Descrição operativa (como funciona)
“Cumpre diligentemente as atividades necessárias, para alcançar progressivamente sua própria maturidade natural e sobrenatural, no trabalho profissional e no cumprimento dos demais deveres”.
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A LABORIOSIDADE
1. Habitualmente cumpro com meus deveres tentando realizar as ações correspondentes conforme critérios objetivos da ação bem feita.
(Ser laborioso não supõe simplesmente encher o tempo com atividades, mas realizar as ações bem. É fácil substituir a qualidade da ação pela quantidade de ações).
2. Ao atuar, dedico a alguém o esforço que supõe. Cumpro para alguém, a serviço de outros.
(Trata-se de cumprir as ações com amor e por amor. O cristão pretende oferecer o que faz a Deus. Cumpre por amor a Deus).
3. Reconheço os diferentes campos nos quais devo cumprir com diferentes deveres.
(A laboriosidade se aplica não só ao trabalho profissional, mas também aos deveres para com a família, os amigos, os cidadãos, etc.).
4. Reconheço que uma atividade de trabalho deve ser realizada com disciplina, deve custar um esforço e deve servir para algo.
(Isto é, não existe laboriosidade naquelas atividades que se realizam de acordo com o capricho do momento, que nunca custam esforço algum nem servem para a melhora própria ou alheia).5. Empenho-me em realizar as ações próprias de minha condição sem buscar desculpas se o assunto sai mal.
(A laboriosidade supõe também responsabilidade e, em caso de erro, dar solução).
6. Tento que todas minhas ações tenham um sentido autenticamente humano.
(De especial relevância são o conjunto de ações de tipo rotineiro que é necessário cumprir com freqüência. Trata-se de colocar originalidade nelas, ou pelo “estilo pessoal” com que as realizamos, ou pelo sentido que as damos).
7. Busco sistemas para capacitar-me ou aperfeiçoar-me com o fim de poder atuar melhor em meus deveres habituais.
(Também se trata de capacitar-se em outras tarefas ou atividades novas com o fim de aumentar o possível campo de atuação).
8. Tenho uma hierarquia de valores que me permite atender àquelas coisas que mais requerem minha atenção.
(O homem casado, por exemplo, deve cumprir com seus deveres para com seu cônjuge em primeiro lugar. A seguir com seus filhos, com sua família e depois com os demais. Mas deve chegar a todos).
9. Reflito sobre minhas ações com o fim de assegurar uma atenção harmoniosa ao conjunto.
(É possível que se chegue a viver a laboriosidade em algum campo quase exclusivamente. Às vezes não é fácil conseguir esta harmonia).
10. Faço todo o possível por evitar uma atitude de tristeza como conseqüência de dar-me conta do esforço que me vai custar cumprir com meus deveres adequadamente.
(Se alguém não cumpre o que deve por este motivo, significa que caiu no vício da preguiça).
A EDUCAÇÃO DA LABORIOSIDADE
11. Dou um bom exemplo no que se refere ao cumprimento dos diferentes deveres.
(Não se trata de um exemplo perfeito, mas de estar lutando para superar-se naquelas coisas que se deseja encontrar nos filhos/alunos).
12. Acostumo às crianças pequenas a cumprir com diferentes atividades conforme algumas regras.
(Ao mandar às crianças, é conveniente pensar em quais são os critérios da ação bem realizada em cada caso. Por exemplo: que significa “ordenar o armário” ou “estudar o capítulo 2”?).
13. Quanto mais complexas tecnicamente são as opções que solicito aos filhos/alunos, mais informação lhes dou, e com a máxima clareza.
(Não é possível cumprir bem se não se sabe exatamente o que há que fazer. Isto requer uma informação clara e adequada da tarefa. Com certa freqüência, não se dá uma informação suficiente se a proporcionamos de uma maneira muito confusa).
14. Quando exijo a um aluno/filho que cumpra com alguma ação, tento saber se está suficientemente capacitado para poder cumprir com ela dignamente.
(Se a criança não sabe cumprir, haverá que lhe capacitar antes de mandar. Também, se fracassa com freqüência por esta falta de capacitação ou de conhecimentos, o mais provável é que se sinta muito desmotivada para o cumprimento de outras ações no futuro).
15. Exijo às crianças em ações que são gratas para eles em primeiro lugar.
(A criança necessita aprender a cumprir bem no que lhe agrada, no que faz bem, em primeiro lugar. Depois, será possível exigir-lhe em questões que custem mais esforço).
16. Quando as crianças necessitam compreender melhor o porquê de suas ações, lhes dou as explicações correspondentes.
(Os menores cumprem simplesmente porque o educador mandou. Mas, mais adiante, será necessário explicar o porquê das ações. Se não é assim, o mais provável será que os jovens cumpram quando seus educadores estejam presentes, mas não quando estejam sozinhos).
17. Tento motivar aos pequenos pelo esforço de estar fisicamente presente, e para que as ações que realizem estejam relacionadas com áreas de interesse natural em suas vidas.
(Consegue-se um certo grau de laboriosidade nas crianças graças a este reforço do educador, sorrindo ao filho/aluno, fazendo uma cara de aprovação ou simplesmente acompanhando-lhe na operação a realizar).
18. Tento motivar-lhes em idades superiores, estimulando o trabalho em equipe, ajudando-lhes a cumprir bem com seus deveres ou conseguindo um autêntico interesse na tarefa a realizar.
(A motivação costuma ser um problema, mas um dos motivos mais relevantes é a satisfação de haver realizado bem a ação).
19. Coordeno meus esforços com os professores/pais com o fim de que cada aluno/filho receba uma atenção eficaz.
(A relação professor-pais sempre é importante, especialmente quanto à laboriosidade).
20. Tento conseguir um ambiente em que o jovem pode entusiasmar-se com a vida e assim colocar empenho em tudo o que faz.
(Não devemos esquecer-nos que o adolescente tem uma capacidade de entusiasmar-se muito elevada. Mas se não a encaminhamos positivamente, é possível que se traduza em ações destrutivas).
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A justiça
Descrição operativa (como funciona)
Quem tem a virtude da Justiça esforça-se continuamente para dar aos demais o que lhes é devido, de acordo com o cumprimento de seus deveres e de acordo com seus direitos - como pessoas (à vida, aos bens culturais e morais, aos bens materiais), como pais, como filhos, como cidadãos, como profissionais, como governantes, etc.
A EDUCAÇÃO DA JUSTIÇA
1. Ensino às crianças a estabelecer um acordo com um irmão ou com um colega e a seguir cumpri-lo.(Antes de começar a reconhecer o que é o direito natural, quais são os direitos das pessoas segundo sua condição, a criança pode aprender a cumprir com justiça em pequenos pactos que estabelece).
2. Ensino aos pequenos a cumprir com as regras de jogo estabelecidas.(Ainda que as regras de jogo estejam estabelecidas sobre a idéia de que todos devem ser tratados da mesma maneira - isto é o igualitarismo -, convém que as crianças aprendam a cumprir, já que a convivência entre as pessoas requer regras).
3. Ajudo às crianças a respeitar a propriedade alheia: não roubar, não quebrar ou não sujar.(Quando as crianças são pequenas, não dispõem de um conceito abstrato do que é a justiça. Portanto, cumprirão porque os educadores estão exigindo determinadas condutas).
4. Ajudo às crianças a reconhecer determinadas necessidades e direitos dos demais.(Respeitar momentos de silêncio, não interromper, bater na porta antes de entrar).
5. Converso mais com os filhos/alunos de 9 a 13 anos, com o fim de que comecem a entender o que é justo e o que é injusto em diferentes circunstâncias.(As crianças destas idades estão muito centradas nas regras do jogo como maneira de entender a justiça. Entretanto, podem começar a compreender algumas situações).
6. Dou-lhes informação com o fim de que conheçam alguns dos motivos para atuar em justiça com os demais.(Convirá indicar que condutas se esperam de um aluno para mostrar respeito para com os professores ou que conduta mostra respeito para com sua mãe, etc.).
7. Converso com os filhos/alunos com o fim de que reconheçam que a justiça exige saber retificar e reparar.(Não se trata unicamente de aprender a dizer uma frase feita - "sinto muito" - por exemplo, mas de reconhecer o dano que se fez).
8. Consigo que os alunos/filhos estabeleçam acordos em equipe e que cada membro cumpra com o combinado.(O trabalho em equipe é um procedimento excelente para demonstrar a necessidade de cumprir com deveres que estão relacionados com acordos ou pactos).
9. Consigo que os jovens participem na formulação da regras do jogo necessárias para a convivência familiar ou para a convivência no colégio.(Se os jovens tiverem a oportunidade de participar no processo de confecção destas regras, vão entender melhor sua importância e estarão mais motivados a cumprir com elas).
10. Ensino aos jovens o que é a lei civil e como podem comportar-se como pessoas responsáveis. Além disso lhes ensino o que é a lei natural. (Necessitam desta informação. Se não a damos, é duvidoso que eles vão encontrá-la por sua própria conta).
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A JUSTIÇA
11. Reconheço os direitos das pessoas com as quais me relaciono. (A justiça se baseia nos direitos e nos deveres das pessoas. Cada pessoa necessita receber o que lhe é devido: o cônjuge, o filho, o aluno, o professor, o pai, a autoridade local, etc.).
12. Tento conhecer cada situação com objetividade com o fim de adotar a atuação mais justa em cada caso. (A justiça não supõe atuar sempre da mesma maneira quando concorrem as mesmas circunstâncias, já que cada pessoa é diferente).
13. Ainda reconhecendo o que seria uma atuação de justiça por minha parte, estou disposto a superá-la com a caridade quando creio que pode beneficiar ao outro. (A vida de família, em especial, seria enormemente dura se os pais atuassem com justiça total sempre. É necessário o carinho).
14. Reconheço os direitos de meu cônjuge.(Aparte do compromisso matrimonial, o cônjuge tem o direito a receber ajuda para melhorar durante toda a vida).
15. Reconheço os direitos dos outros membros da família. (Por exemplo: o direito à intimidade, o direito a participar, o direito a conviver com ordem, o direito a receber ajuda para melhorar).
16. Reconheço e vivo os direitos dos demais em meu lugar de trabalho, na cidade, em meu país). (Aqui aparecem outras virtudes como a honradez, a lealdade ou o patriotismo).
17. Reconheço o compromisso que adquiri com meus amigos. Reconheço que houve um pacto entre nós que devo cumprir. (Devo a meus amigos. Adquiri o compromisso de ajudar-lhes a melhorar durante toda a vida e de aprender deles).
18. Me informo adequadamente com o fim de saber quais são os direitos que devo respeitar, porque se referem ao direito natural. (Neste campo existem princípios absolutamente básicos: o direito a nascer, o direito a comer e a um teto, o direito a um trabalho digno ou o direito a adquirir e possuir bens).
