a tem necessidades diferentes e , portanto, necessita de respostas diferentes).4. Pais: Dou uma educação sexual a meus filhos, adaptada às necessidades de cada um, de uma forma natural, e com delicadeza. Professores: Tento conseguir que os pais se ocupem da educação sexual de seus próprios filhos, e como mal menor atender a determinados alunos a título pessoal.(É necessário dispor de vocabulário técnico adequado, tratar o tema como um processo contínuo, e relacionar o tema com o amor e com a fé).5. Ajudo aos jovens a dar-se conta das influências que há na televisão, nas revistas, no cinema, que vão contra o pudor e a aprender a guardar os sentidos. (Necessitam reconhecer a importância de proteger sua intimidade. Se não, não terá sentido guardar os sentidos).6. Dialogo com os jovens para que se dêem conta de que não é adequado bisbilhotar aspectos da intimidade dos demais e nem incentivo-os a vestir-se ou comportar-se contrariamente ao seu próprio pudor. (As vezes isto acontece nas relações com pessoas do mesmo sexo, mas também nas relações sociais com membros do outro sexo. Chegar a respeitar aos demais requer dar-se conta da dignidade de cada um como filho/a de Deus).7. Insisto no uso adequado da linguagem evitando que os jovens utilizem expressões grosseiras ou vulgares que vão contra o pudor. (Convém insistir desde pequenos na família e chamar a atenção sobre a linguagem inadequada usada com freqüência na televisão, etc.).8. Explico aos jovens como podem compartilhar seus pensamentos ou seus sentimentos próprios com outros quando acreditam que, assim, lhes podem ajudar. (O pudor ajuda a guardar e proteger a própria intimidade mas não tira o dever de ajudar aos demais prudentemente, compartilhando algum aspecto).9. Acostumo aos filhos/alunos a recorrer à pessoa adequada para ajudar-lhes a crescer em questões íntimas. (Isto pode significar: apresentar-lhes a algum sacerdote que lhes pode dirigir em sua vida espiritual; animar-lhes a falar com algum jovem mais velho que eles mas com bom critério; ou, simplesmente, que falem com o cônjuge ou com seu pai ou com sua mãe).10. Ajudo aos jovens a reconhecer quais são os lugares que convém não freqüentar se querem cuidar do pudor. (O ambiente do "o que estão fazendo os demais" pode influir muito, inclusive naqueles jovens que inicialmente tenham critérios corretos).Como proceder à auto-avaliaçãoNo texto encontram-se uma série de questões para reflexão, divididas em duas partes:1) o grau em que se está vivendo a virtude pessoalmente .2) o grau em que se está educando aos alunos ou aos filhos na mesma virtude.Com respeito a cada questão, situe a conduta e o esforço próprio de acordo com a escala:5. Estou totalmente de acordo com a afirmação. Reflete minha situação pessoal.4. A afirmação reflete minha situação em grande parte mas com alguma reserva.3. A afirmação reflete minha situação em parte: Penso "em parte sim e em parte não".2. A afirmação realmente não reflete minha situação ainda que seja possível que haja algo.1. Não creio que a afirmação reflete minha situação pessoal em nada. Não me identifico com ela.Podem-se comentar as reflexões próprias com o cônjuge ou com algum companheiro e assim chegar a estabelecer possíveis aspectos prioritários de atenção no desenvolvimento da virtude a título pessoal ou com respeito à educação dos filhos ou dos alunos. É provável que se descubram muitas possibilidades de melhoria, mas trata-se de selecionar nada mais que uma ou duas, com a finalidade de tentar conseguir a melhora desejada.As reflexões apresentadas não esgotam o tema, mas dão um ponto de partida para uma auto-avaliação.
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