19. Sei cumprir com minhas promessas, com os pactos e com os acordos que estabeleço. (Apesar de existir a possibilidade de estabelecer pactos ou acordos solenes mediante a assinatura de papéis frente a uma autoridade, não devemos desprezar a palavra dada).
10. Reconheço que opor-se, criticar por princípio ou censurar a outro é por si próprio uma falta de justiça.(As pessoas têm o direito à verdade e também ao bom nome).
Quem tem a virtude da Justiça esforça-se continuamente para dar aos demais o que lhes é devido, de acordo com o cumprimento de seus deveres e de acordo com seus direitos - como pessoas (à vida, aos bens culturais e morais, aos bens materiais), como pais, como filhos, como cidadãos, como profissionais, como governantes, etc.
A EDUCAÇÃO DA JUSTIÇA
1. Ensino às crianças a estabelecer um acordo com um irmão ou com um colega e a seguir cumpri-lo.(Antes de começar a reconhecer o que é o direito natural, quais são os direitos das pessoas segundo sua condição, a criança pode aprender a cumprir com justiça em pequenos pactos que estabelece).
2. Ensino aos pequenos a cumprir com as regras de jogo estabelecidas.(Ainda que as regras de jogo estejam estabelecidas sobre a idéia de que todos devem ser tratados da mesma maneira - isto é o igualitarismo -, convém que as crianças aprendam a cumprir, já que a convivência entre as pessoas requer regras).
3. Ajudo às crianças a respeitar a propriedade alheia: não roubar, não quebrar ou não sujar.(Quando as crianças são pequenas, não dispõem de um conceito abstrato do que é a justiça. Portanto, cumprirão porque os educadores estão exigindo determinadas condutas).
4. Ajudo às crianças a reconhecer determinadas necessidades e direitos dos demais.(Respeitar momentos de silêncio, não interromper, bater na porta antes de entrar).
5. Converso mais com os filhos/alunos de 9 a 13 anos, com o fim de que comecem a entender o que é justo e o que é injusto em diferentes circunstâncias.(As crianças destas idades estão muito centradas nas regras do jogo como maneira de entender a justiça. Entretanto, podem começar a compreender algumas situações).
6. Dou-lhes informação com o fim de que conheçam alguns dos motivos para atuar em justiça com os demais.(Convirá indicar que condutas se esperam de um aluno para mostrar respeito para com os professores ou que conduta mostra respeito para com sua mãe, etc.).
7. Converso com os filhos/alunos com o fim de que reconheçam que a justiça exige saber retificar e reparar.(Não se trata unicamente de aprender a dizer uma frase feita - "sinto muito" - por exemplo, mas de reconhecer o dano que se fez).
8. Consigo que os alunos/filhos estabeleçam acordos em equipe e que cada membro cumpra com o combinado.(O trabalho em equipe é um procedimento excelente para demonstrar a necessidade de cumprir com deveres que estão relacionados com acordos ou pactos).
9. Consigo que os jovens participem na formulação da regras do jogo necessárias para a convivência familiar ou para a convivência no colégio.(Se os jovens tiverem a oportunidade de participar no processo de confecção destas regras, vão entender melhor sua importância e estarão mais motivados a cumprir com elas).
10. Ensino aos jovens o que é a lei civil e como podem comportar-se como pessoas responsáveis. Além disso lhes ensino o que é a lei natural. (Necessitam desta informação. Se não a damos, é duvidoso que eles vão encontrá-la por sua própria conta).
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A JUSTIÇA
11. Reconheço os direitos das pessoas com as quais me relaciono. (A justiça se baseia nos direitos e nos deveres das pessoas. Cada pessoa necessita receber o que lhe é devido: o cônjuge, o filho, o aluno, o professor, o pai, a autoridade local, etc.).
12. Tento conhecer cada situação com objetividade com o fim de adotar a atuação mais justa em cada caso. (A justiça não supõe atuar sempre da mesma maneira quando concorrem as mesmas circunstâncias, já que cada pessoa é diferente).
13. Ainda reconhecendo o que seria uma atuação de justiça por minha parte, estou disposto a superá-la com a caridade quando creio que pode beneficiar ao outro. (A vida de família, em especial, seria enormemente dura se os pais atuassem com justiça total sempre. É necessário o carinho).
14. Reconheço os direitos de meu cônjuge.(Aparte do compromisso matrimonial, o cônjuge tem o direito a receber ajuda para melhorar durante toda a vida).
15. Reconheço os direitos dos outros membros da família. (Por exemplo: o direito à intimidade, o direito a participar, o direito a conviver com ordem, o direito a receber ajuda para melhorar).
16. Reconheço e vivo os direitos dos demais em meu lugar de trabalho, na cidade, em meu país). (Aqui aparecem outras virtudes como a honradez, a lealdade ou o patriotismo).
17. Reconheço o compromisso que adquiri com meus amigos. Reconheço que houve um pacto entre nós que devo cumprir. (Devo a meus amigos. Adquiri o compromisso de ajudar-lhes a melhorar durante toda a vida e de aprender deles).
18. Me informo adequadamente com o fim de saber quais são os direitos que devo respeitar, porque se referem ao direito natural. (Neste campo existem princípios absolutamente básicos: o direito a nascer, o direito a comer e a um teto, o direito a um trabalho digno ou o direito a adquirir e possuir bens).
19. Sei cumprir com minhas promessas, com os pactos e com os acordos que estabeleço. (Apesar de existir a possibilidade de estabelecer pactos ou acordos solenes mediante a assinatura de papéis frente a uma autoridade, não devemos desprezar a palavra dada).
10. Reconheço que opor-se, criticar por princípio ou censurar a outro é por si próprio uma falta de justiça.(As pessoas têm o direito à verdade e também ao bom nome).
A Generosidade
1 - A maneira pessoal de viver a Generosidade
1. Me esforço por reconhecer as necessidades reais dos demais.(Trata-se de fazer algo para outro quando coincide com uma necessidade real sua. Se não é assim, podemos terminar satisfazendo caprichos ou entregando o que nos sobra).
2. Reconheço meus próprios talentos (capacidades, qualidades, conhecimentos) e os coloco a serviço dos demais.(Às vezes temos capacidades ou qualidades "escondidas" que nunca aproveitamos por não fazer um esforço, por preguiça, ou por timidez, por exemplo).
3. Reconheço o que valem minhas próprias posses, meu tempo, meu esforço, etc.(Há muitas coisas que são nossas e não as apreciamos devidamente. Não lhes damos importância porque nos acostumamos a elas. Por exemplo, nosso lar, ou o dinheiro ou nossa fé. Outras pessoas carecem delas).
4. Realizo ações buscando o autêntico bem dos demais com bastante freqüência.(Às vezes alguém se sente generoso por haver feito um esforço especial em algum momento concreto. Entretanto, a generosidade requer que haja continuidade nas ações, que se repitam, que sejam freqüentes).
5. Realizo as seguintes ações com bastante freqüência: emprestar coisas próprias, dar algo meu, estar disponível, escutar aos demais, exigir aos demais razoavelmente.(Cada pessoa costuma achar que lhe custa menos atuar a favor dos demais de algumas maneiras determinadas. Em troca lhe custam muito mais outros tipos de ação. Por exemplo, a uma pessoa não lhe custa dar dinheiro a uma causa justa e, entretanto, não está disposto a sacrificar o tempo que dedica a alguma atividade pessoal).
6. Permito aos demais realizar ações em meu favor.(Se somos auto-suficientes ou simplesmente impacientes é possível que não deixemos aos demais fazer coisas em nosso favor e, com isso, lhes tiramos a possibilidade de ser generosos conosco).
7. Perdôo.(É talvez a maneira mais difícil de ser generoso).
8.Faço esforços para superar o cansaço, a doença, a preguiça como fim de atender aos demais(Há pessoas que estão dispostas a atuar em favor dos demais somente se dormiram bem, se sintam descansadas e de bom humor. É bom pensar em que momentos do dia, ou em que circunstâncias, tendemos a ser mais ou menos generosos).
9. Atuo a favor dos demais buscando seu bem mais que a própria satisfação e sem pensar no que posso pedir em troca.(Ao atuar em favor de alguém, se pode fazer pensando no bem para esta pessoa mas também no que se vai pedir em troca ou pensando que o outro agora nos deve um favor).
10. Esforço-me em atender às pessoas que mais necessitam de minha atenção.(Muitas vezes é fácil atuar de uma maneira generosa com algumas pessoas e nem tanto com outras. Por exemplo, com o cônjuge e com os filhos, mas não com os vizinhos. Ou com algum colega que achamos simpático mas não com outro, mais necessitado, mas um pouco antipático).
2 - A educação da Generosidade
11. Ajudo aos meninos/meninas a concretizar suas preocupações para ajudar aos demais.(Por exemplo visitando a um amigo doente, perdoando a um irmão, colaborando em tarefas em casa ou em classe).
12. Busco e ofereço oportunidades para que os alunos/filhos possam decidir livremente se estão dispostos a realizar ações em favor dos demais.(Não se trata de obrigar-lhes a realizar algo em favor dos demais. Isto não lhes ajuda a ser generosos. Trata-se de convidar. Por exemplo: você já pensou que seu colega gostaria que você lhe ajudasse a colocar seus estudos em dia?).
13. Ajudo-lhes a descobrir as necessidades reais dos demais.(Isto requer ajudar a pensar. Por exemplo perguntas tais como: Percebeu que mamãe está muito cansada? Que poderia fazer para ajudar-lhe?).
14. Ajudo-lhes a distinguir entre o que são caprichos dos demais e o que são necessidades reais.(Quando os demais pedem coisas, convém pensar se realmente convém dá-las ou não. É um capricho? Ou é uma necessidade? Outra vez se trata de raciocinar com as crianças).
15. Ajudo-lhes a reconhecer o valor de suas próprias posses, de seu tempo etc.(É freqüente que os filhos/alunos não se dêem conta do que possuem. Necessitam de ajuda para descobrir as possibilidades reais que dispõem para atuar em favor dos demais).
16. Ajudo-lhes a reconhecer quais são os motivos que realmente têm quando atuam em favor dos demais.(Isto é uma questão tão simples como perguntar. Por que vai fazer isto?).
17. Ajudo aos jovens não apenas a dar mas também a receber.(É possível que alguns recebem quase sempre e dão muito pouco. Mas com as crianças "boas", um pouco mais maduras, devemos também ensinar-lhes a receber).
18. Consigo que os jovens realizem ações em favor dos demais por motivos elevados.(Nunca saberemos os motivos que têm os jovens para atuar de uma maneira ou outra, mas podemos tentar semear a inquietude de fazer as coisas por um sentido correto do dever, ou por amor).
19. Busco maneiras de conseguir que os alunos/filhos superem a comodidade, a preguiça e a inércia com o fim de centrar sua atenção nos demais.(Em grande parte isto depende do exemplo entusiasta do educador).
20. Falo com os meninos/meninas para que aprendam a relacionar a generosidade com o amor e especialmente com o amor a Deus e com o amor de Deus.(Devemos falar destes temas com naturalidade, na família ou no colégio. E mais à medida que os meninos/meninas vão crescendo).
1. Me esforço por reconhecer as necessidades reais dos demais.(Trata-se de fazer algo para outro quando coincide com uma necessidade real sua. Se não é assim, podemos terminar satisfazendo caprichos ou entregando o que nos sobra).
2. Reconheço meus próprios talentos (capacidades, qualidades, conhecimentos) e os coloco a serviço dos demais.(Às vezes temos capacidades ou qualidades "escondidas" que nunca aproveitamos por não fazer um esforço, por preguiça, ou por timidez, por exemplo).
3. Reconheço o que valem minhas próprias posses, meu tempo, meu esforço, etc.(Há muitas coisas que são nossas e não as apreciamos devidamente. Não lhes damos importância porque nos acostumamos a elas. Por exemplo, nosso lar, ou o dinheiro ou nossa fé. Outras pessoas carecem delas).
4. Realizo ações buscando o autêntico bem dos demais com bastante freqüência.(Às vezes alguém se sente generoso por haver feito um esforço especial em algum momento concreto. Entretanto, a generosidade requer que haja continuidade nas ações, que se repitam, que sejam freqüentes).
5. Realizo as seguintes ações com bastante freqüência: emprestar coisas próprias, dar algo meu, estar disponível, escutar aos demais, exigir aos demais razoavelmente.(Cada pessoa costuma achar que lhe custa menos atuar a favor dos demais de algumas maneiras determinadas. Em troca lhe custam muito mais outros tipos de ação. Por exemplo, a uma pessoa não lhe custa dar dinheiro a uma causa justa e, entretanto, não está disposto a sacrificar o tempo que dedica a alguma atividade pessoal).
6. Permito aos demais realizar ações em meu favor.(Se somos auto-suficientes ou simplesmente impacientes é possível que não deixemos aos demais fazer coisas em nosso favor e, com isso, lhes tiramos a possibilidade de ser generosos conosco).
7. Perdôo.(É talvez a maneira mais difícil de ser generoso).
8.Faço esforços para superar o cansaço, a doença, a preguiça como fim de atender aos demais(Há pessoas que estão dispostas a atuar em favor dos demais somente se dormiram bem, se sintam descansadas e de bom humor. É bom pensar em que momentos do dia, ou em que circunstâncias, tendemos a ser mais ou menos generosos).
9. Atuo a favor dos demais buscando seu bem mais que a própria satisfação e sem pensar no que posso pedir em troca.(Ao atuar em favor de alguém, se pode fazer pensando no bem para esta pessoa mas também no que se vai pedir em troca ou pensando que o outro agora nos deve um favor).
10. Esforço-me em atender às pessoas que mais necessitam de minha atenção.(Muitas vezes é fácil atuar de uma maneira generosa com algumas pessoas e nem tanto com outras. Por exemplo, com o cônjuge e com os filhos, mas não com os vizinhos. Ou com algum colega que achamos simpático mas não com outro, mais necessitado, mas um pouco antipático).
2 - A educação da Generosidade
11. Ajudo aos meninos/meninas a concretizar suas preocupações para ajudar aos demais.(Por exemplo visitando a um amigo doente, perdoando a um irmão, colaborando em tarefas em casa ou em classe).
12. Busco e ofereço oportunidades para que os alunos/filhos possam decidir livremente se estão dispostos a realizar ações em favor dos demais.(Não se trata de obrigar-lhes a realizar algo em favor dos demais. Isto não lhes ajuda a ser generosos. Trata-se de convidar. Por exemplo: você já pensou que seu colega gostaria que você lhe ajudasse a colocar seus estudos em dia?).
13. Ajudo-lhes a descobrir as necessidades reais dos demais.(Isto requer ajudar a pensar. Por exemplo perguntas tais como: Percebeu que mamãe está muito cansada? Que poderia fazer para ajudar-lhe?).
14. Ajudo-lhes a distinguir entre o que são caprichos dos demais e o que são necessidades reais.(Quando os demais pedem coisas, convém pensar se realmente convém dá-las ou não. É um capricho? Ou é uma necessidade? Outra vez se trata de raciocinar com as crianças).
15. Ajudo-lhes a reconhecer o valor de suas próprias posses, de seu tempo etc.(É freqüente que os filhos/alunos não se dêem conta do que possuem. Necessitam de ajuda para descobrir as possibilidades reais que dispõem para atuar em favor dos demais).
16. Ajudo-lhes a reconhecer quais são os motivos que realmente têm quando atuam em favor dos demais.(Isto é uma questão tão simples como perguntar. Por que vai fazer isto?).
17. Ajudo aos jovens não apenas a dar mas também a receber.(É possível que alguns recebem quase sempre e dão muito pouco. Mas com as crianças "boas", um pouco mais maduras, devemos também ensinar-lhes a receber).
18. Consigo que os jovens realizem ações em favor dos demais por motivos elevados.(Nunca saberemos os motivos que têm os jovens para atuar de uma maneira ou outra, mas podemos tentar semear a inquietude de fazer as coisas por um sentido correto do dever, ou por amor).
19. Busco maneiras de conseguir que os alunos/filhos superem a comodidade, a preguiça e a inércia com o fim de centrar sua atenção nos demais.(Em grande parte isto depende do exemplo entusiasta do educador).
20. Falo com os meninos/meninas para que aprendam a relacionar a generosidade com o amor e especialmente com o amor a Deus e com o amor de Deus.(Devemos falar destes temas com naturalidade, na família ou no colégio. E mais à medida que os meninos/meninas vão crescendo).
A Flexibilidade
FLEXIBILIDADE
Descrição operativa (como funciona)
"Adapta seu comportamento com agilidade às circunstâncias de cada pessoa ou situação, sem abandonar, por isso, critérios de atuação pessoal."Para ser flexível, é necessário ter critérios e saber refletir para relacionar a atividade cotidiana com isso. Ser flexível não significa deixar-se levar, mas pelo contrário. Quer dizer aprender a dizer que sim e a dizer que não no momento oportuno. E, além disso, estar aberto ao processo de melhora que existe na infinidade de ocasiões que vão surgindo todos os dias.
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A FLEXIBILIDADE
1. Tenho estabelecidos em minha vida critérios de atuação que me permitem saber que postura tomar em cada momento?(A flexibilidade não significa provar de tudo, nem deixar-se levar por qualquer influência. Supõe critérios de atuação pessoal que permitem adaptar-se às diferentes situações sem abandonar-se).
2. Adoto uma postura provisional em questões opináveis sem pretender impor-me?(Ser flexíveis significa usar expressões como "em minha opinião", "dá a impressão de que..." ou "é possível que...").
3. Em questões que afetam a verdade objetiva, sei manter-me firme mas tento adaptar-me às necessidades das pessoas com as quais estou falando ou à situação em que estou atuando?(Não se pode falar com todo mundo da mesma maneira. É necessário ter "dom de línguas", saber dizer as coisas de maneiras diferentes ou, simplesmente, calar-se em alguns momentos).
4. Habitualmente faço um esforço para distinguir entre aquelas questões que são opináveis e outras que não são?(Uma das ações mais confusas para os jovens é quando confundem as duas. A atuação dogmática em questões discutíveis é especialmente prejudicial, já que tende a produzir um repúdio para a possibilidade de seguir o processo comunicativo por parte dos jovens).
5. No estudo, tento reconhecer qual informação é certa e que, em princípio, posso e devo aceitar?(Trata-se de reconhecer a confiabilidade dos autores ou, se não se sabe, recorrer a uma pessoa de confiança, com o fim de pedir seu assessoramento).
6. No estudo de conteúdos mais discutíveis tento usar minha capacidade crítica ao máximo, com o fim de aproveitar o que se pode e desprezar o que não me convém?(Inclusive em alguns momentos a flexibilidade levará a pessoa a abandonar uma leitura pelos danos que lhe pode causar).
7. Nas relações com os demais tento adaptar-me às suas necessidades e a sua maneira de ser, se vejo que assim posso melhorar a relação ou ajudar às pessoas?(A pessoa flexível sabe distinguir entre diferentes tipos de pessoas e sabe que tipo de vocabulário utilizar, que profundidade de idéias convém estabelecer, etc.).
8. Tento ajudar aos amigos, colegas de trabalho ou conhecidos, na medida do possível, sem abandonar meus critérios, mas sem ser rígido em minhas proprosições?(Buscamos o bem dos demais, e por este motivo, às vezes convém trabalhar devagar, ser prudente e introduzir a informação conveniente no momento oportuno).
9. Tento autoconhecer-me em certo grau com o fim de poder notar quando estou falando muito ou pouco, quando convém dar informação ou quando convém calar-se, etc ?(Este tipo de sensibilidade situacional é um requisito para ser flexível. Às vezes requer a ajuda do cônjuge ou de algum companheiro para ir descobrindo como nos vêem os demais).
10. Em geral tento não ser rígido nem cair na fragilidade? E em caso de equivocar-me, sei retificar?(A retificação não é mais que o saber adaptar-se a um equívoco. Há educadores que nunca se retificam crendo que, nesse caso, perderão sua autoridade. Não é assim. Ganharão em autoridade contanto de que não se equivoquem muitas vezes!).
A EDUCAÇÃO DA FLEXIBILIDADE
11. Ensino aos menores quais são as regras básicas de comportamento que não devem transgredir?(As crianças não sabem aplicar muitos critérios a diferentes situações, e assim, convém exigir-lhes para que aprendam a manter-se firmes no fundamental).
12. Tento criar, ou aproveitar, situações para que os filhos/alunos tenham que relacionar-se com pessoas desconhecidas?(É bom que, desde idades precoces, visitem as casas de seus amigos, passem temporadas com familiares ou participem em intercâmbios organizados pelo colégio, mas sempre que saibam quais são as regras que não devem transgredir).
13. Tento conseguir que os pequenos tenham experiências diferentes, que provem diferentes aficções, que conheçam diferentes lugares?(Quando as crianças vão crescendo se nota como alguns não querem sair dos lugares ou ambientes conhecidos porque seus educadores não insistiram no tema a tempo).
14. Encarrego diferentes tarefas ou responsabilidades aos filhos/alunos com o fim de que aprendam a se virar com desenvoltura?(Nos referimos a: ir a um banco com um cheque, fazer a compra, fazer uma viagem sozinhos, por exemplo. As tarefas serão diferentes para cada idade).
15. Ensino aos jovens a escutar e a observar aos demais, com o fim de poder adaptar a maneira própria de manifestar-se à realidade do outro?(Uma ajuda neste sentido será fazer sugestões com respeito a possíveis perguntas que podem fazer - quais são suas aficções? Como costuma passar os fins de semana? Ou coisas que se podem observar - o interesse do outro em algum tema, manifestado em um olhar, ou numa cara de desgosto).
16. Ajudo aos jovens a matizar suas opiniões, a não ser muito taxativos ou dogmáticos?(A manifestação taxativa é muito freqüente na adolescência e prejudica seriamente a possibilidade de relacionar-se com muitas pessoas).
17. Debato com os jovens para que se dêem conta de que é fácil abandonar os critérios de atuação pessoal, por querer ser igual aos demais no grupo ou, pelo menos, por não querer ser diferente?(A influência do grupo é tão grande em algumas ocasiões, que convém fazer um esforço para conseguir que os jovens comecem a relacionar-se com outros que compartilhem os mesmos valores desde muito antes).
18. Ajudo aos jovens a descobrir como os programas na televisão, o cinema ou as condutas retratadas nas revistas tendem a influir sobre os critérios próprios e a fazer pensar que "a flexibilidade" significa o mesmo que "vale tudo"?(O relativismo é um inimigo da autêntica flexibilidade, pois supõe que não existe nenhum tipo de critério reto e verdadeiro).
19. Ajudo aos jovens a superar seu possível medo ao desconhecido com o fim de que se abram às possibilidades variadíssimas que o mundo lhes oferece?(Pode ser a insegurança, o medo, a comodidade ou a preguiça, o que produz este tipo de jovem apático e indiferente).
20. Ensino aos jovens a serem prudentes e a retificar quando for oportuno?(É freqüente ouvir aos jovens pedir desculpas. A frase habitual é "sinto muito". Dizer "sinto muito" pode ser uma expressão que reflete uma autêntica retificação, mas em muitas ocasiões se abusa da frase. Reflete nada mais que um sentimento trivializado. É uma saída fácil para não ter que pensar nas conseqüências dos próprios atos. É fazer o que se quer e a seguir dizer "sinto muito").
Como proceder à auto-avaliação
No texto encontram-se uma série de questões para reflexão, divididas em duas partes:1) o grau em que se está vivendo a virtude pessoalmente .2) o grau em que se está educando aos alunos ou aos filhos na mesma virtude.
Com respeito a cada questão, situe a conduta e o esforço próprio de acordo com a escala:
5. Estou totalmente de acordo com a afirmação. Reflete minha situação pessoal.4. A afirmação reflete minha situação em grande parte mas com alguma reserva.3. A afirmação reflete minha situação em parte: Penso "em parte sim e em parte não".2. A afirmação realmente não reflete minha situação ainda que seja possível que haja algo.1. Não creio que a afirmação reflete minha situação pessoal em nada. Não me identifico com ela.
Podem-se comentar as reflexões próprias com o cônjuge ou com algum companheiro e assim chegar a estabelecer possíveis aspectos prioritários de atenção no desenvolvimento da virtude a título pessoal ou com respeito à educação dos filhos ou dos alunos. É provável que se descubram muitas possibilidades de melhoria, mas trata-se de selecionar nada mais que uma ou duas, com a finalidade de tentar conseguir a melhora desejada.
As reflexões apresentadas não esgotam o tema, mas dão um ponto de partida para uma auto-avaliação.
Descrição operativa (como funciona)
"Adapta seu comportamento com agilidade às circunstâncias de cada pessoa ou situação, sem abandonar, por isso, critérios de atuação pessoal."Para ser flexível, é necessário ter critérios e saber refletir para relacionar a atividade cotidiana com isso. Ser flexível não significa deixar-se levar, mas pelo contrário. Quer dizer aprender a dizer que sim e a dizer que não no momento oportuno. E, além disso, estar aberto ao processo de melhora que existe na infinidade de ocasiões que vão surgindo todos os dias.
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A FLEXIBILIDADE
1. Tenho estabelecidos em minha vida critérios de atuação que me permitem saber que postura tomar em cada momento?(A flexibilidade não significa provar de tudo, nem deixar-se levar por qualquer influência. Supõe critérios de atuação pessoal que permitem adaptar-se às diferentes situações sem abandonar-se).
2. Adoto uma postura provisional em questões opináveis sem pretender impor-me?(Ser flexíveis significa usar expressões como "em minha opinião", "dá a impressão de que..." ou "é possível que...").
3. Em questões que afetam a verdade objetiva, sei manter-me firme mas tento adaptar-me às necessidades das pessoas com as quais estou falando ou à situação em que estou atuando?(Não se pode falar com todo mundo da mesma maneira. É necessário ter "dom de línguas", saber dizer as coisas de maneiras diferentes ou, simplesmente, calar-se em alguns momentos).
4. Habitualmente faço um esforço para distinguir entre aquelas questões que são opináveis e outras que não são?(Uma das ações mais confusas para os jovens é quando confundem as duas. A atuação dogmática em questões discutíveis é especialmente prejudicial, já que tende a produzir um repúdio para a possibilidade de seguir o processo comunicativo por parte dos jovens).
5. No estudo, tento reconhecer qual informação é certa e que, em princípio, posso e devo aceitar?(Trata-se de reconhecer a confiabilidade dos autores ou, se não se sabe, recorrer a uma pessoa de confiança, com o fim de pedir seu assessoramento).
6. No estudo de conteúdos mais discutíveis tento usar minha capacidade crítica ao máximo, com o fim de aproveitar o que se pode e desprezar o que não me convém?(Inclusive em alguns momentos a flexibilidade levará a pessoa a abandonar uma leitura pelos danos que lhe pode causar).
7. Nas relações com os demais tento adaptar-me às suas necessidades e a sua maneira de ser, se vejo que assim posso melhorar a relação ou ajudar às pessoas?(A pessoa flexível sabe distinguir entre diferentes tipos de pessoas e sabe que tipo de vocabulário utilizar, que profundidade de idéias convém estabelecer, etc.).
8. Tento ajudar aos amigos, colegas de trabalho ou conhecidos, na medida do possível, sem abandonar meus critérios, mas sem ser rígido em minhas proprosições?(Buscamos o bem dos demais, e por este motivo, às vezes convém trabalhar devagar, ser prudente e introduzir a informação conveniente no momento oportuno).
9. Tento autoconhecer-me em certo grau com o fim de poder notar quando estou falando muito ou pouco, quando convém dar informação ou quando convém calar-se, etc ?(Este tipo de sensibilidade situacional é um requisito para ser flexível. Às vezes requer a ajuda do cônjuge ou de algum companheiro para ir descobrindo como nos vêem os demais).
10. Em geral tento não ser rígido nem cair na fragilidade? E em caso de equivocar-me, sei retificar?(A retificação não é mais que o saber adaptar-se a um equívoco. Há educadores que nunca se retificam crendo que, nesse caso, perderão sua autoridade. Não é assim. Ganharão em autoridade contanto de que não se equivoquem muitas vezes!).
A EDUCAÇÃO DA FLEXIBILIDADE
11. Ensino aos menores quais são as regras básicas de comportamento que não devem transgredir?(As crianças não sabem aplicar muitos critérios a diferentes situações, e assim, convém exigir-lhes para que aprendam a manter-se firmes no fundamental).
12. Tento criar, ou aproveitar, situações para que os filhos/alunos tenham que relacionar-se com pessoas desconhecidas?(É bom que, desde idades precoces, visitem as casas de seus amigos, passem temporadas com familiares ou participem em intercâmbios organizados pelo colégio, mas sempre que saibam quais são as regras que não devem transgredir).
13. Tento conseguir que os pequenos tenham experiências diferentes, que provem diferentes aficções, que conheçam diferentes lugares?(Quando as crianças vão crescendo se nota como alguns não querem sair dos lugares ou ambientes conhecidos porque seus educadores não insistiram no tema a tempo).
14. Encarrego diferentes tarefas ou responsabilidades aos filhos/alunos com o fim de que aprendam a se virar com desenvoltura?(Nos referimos a: ir a um banco com um cheque, fazer a compra, fazer uma viagem sozinhos, por exemplo. As tarefas serão diferentes para cada idade).
15. Ensino aos jovens a escutar e a observar aos demais, com o fim de poder adaptar a maneira própria de manifestar-se à realidade do outro?(Uma ajuda neste sentido será fazer sugestões com respeito a possíveis perguntas que podem fazer - quais são suas aficções? Como costuma passar os fins de semana? Ou coisas que se podem observar - o interesse do outro em algum tema, manifestado em um olhar, ou numa cara de desgosto).
16. Ajudo aos jovens a matizar suas opiniões, a não ser muito taxativos ou dogmáticos?(A manifestação taxativa é muito freqüente na adolescência e prejudica seriamente a possibilidade de relacionar-se com muitas pessoas).
17. Debato com os jovens para que se dêem conta de que é fácil abandonar os critérios de atuação pessoal, por querer ser igual aos demais no grupo ou, pelo menos, por não querer ser diferente?(A influência do grupo é tão grande em algumas ocasiões, que convém fazer um esforço para conseguir que os jovens comecem a relacionar-se com outros que compartilhem os mesmos valores desde muito antes).
18. Ajudo aos jovens a descobrir como os programas na televisão, o cinema ou as condutas retratadas nas revistas tendem a influir sobre os critérios próprios e a fazer pensar que "a flexibilidade" significa o mesmo que "vale tudo"?(O relativismo é um inimigo da autêntica flexibilidade, pois supõe que não existe nenhum tipo de critério reto e verdadeiro).
19. Ajudo aos jovens a superar seu possível medo ao desconhecido com o fim de que se abram às possibilidades variadíssimas que o mundo lhes oferece?(Pode ser a insegurança, o medo, a comodidade ou a preguiça, o que produz este tipo de jovem apático e indiferente).
20. Ensino aos jovens a serem prudentes e a retificar quando for oportuno?(É freqüente ouvir aos jovens pedir desculpas. A frase habitual é "sinto muito". Dizer "sinto muito" pode ser uma expressão que reflete uma autêntica retificação, mas em muitas ocasiões se abusa da frase. Reflete nada mais que um sentimento trivializado. É uma saída fácil para não ter que pensar nas conseqüências dos próprios atos. É fazer o que se quer e a seguir dizer "sinto muito").
Como proceder à auto-avaliação
No texto encontram-se uma série de questões para reflexão, divididas em duas partes:1) o grau em que se está vivendo a virtude pessoalmente .2) o grau em que se está educando aos alunos ou aos filhos na mesma virtude.
Com respeito a cada questão, situe a conduta e o esforço próprio de acordo com a escala:
5. Estou totalmente de acordo com a afirmação. Reflete minha situação pessoal.4. A afirmação reflete minha situação em grande parte mas com alguma reserva.3. A afirmação reflete minha situação em parte: Penso "em parte sim e em parte não".2. A afirmação realmente não reflete minha situação ainda que seja possível que haja algo.1. Não creio que a afirmação reflete minha situação pessoal em nada. Não me identifico com ela.
Podem-se comentar as reflexões próprias com o cônjuge ou com algum companheiro e assim chegar a estabelecer possíveis aspectos prioritários de atenção no desenvolvimento da virtude a título pessoal ou com respeito à educação dos filhos ou dos alunos. É provável que se descubram muitas possibilidades de melhoria, mas trata-se de selecionar nada mais que uma ou duas, com a finalidade de tentar conseguir a melhora desejada.
As reflexões apresentadas não esgotam o tema, mas dão um ponto de partida para uma auto-avaliação.
a Fortaleza
Descrição operativa (como funciona)
Em situações ambientais prejudiciais a uma melhora pessoal, resiste às influências nocivas, suporta os incômodos e se entrega com a valentia em caso de poder influir positivamente para vencer as dificuldades e para acometer grandes empreendimentos.
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A FORTALEZA
1. Habitualmente tento esclarecer-me com respeito ao que pode ser considerado "bom" em cada circunstância.
(Não é correto tomar decisões, ou simplesmente reagir, sem pensar nos critérios adequados ou deixando-se levar pelo impulso do momento).
2. Tento superar a preguiça, a rotina e a imitação cega dos demais com o fim de centrar minha atenção no bem.
(Conhecer o bem requer esforço, um esforço para superar toda uma série de tendências básicas. Por exemplo centrar a atenção no bem significa "estudar').
3. Habitualmente centro minha atenção no que é bom para os demais ainda que custe um esforço ou tenha que sofrer.
(Com certa frequência alguns colocam como valor superior "a paz", entendida como "ausência de guerra". Se sentem satisfeitos contanto que não haja confrontos ou enfados. O bem requer esforço, e portanto sofrimento. Nem sempre é compatível com `ausência de guerra')
4. Me esforço habitualmente em realizar as pequenas coisas de cada dia com cuidado e com carinho.
(Ainda que se possa entender a virtude da fortaleza como a virtude do cavaleiro andante que está disposto a correr qualquer risco, habitualmente a fortaleza traduzir-se-á em pequenos esforços em fazer bem as coisas normais).
5. Resisto as tentações que invadem a vida como conseqüência da sociedade de consumo.
(Isto requer superar os caprichos, não deixar-se levar pelo que fazem os demais, não ler de tudo nem comprar de tudo, nem ver tudo na televisão, por exemplo).
6. Aguento as moléstias físicas sem queixar-me.
(A comodidade e o desejo de não sofrer são duas influências notórias no ambiente atual. Mas a fortaleza significa usar a vontade para superar estas fraquezas).
7. Tomo decisões com iniciativa para fazer coisas de autêntico valor para os filhos/alunos ou para os demais.
(O ideal e o entusiasmo pela vida ajudarão a sair da rotina, a pensar, organizar e motivar aos demais para fins interessantes e valiosos sem se conformar com a mediocridade).
8. Me esforço habitualmente em não deixar-me acostumar ao que está mal, simplesmente como consequência da frequência com que este mal se repete
(É muito fácil acostumar-se ao mal e, assim, perder a luta na busca do bem. Nos contentamos com pouco).
9. Tento não queixar-me das coisas más que vejo ao meu redor e, em troca, me esforço em fazer algo positivo para neutralizar a influência negativa
(Um exercício interessante é pensar nas ocasiões em que nos queixamos na última semana, por exemplo. Quanto mais queixas menos fortaleza).
10. Supero o medo, a indiferença ou a insegurança com o fim de realizar ações de autêntico valor.
(A fortaleza requer arriscar-se, ser magnânimo, pensar em valores elevados, entusiasmar-se com a vida. E incompatível com a mediocridade, tão associada à segurança exagerada).
EDUCAÇÃO DA FORTALEZA
11. Debato com os alunos/filhos com o fim de que descubram o que significa o bem em cada coisa.
(Se um jovem tem muita vontade mas não sabe o que é bom, pode terminar fazendo o mal com grande eficácia).
12. Busco ou crio situações em que as crianças possam entusiasmar-se com algo que valha a pena.
(A educação da fortaleza requer iniciativa por parte dos educadores com o fim de oferecer atividades em que os meninos/meninas podem entusiasmar-se. Muitas vezes serão atividades nas quais se realizem ações a favor dos demais)
13. Tento conseguir que os meninos/meninas superem suas próprias dificuldades ou problemas.
(Uma tendência é não querer que os filhos/alunos sofram, e assim os educadores lhes substituem e não lhes deixam aprender a assumir a responsabilidade por sua própria vida).
14. Animo aos pequenos para que resistam a diferentes tipos de dificuldades.
(Por exemplo, não parar de correr em caso de não estar em condições de ganhar a corrida, chegar ao topo do monte apesar do calor e do cansaço, não pedir água imediatamente ainda que sinta um pouco de sede).
15. Consigo que os pequenos se enfrentem razoavelmente com as coisas que lhes produzem medo.
(Por exemplo, o medo à escuridão, o medo de ficar sozinho, o medo de alguns colegas do colégio).
16. Organizo ou promovo atividades que supõem algum tipo de esforço físico por parte dos meninos/meninas com bastante freqüência.
(Por exemplo, saídas ao campo, jogos organizados, colaboração na realização de trabalhos próprios - lavar o carro -).
17. Exijo aos filhos/alunos regularmente nas regras estabelecidas com o fim de que desenvolvam sua vontade.
(Como consequência da repetição dos atos acaba sendo mais fácil cumprir nossos deveres, de tal forma que os meninos/meninas podem dedicar seus esforços a outras coisas de maior importância.
18. Busco maneiras para que os jovens tenham iniciativas, para que se entusiasmem com algum projeto e para que realizem as ações correspondentes até terminá-los.
(Não se pode pedir aos educadores que estejam realizando este tipo de ação todos os dias. Mas se queremos que os jovens desenvolvam a virtude da fortaleza, algum esforço deste tipo deverá ser feito de vez em quando).
19. Ajudo aos jovens a tomar uma postura com respeito a temas importantes na vida e a defender sua opinião com seus colegas apesar "do que possam pensar".
(Não apenas se trata de ter critério, mas também de influir sobre os demais).
20. Ajudo-lhes a dizer que "sim" e a dizer que "não" com valentia.
(A pressão dos amigos é muito forte e é necessário ajudar aos meninos/meninas a ter esta firmeza desde cedo).
Em situações ambientais prejudiciais a uma melhora pessoal, resiste às influências nocivas, suporta os incômodos e se entrega com a valentia em caso de poder influir positivamente para vencer as dificuldades e para acometer grandes empreendimentos.
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A FORTALEZA
1. Habitualmente tento esclarecer-me com respeito ao que pode ser considerado "bom" em cada circunstância.
(Não é correto tomar decisões, ou simplesmente reagir, sem pensar nos critérios adequados ou deixando-se levar pelo impulso do momento).
2. Tento superar a preguiça, a rotina e a imitação cega dos demais com o fim de centrar minha atenção no bem.
(Conhecer o bem requer esforço, um esforço para superar toda uma série de tendências básicas. Por exemplo centrar a atenção no bem significa "estudar').
3. Habitualmente centro minha atenção no que é bom para os demais ainda que custe um esforço ou tenha que sofrer.
(Com certa frequência alguns colocam como valor superior "a paz", entendida como "ausência de guerra". Se sentem satisfeitos contanto que não haja confrontos ou enfados. O bem requer esforço, e portanto sofrimento. Nem sempre é compatível com `ausência de guerra')
4. Me esforço habitualmente em realizar as pequenas coisas de cada dia com cuidado e com carinho.
(Ainda que se possa entender a virtude da fortaleza como a virtude do cavaleiro andante que está disposto a correr qualquer risco, habitualmente a fortaleza traduzir-se-á em pequenos esforços em fazer bem as coisas normais).
5. Resisto as tentações que invadem a vida como conseqüência da sociedade de consumo.
(Isto requer superar os caprichos, não deixar-se levar pelo que fazem os demais, não ler de tudo nem comprar de tudo, nem ver tudo na televisão, por exemplo).
6. Aguento as moléstias físicas sem queixar-me.
(A comodidade e o desejo de não sofrer são duas influências notórias no ambiente atual. Mas a fortaleza significa usar a vontade para superar estas fraquezas).
7. Tomo decisões com iniciativa para fazer coisas de autêntico valor para os filhos/alunos ou para os demais.
(O ideal e o entusiasmo pela vida ajudarão a sair da rotina, a pensar, organizar e motivar aos demais para fins interessantes e valiosos sem se conformar com a mediocridade).
8. Me esforço habitualmente em não deixar-me acostumar ao que está mal, simplesmente como consequência da frequência com que este mal se repete
(É muito fácil acostumar-se ao mal e, assim, perder a luta na busca do bem. Nos contentamos com pouco).
9. Tento não queixar-me das coisas más que vejo ao meu redor e, em troca, me esforço em fazer algo positivo para neutralizar a influência negativa
(Um exercício interessante é pensar nas ocasiões em que nos queixamos na última semana, por exemplo. Quanto mais queixas menos fortaleza).
10. Supero o medo, a indiferença ou a insegurança com o fim de realizar ações de autêntico valor.
(A fortaleza requer arriscar-se, ser magnânimo, pensar em valores elevados, entusiasmar-se com a vida. E incompatível com a mediocridade, tão associada à segurança exagerada).
EDUCAÇÃO DA FORTALEZA
11. Debato com os alunos/filhos com o fim de que descubram o que significa o bem em cada coisa.
(Se um jovem tem muita vontade mas não sabe o que é bom, pode terminar fazendo o mal com grande eficácia).
12. Busco ou crio situações em que as crianças possam entusiasmar-se com algo que valha a pena.
(A educação da fortaleza requer iniciativa por parte dos educadores com o fim de oferecer atividades em que os meninos/meninas podem entusiasmar-se. Muitas vezes serão atividades nas quais se realizem ações a favor dos demais)
13. Tento conseguir que os meninos/meninas superem suas próprias dificuldades ou problemas.
(Uma tendência é não querer que os filhos/alunos sofram, e assim os educadores lhes substituem e não lhes deixam aprender a assumir a responsabilidade por sua própria vida).
14. Animo aos pequenos para que resistam a diferentes tipos de dificuldades.
(Por exemplo, não parar de correr em caso de não estar em condições de ganhar a corrida, chegar ao topo do monte apesar do calor e do cansaço, não pedir água imediatamente ainda que sinta um pouco de sede).
15. Consigo que os pequenos se enfrentem razoavelmente com as coisas que lhes produzem medo.
(Por exemplo, o medo à escuridão, o medo de ficar sozinho, o medo de alguns colegas do colégio).
16. Organizo ou promovo atividades que supõem algum tipo de esforço físico por parte dos meninos/meninas com bastante freqüência.
(Por exemplo, saídas ao campo, jogos organizados, colaboração na realização de trabalhos próprios - lavar o carro -).
17. Exijo aos filhos/alunos regularmente nas regras estabelecidas com o fim de que desenvolvam sua vontade.
(Como consequência da repetição dos atos acaba sendo mais fácil cumprir nossos deveres, de tal forma que os meninos/meninas podem dedicar seus esforços a outras coisas de maior importância.
18. Busco maneiras para que os jovens tenham iniciativas, para que se entusiasmem com algum projeto e para que realizem as ações correspondentes até terminá-los.
(Não se pode pedir aos educadores que estejam realizando este tipo de ação todos os dias. Mas se queremos que os jovens desenvolvam a virtude da fortaleza, algum esforço deste tipo deverá ser feito de vez em quando).
19. Ajudo aos jovens a tomar uma postura com respeito a temas importantes na vida e a defender sua opinião com seus colegas apesar "do que possam pensar".
(Não apenas se trata de ter critério, mas também de influir sobre os demais).
20. Ajudo-lhes a dizer que "sim" e a dizer que "não" com valentia.
(A pressão dos amigos é muito forte e é necessário ajudar aos meninos/meninas a ter esta firmeza desde cedo).
A compreenção
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A COMPREENSÃO
1. Reconheço que devo educar a cada filho/aluno de uma maneira diferente, porque cada um é diferente. Portanto, necessito conhecer e compreender a cada um. (Se entendo que convém tratar todas as crianças da mesma maneira, a compreensão não tem nenhum sentido. Às vezes, este tipo de atuação igualitária é inconsciente).
2. Tento estar nas melhores condições possíveis para compreender aos demais. (Por exemplo, se um educador está muito preocupado por algum tema pessoal, seguramente não poderá prestar a atenção adequada ao outro).
3. Escuto, observo e falo com outras pessoas com o fim de captar uma informação adequada com respeito a meus filhos/alunos.(Compreender significa, em primeiro lugar, conhecer. E não somente as atuações ou condutas, mas ir atrás para indagar sobre as causas das condutas manifestas).
4. Intercâmbio meus pontos de vista com meu cônjuge e com o professor, com o fim de conseguir uma visão objetiva e evitar possíveis preconceitos.(A compreensão requer manter-se em dia com a informação. É possível que a compreensão fique limitada por haver adotado uma visão rígida da situação de algum jovem).
5. Pensei em quais critérios quero utilizar para conhecer os jovens. Portanto, fixo-me no que é importante e não no que é secundário. (É possível que a compreensão fique limitada porque só nos interessa saber se o jovem é ordenado ou não, por exemplo, sem ter em conta se ele atua de uma maneira generosa ou se é bom amigo).
6. Tento colocar-me no lugar dos jovens com o fim de ver as coisas desde seu ponto de vista.(Isto é o que se chama de compreensão empática. Algumas pessoas o conseguem com maior facilidade que outras. Mas sempre convém tentá-lo).
7. Em geral, mostro meu interesse por meus filhos/alunos de tal maneira que reconhecem que são importantes para mim.(A manifestação da compreensão é importante para que o outro se sinta compreendido. Será mais fácil conseguir este resultado se existe habitualmente uma preocupação manifesta neste sentido).
8. Mostro minha compreensão com gestos - sorrisos, com os olhos - e explicando o que estou compreendendo da situação para que o jovem entenda que compreendi.(Não basta compreender. É necessário manifestá-lo também).
9. Mostro meu respeito pelos jovens, sem pretender invadir sua intimidade, e sabendo esperar pacientemente para que eles se abram). (As vezes não se pode correr no processo de compreensão. Saber esperar até que o jovem esteja disposto a abrir-se é precisamente uma mostra de compreensão).
10. Busco o momento oportuno para atuar a favor de um jovem sabendo que a compreensão pode significar coisas muito diferentes. (Por exemplo, depois de uma reprovação em um exame, segundo as circunstâncias, compreender pode significar calar-se, chamar-lhe a atenção, animar-lhe, escutar-lhe ou simplesmente estar perto).
A EDUCAÇÃO DA COMPREENSÃO
11. Ajudo os jovens a conhecer-se em algum grau, especialmente quanto a seu caráter, com o fim de poder confiar em suas próprias possibilidades.(Um jovem que não está seguro de si próprio nunca estará em condições de prestar atenção às necessidades dos demais e compreendê-las).
12. Ajudo aos jovens a desenvolver sua capacidade de escutar, de observar e de atender aos demais. (São as capacidades básicas necessárias para se conhecer aos demais. Uma vez conhecido, se pode passar à compreensão).
13. Ajudo aos jovens a refletir sobre seus próprios problemas com o fim de superá-los e esquecer-se deles e, assim, poder dedicar-se aos demais. Também lhes ajudo a descobrir que preconceitos podem ter com respeito a seus colegas.(Os adolescentes ficam muito afetados por problemas de tipo afetivo. Neste situação tendem a exagerar negativamente sua percepção dos demais).
14. Ajudei aos adolescentes a descobrir os sentimentos e estados de ânimo dos demais. (De fato se pode ajudar a desenvolver esta capacidade desde pequenos. Bastará fazer perguntas como "se fizer isto como se sentirá sua mãe"? ou "pensou em como pode sentir-se seu amigo agora que seu pai faleceu"?).
15. Ajudo aos jovens a descobrir as diferenças de caráter, inteligência, sensibilidade, etc. entre seus irmãos e seus colegas no colégio.(Compreender significa reconhecer diferenças. Porque as pessoas somos diferentes, é necessário fazer o esforço da compreensão e atuar congruentemente).
16. Depois de diferentes acontecimentos ou condutas, ajudo aos jovens a indagar sobre as causas dos mesmos.(É simplesmente o costume de pensar: "por que será que ele me disse isto"?, por que fez isto"?).
17. Tento conseguir que os jovens sejam empáticos, colocando-se no lugar do outro e vendo as coisas a partir de seu ponto de vista.(Não é fácil, nem para um adulto. Entretanto, vale a pena sugerir, raciocinar, e chamar a atenção, com o fim de que vejam que existem outros pontos de vista que não coincidem com os próprios.
18. Informo aos jovens para que saibam que se trata de adaptar-se a cada pessoa e a cada situação.(O que fizeram um dia para um colega, não necessariamente é o que é preciso fazer hoje para outro).
19. Em geral dou bom exemplo, tentando compreender aos demais sem preconceitos e sem rigidez, de tal maneira que os jovens se comportem da mesma maneira. (Interessa conseguir que os filhos/alunos se preocupem pelos demais tendo detalhes para com eles em muitas circunstâncias diferentes).
20. Tento conseguir que os jovens compreendam cada vez melhor a sua mãe, a seu pai ou a seu professor.(O apoio mútuo entre os educadores pode ajudar muito a descobrir aos jovens os motivos que tem cada um para atuar de maneiras que lhes podem parecer inadequadas).
1. Reconheço que devo educar a cada filho/aluno de uma maneira diferente, porque cada um é diferente. Portanto, necessito conhecer e compreender a cada um. (Se entendo que convém tratar todas as crianças da mesma maneira, a compreensão não tem nenhum sentido. Às vezes, este tipo de atuação igualitária é inconsciente).
2. Tento estar nas melhores condições possíveis para compreender aos demais. (Por exemplo, se um educador está muito preocupado por algum tema pessoal, seguramente não poderá prestar a atenção adequada ao outro).
3. Escuto, observo e falo com outras pessoas com o fim de captar uma informação adequada com respeito a meus filhos/alunos.(Compreender significa, em primeiro lugar, conhecer. E não somente as atuações ou condutas, mas ir atrás para indagar sobre as causas das condutas manifestas).
4. Intercâmbio meus pontos de vista com meu cônjuge e com o professor, com o fim de conseguir uma visão objetiva e evitar possíveis preconceitos.(A compreensão requer manter-se em dia com a informação. É possível que a compreensão fique limitada por haver adotado uma visão rígida da situação de algum jovem).
5. Pensei em quais critérios quero utilizar para conhecer os jovens. Portanto, fixo-me no que é importante e não no que é secundário. (É possível que a compreensão fique limitada porque só nos interessa saber se o jovem é ordenado ou não, por exemplo, sem ter em conta se ele atua de uma maneira generosa ou se é bom amigo).
6. Tento colocar-me no lugar dos jovens com o fim de ver as coisas desde seu ponto de vista.(Isto é o que se chama de compreensão empática. Algumas pessoas o conseguem com maior facilidade que outras. Mas sempre convém tentá-lo).
7. Em geral, mostro meu interesse por meus filhos/alunos de tal maneira que reconhecem que são importantes para mim.(A manifestação da compreensão é importante para que o outro se sinta compreendido. Será mais fácil conseguir este resultado se existe habitualmente uma preocupação manifesta neste sentido).
8. Mostro minha compreensão com gestos - sorrisos, com os olhos - e explicando o que estou compreendendo da situação para que o jovem entenda que compreendi.(Não basta compreender. É necessário manifestá-lo também).
9. Mostro meu respeito pelos jovens, sem pretender invadir sua intimidade, e sabendo esperar pacientemente para que eles se abram). (As vezes não se pode correr no processo de compreensão. Saber esperar até que o jovem esteja disposto a abrir-se é precisamente uma mostra de compreensão).
10. Busco o momento oportuno para atuar a favor de um jovem sabendo que a compreensão pode significar coisas muito diferentes. (Por exemplo, depois de uma reprovação em um exame, segundo as circunstâncias, compreender pode significar calar-se, chamar-lhe a atenção, animar-lhe, escutar-lhe ou simplesmente estar perto).
A EDUCAÇÃO DA COMPREENSÃO
11. Ajudo os jovens a conhecer-se em algum grau, especialmente quanto a seu caráter, com o fim de poder confiar em suas próprias possibilidades.(Um jovem que não está seguro de si próprio nunca estará em condições de prestar atenção às necessidades dos demais e compreendê-las).
12. Ajudo aos jovens a desenvolver sua capacidade de escutar, de observar e de atender aos demais. (São as capacidades básicas necessárias para se conhecer aos demais. Uma vez conhecido, se pode passar à compreensão).
13. Ajudo aos jovens a refletir sobre seus próprios problemas com o fim de superá-los e esquecer-se deles e, assim, poder dedicar-se aos demais. Também lhes ajudo a descobrir que preconceitos podem ter com respeito a seus colegas.(Os adolescentes ficam muito afetados por problemas de tipo afetivo. Neste situação tendem a exagerar negativamente sua percepção dos demais).
14. Ajudei aos adolescentes a descobrir os sentimentos e estados de ânimo dos demais. (De fato se pode ajudar a desenvolver esta capacidade desde pequenos. Bastará fazer perguntas como "se fizer isto como se sentirá sua mãe"? ou "pensou em como pode sentir-se seu amigo agora que seu pai faleceu"?).
15. Ajudo aos jovens a descobrir as diferenças de caráter, inteligência, sensibilidade, etc. entre seus irmãos e seus colegas no colégio.(Compreender significa reconhecer diferenças. Porque as pessoas somos diferentes, é necessário fazer o esforço da compreensão e atuar congruentemente).
16. Depois de diferentes acontecimentos ou condutas, ajudo aos jovens a indagar sobre as causas dos mesmos.(É simplesmente o costume de pensar: "por que será que ele me disse isto"?, por que fez isto"?).
17. Tento conseguir que os jovens sejam empáticos, colocando-se no lugar do outro e vendo as coisas a partir de seu ponto de vista.(Não é fácil, nem para um adulto. Entretanto, vale a pena sugerir, raciocinar, e chamar a atenção, com o fim de que vejam que existem outros pontos de vista que não coincidem com os próprios.
18. Informo aos jovens para que saibam que se trata de adaptar-se a cada pessoa e a cada situação.(O que fizeram um dia para um colega, não necessariamente é o que é preciso fazer hoje para outro).
19. Em geral dou bom exemplo, tentando compreender aos demais sem preconceitos e sem rigidez, de tal maneira que os jovens se comportem da mesma maneira. (Interessa conseguir que os filhos/alunos se preocupem pelos demais tendo detalhes para com eles em muitas circunstâncias diferentes).
20. Tento conseguir que os jovens compreendam cada vez melhor a sua mãe, a seu pai ou a seu professor.(O apoio mútuo entre os educadores pode ajudar muito a descobrir aos jovens os motivos que tem cada um para atuar de maneiras que lhes podem parecer inadequadas).
Avaliação das virtudes humanas
Auto-avaliação das virtudes humanas
Esquema de virtudes por idades
Tendo em conta que cada família é diferente, e que cada filho e cada pai requer uma atenção diferente, vamos considerar com brevidade, um esquema de virtudes por idades, tendo em conta os traços estruturais das idades e a natureza das virtudes.
ATÉ OS 7 ANOS
- Obediência.- Sinceridade.- Ordem.
Antes dos sete anos as crianças apenas têm uso de razão e, portanto, o melhor que podem fazer é obedecer a seus educadores, tentando viver este dever com carinho. Mas destacar esta virtude para os pequenos não lhe tira importância para os mais velhos. Simplesmente significa que, como vão passando os anos, o discernimento pessoal deverá melhorar de tal modo que cada um atuará corretamente por vontade e decisão própria sem receber tantas indicações concretas alheias. De todas as formas, em todas as idades, o mérito está em obedecer à pessoa com autoridade em tudo o que não vá contra a justiça. A obediência se produz por uma exigência operativa razoável por parte dos pais. Haverá que exigir muito, mas em poucas coisas, dando indicações muito claras, sem confusão.
As crianças podem obedecer por medo, ou porque não há outro remédio a não ser cumprir. Estes são motivos muito pobres. Devemos animá-los, a cumprir por amor, para ajudar a seus pais, e assim começar alguns primeiros passos com relação à virtude da generosidade.
Ao mesmo tempo, devemos desenvolver nos filhos a virtude da sinceridade, porque esta exigência no fazer tem que traduzir-se paulatinamente em uma exigência no pensar - uma orientação -, e unicamente tem sentido esta orientação dos pais se se faz em torno a uma realidade conhecida. De fato, a sinceridade tem muito a ver com o pudor e voltaremos a insistir nesta virtude já na adolescência.
Por outra parte incluímos também a virtude da ordem por vários motivos: 1) se não se desenvolve desde pequenos, é muito mais difícil depois; 2) é uma virtude necessária para permitir uma convivência feliz; 3) tranquiliza às mães de família. E isso, sem brincadeiras, é importante.
Os motivos para ser ordenados podem ser de tipo racional - ver a conveniência do ato ordenado -, apesar de que costuma ser mais razoável basear-se no carinho outra vez, apoiado no desejo que a criança pequena tem de agradar a seus pais. Também pode ser por sentido do dever como seria no caso de desenvolver a ordem utilizando um sistema de encargos.
Estas três virtudes formarão uma base sólida para a seguir abrir-se a mais virtudes na próxima etapa.
Desde os 8 até os 12 anos
- Fortaleza.- Perseverança.- Laboriosidade.- Paciência.- Responsabilidade.- Justiça.- Generosidade.
Como se verá, aqui nos encontramos com quatro virtudes que giram em torno à virtude cardinal da fortaleza: duas, em torno à justiça, e uma, com relação a virtude teologal da caridade.
Os meninos destas idades passam por uma série de mudanças de tipo biológico com a chegada da puberdade, e parece conveniente desenvolver de um modo especial a vontade, para tornar mais forte seu próprio caráter. Agora os filhos começam a tomar mais decisões pessoais, mas necessitam de critérios para saber se se dirigem bem ao objeto de seu esforço.
Complementamos as virtudes relacionadas com a fortaleza com a introdução de algumas virtudes diretamente relacionadas com os demais - ou seja, a responsabilidade, a justiça e a generosidade.
De todas as formas, o lógico é que as crianças desta idade se centrem mais no ato que no destinatário. Ainda não são muito conscientes de sua intimidade. Neste sentido, se trataria de conseguir que os filhos sejam perseverantes, não em relação com a atenção a uma pessoa, por exemplo, mas ou melhor, pela satisfação de haver superado algum obstáculo. É a idade dos desafios (mas razoáveis). Como a criança é muito consciente das regras do jogo com relação a seus colegas e com relação aos demais em geral, certamente será conveniente estimular aos filhos a desenvolver as virtudes por sentido do dever ante seus colegas, por exemplo, mas sem esquecer-se de entusiasmar-lhes com algum ideal que, valha a pena. Assim, encontrarão a satisfação de um esforço de superação pessoal.
Em todas estas virtudes é necessário o uso da vontade. Ao ler as descrições, verão que se trata de "suportar incômodos", de "esforçar-se continuamente para dar aos demais", de "alcançar o decidido", de "resistir a influências nocivas", etc. Para realizar estas coisas, será necessário elevar a vista e não estar atado a alguns interesses pobres, quase mesquinhos.
Esta é uma idade chave para "jogar para cima". E com isto quero dizer elevar o olhar das crianças para Deus e conseguir que estas virtudes humanas revertam em bem da fé em desenvolvimento.
Talvez pareçam muitas virtudes para perseguir simultaneamente. Mas estão muito relacionadas. No caso de centrar-se em uma ou duas delas é muito provável que a criança melhore nas demais também.
A medida que vão passando os anos, os jovens vão necessitando de mais argumentos, melhores razões para cumprir com o esforço que supõe adquirir um hábito operativo bom.
Com o despertar da intimidade, entramos na adolescência, um período no qual o jovem tem que voltar a tomar como próprio coisas que realizou por imitação ou por simples exigência externa. Agora se compromete consigo próprio e tudo o que faz adquire uma nova dimensão.
Desde os 13 até os 15 anos
- Pudor.- Sobriedade. - Simplicidade. - Sociabilidade. - Amizade.- Respeito. - Patriotismo.
Desde os oito até os doze anos, aproximadamente, destacamos virtudes relacionadas com a fortaleza e com a justiça, enquanto supõe a adaptação do comportamento a umas indicações concretas. Desde os treze até os quinze anos, parece conveniente, de acordo com o descobrimento mais claro da própria intimidade, insistir de um modo preferente em umas virtudes relacionadas com a temperança, em primeiro lugar. E isso para não perder de vista o Bem devido às paixões incontroladas. Os pais podem ver com grande clareza como muitas pessoas que vivem na sociedade atual dão um exemplo nefasto para os jovens deixando-se levar a qualquer extremo em busca de um prazer superficial.
Se anteriormente insistimos na fortaleza, agora se trata de utilizar essa força para proteger o mais precioso de cada ser: sua intimidade. E com a intimidade me refiro à alma, aos sentimentos, aos pensamentos e não apenas a aspectos do corpo. As virtudes do pudor e da sobriedade poderiam ser resumidas - em chegar a reconhecer o valor do que uma pessoa possui para a seguir utilizá-lo bem - de acordo com critérios retos e verdadeiros.
Que motivos podemos proporcionar aos filhos? Creio que devemos dar-lhes razões. Não é uma solução nova. Mas nós, os pais, normalmente aprendemos a comportar-nos como o fazemos, imitando a nossos educadores. E agora nossos filhos não estão dispostos a imitar-nos. Pedem razões. E nós não temos as razões para dar-lhes. Ou pelo menos, de um modo que possam ser captadas adequadamente. Já sabemos que não há receitas na orientação familiar. Mas, com respeito ao modo em que se deve dar informação aos jovens, eu me atreveria a dar uma. Se trata de dar a informação de acordo com quatro "cês" - uma informação clara, curta, concisa -, e mudar de assunto.
Além destas virtudes, relacionadas com a temperança, também é conveniente insistir em outras que têm a ver com a intimidade da pessoa e com suas relações com os demais. Por este motivo, se destacam a sociabilidade, a amizade, o respeito e o patriotismo. As quatro virtudes supõem interessar-se pela própria intimidade e pelo bem dos demais de um modo muito concreto. Certamente aqui encontraremos a ajuda principal que podem contribuir os pais. Me refiro à orientação aos jovens para que cheguem a concentrar suas inquietudes para com os demais em atos concretos de serviço. Devemos ter em conta que o adolescente, por sua própria natureza, é idealista e também necessita viver novas experiências. Se os pais não os ajudamos, é provável que as influências externas intencionadas e prejudiciais enlacem com este modo de ser.
Temos incluído uma virtude mais para esta idade. A simplicidade, porque é o que necessita o adolescente para comportar-se congruentemente com seus ideais e também para que chegue a aceitar-se tal como é.
Desde os 16 até os 18 anos
- Prudência.- Flexibilidade. - Compreensão. - Lealdade. - Audácia. - Humildade. - Otimismo.
As primeiras virtudes que destacamos para esta idade se baseiam em uma capacidade de raciocinar inteligentemente. Isto é, será quase impossível desenvolver as virtudes plenamente sem uma certa capacidade intelectual. Refiro-me às virtudes da prudência, da flexibilidade, da compreensão e também da lealdade e da humildade. Nas descrições operativas, o leitor pode ver que tipos de atividades supõe a realização destas virtudes. Por exemplo: "recolhe informação continuamente"; "ponderar as conseqüências"; "proteger um conjunto de valores"; reconhecer diferentes fatores que influem em uma situação"; "reconhecer as próprias insuficiências", etc. Por isso, parece conveniente insistir nestas virtudes quando os jovens têm mais capacidade intelectual.
Na idade anterior, destacamos a importância que tem dar uma informação aos jovens com respeito ao significado destes conceitos. E, agora, haverá que repetir o mesmo, mas com maior insistência. Se antes os perigos vinham pela pessoa "deixar fazer" com relação às paixões, agora virão seguramente, por umas idéias erradas. Aqui, é necessário a flexibilidade para poder aprender de diferentes situações mas sem abandonar os critérios de atuação pessoal. Também é importante a prudência. Supõe que o jovem abra os olhos a seu ambiente e busque uma informação adequada, ponderando as conseqüências antes de tomar decisões. Os pais devem dar-se conta de que, nestas idades, já é muito difícil exigir a seus filhos para que façam coisas, nem é muito conveniente fazê-lo. Entretanto se tratará de exigir-lhes muito para que pensem antes de tomar suas próprias decisões, recordando-lhes continuamente a importância de estabelecer alguns critérios em torno aos quais se pode decidir razoavelmente. Há que obrigar aos jovens a estabelecer-se seriamente o porquê de suas próprias vidas, para que cheguem a atuar coerentemente com alguns valores. Aqui reside a importância da lealdade.
O leitor verá que, depois de três virtudes relacionadas com a prudência, destacamos uma de justiça, outra de fortaleza e outra de temperança. Já estamos em uma idade mais madura e buscamos no desenvolvimento das virtudes um equilíbrio entre um sólido apoio no permanente, um reconhecimento realista das possibilidades próprias como pessoa, e uma atuação audaz para conseguir um autêntico bem. Isto é a lealdade, a humildade e audácia.
Mas não queríamos terminar sem fazer referência a mais uma virtude. Uma virtude muito importante para uma sociedade caracterizada pelo ódio e o desespero. Refiro-me ao otimismo. Esta é uma virtude que há que desenvolver em crianças pequenas e em todas as idades, mas a incluímos de um modo preferente agora, porque é possível, com a vontade, adquirir o hábito de ver o positivo em primeiro lugar, com a finalidade de saber o que é "bom". E além disso, se trata de ver o melhor nos demais e assim é possível ajudar-lhes a melhorar. A estas idades o jovem deveria dedicar-se ao serviço dos demais animado pela esperança sobrenatural, sabendo que vale a pena.
Esquema de virtudes por idades
Tendo em conta que cada família é diferente, e que cada filho e cada pai requer uma atenção diferente, vamos considerar com brevidade, um esquema de virtudes por idades, tendo em conta os traços estruturais das idades e a natureza das virtudes.
ATÉ OS 7 ANOS
- Obediência.- Sinceridade.- Ordem.
Antes dos sete anos as crianças apenas têm uso de razão e, portanto, o melhor que podem fazer é obedecer a seus educadores, tentando viver este dever com carinho. Mas destacar esta virtude para os pequenos não lhe tira importância para os mais velhos. Simplesmente significa que, como vão passando os anos, o discernimento pessoal deverá melhorar de tal modo que cada um atuará corretamente por vontade e decisão própria sem receber tantas indicações concretas alheias. De todas as formas, em todas as idades, o mérito está em obedecer à pessoa com autoridade em tudo o que não vá contra a justiça. A obediência se produz por uma exigência operativa razoável por parte dos pais. Haverá que exigir muito, mas em poucas coisas, dando indicações muito claras, sem confusão.
As crianças podem obedecer por medo, ou porque não há outro remédio a não ser cumprir. Estes são motivos muito pobres. Devemos animá-los, a cumprir por amor, para ajudar a seus pais, e assim começar alguns primeiros passos com relação à virtude da generosidade.
Ao mesmo tempo, devemos desenvolver nos filhos a virtude da sinceridade, porque esta exigência no fazer tem que traduzir-se paulatinamente em uma exigência no pensar - uma orientação -, e unicamente tem sentido esta orientação dos pais se se faz em torno a uma realidade conhecida. De fato, a sinceridade tem muito a ver com o pudor e voltaremos a insistir nesta virtude já na adolescência.
Por outra parte incluímos também a virtude da ordem por vários motivos: 1) se não se desenvolve desde pequenos, é muito mais difícil depois; 2) é uma virtude necessária para permitir uma convivência feliz; 3) tranquiliza às mães de família. E isso, sem brincadeiras, é importante.
Os motivos para ser ordenados podem ser de tipo racional - ver a conveniência do ato ordenado -, apesar de que costuma ser mais razoável basear-se no carinho outra vez, apoiado no desejo que a criança pequena tem de agradar a seus pais. Também pode ser por sentido do dever como seria no caso de desenvolver a ordem utilizando um sistema de encargos.
Estas três virtudes formarão uma base sólida para a seguir abrir-se a mais virtudes na próxima etapa.
Desde os 8 até os 12 anos
- Fortaleza.- Perseverança.- Laboriosidade.- Paciência.- Responsabilidade.- Justiça.- Generosidade.
Como se verá, aqui nos encontramos com quatro virtudes que giram em torno à virtude cardinal da fortaleza: duas, em torno à justiça, e uma, com relação a virtude teologal da caridade.
Os meninos destas idades passam por uma série de mudanças de tipo biológico com a chegada da puberdade, e parece conveniente desenvolver de um modo especial a vontade, para tornar mais forte seu próprio caráter. Agora os filhos começam a tomar mais decisões pessoais, mas necessitam de critérios para saber se se dirigem bem ao objeto de seu esforço.
Complementamos as virtudes relacionadas com a fortaleza com a introdução de algumas virtudes diretamente relacionadas com os demais - ou seja, a responsabilidade, a justiça e a generosidade.
De todas as formas, o lógico é que as crianças desta idade se centrem mais no ato que no destinatário. Ainda não são muito conscientes de sua intimidade. Neste sentido, se trataria de conseguir que os filhos sejam perseverantes, não em relação com a atenção a uma pessoa, por exemplo, mas ou melhor, pela satisfação de haver superado algum obstáculo. É a idade dos desafios (mas razoáveis). Como a criança é muito consciente das regras do jogo com relação a seus colegas e com relação aos demais em geral, certamente será conveniente estimular aos filhos a desenvolver as virtudes por sentido do dever ante seus colegas, por exemplo, mas sem esquecer-se de entusiasmar-lhes com algum ideal que, valha a pena. Assim, encontrarão a satisfação de um esforço de superação pessoal.
Em todas estas virtudes é necessário o uso da vontade. Ao ler as descrições, verão que se trata de "suportar incômodos", de "esforçar-se continuamente para dar aos demais", de "alcançar o decidido", de "resistir a influências nocivas", etc. Para realizar estas coisas, será necessário elevar a vista e não estar atado a alguns interesses pobres, quase mesquinhos.
Esta é uma idade chave para "jogar para cima". E com isto quero dizer elevar o olhar das crianças para Deus e conseguir que estas virtudes humanas revertam em bem da fé em desenvolvimento.
Talvez pareçam muitas virtudes para perseguir simultaneamente. Mas estão muito relacionadas. No caso de centrar-se em uma ou duas delas é muito provável que a criança melhore nas demais também.
A medida que vão passando os anos, os jovens vão necessitando de mais argumentos, melhores razões para cumprir com o esforço que supõe adquirir um hábito operativo bom.
Com o despertar da intimidade, entramos na adolescência, um período no qual o jovem tem que voltar a tomar como próprio coisas que realizou por imitação ou por simples exigência externa. Agora se compromete consigo próprio e tudo o que faz adquire uma nova dimensão.
Desde os 13 até os 15 anos
- Pudor.- Sobriedade. - Simplicidade. - Sociabilidade. - Amizade.- Respeito. - Patriotismo.
Desde os oito até os doze anos, aproximadamente, destacamos virtudes relacionadas com a fortaleza e com a justiça, enquanto supõe a adaptação do comportamento a umas indicações concretas. Desde os treze até os quinze anos, parece conveniente, de acordo com o descobrimento mais claro da própria intimidade, insistir de um modo preferente em umas virtudes relacionadas com a temperança, em primeiro lugar. E isso para não perder de vista o Bem devido às paixões incontroladas. Os pais podem ver com grande clareza como muitas pessoas que vivem na sociedade atual dão um exemplo nefasto para os jovens deixando-se levar a qualquer extremo em busca de um prazer superficial.
Se anteriormente insistimos na fortaleza, agora se trata de utilizar essa força para proteger o mais precioso de cada ser: sua intimidade. E com a intimidade me refiro à alma, aos sentimentos, aos pensamentos e não apenas a aspectos do corpo. As virtudes do pudor e da sobriedade poderiam ser resumidas - em chegar a reconhecer o valor do que uma pessoa possui para a seguir utilizá-lo bem - de acordo com critérios retos e verdadeiros.
Que motivos podemos proporcionar aos filhos? Creio que devemos dar-lhes razões. Não é uma solução nova. Mas nós, os pais, normalmente aprendemos a comportar-nos como o fazemos, imitando a nossos educadores. E agora nossos filhos não estão dispostos a imitar-nos. Pedem razões. E nós não temos as razões para dar-lhes. Ou pelo menos, de um modo que possam ser captadas adequadamente. Já sabemos que não há receitas na orientação familiar. Mas, com respeito ao modo em que se deve dar informação aos jovens, eu me atreveria a dar uma. Se trata de dar a informação de acordo com quatro "cês" - uma informação clara, curta, concisa -, e mudar de assunto.
Além destas virtudes, relacionadas com a temperança, também é conveniente insistir em outras que têm a ver com a intimidade da pessoa e com suas relações com os demais. Por este motivo, se destacam a sociabilidade, a amizade, o respeito e o patriotismo. As quatro virtudes supõem interessar-se pela própria intimidade e pelo bem dos demais de um modo muito concreto. Certamente aqui encontraremos a ajuda principal que podem contribuir os pais. Me refiro à orientação aos jovens para que cheguem a concentrar suas inquietudes para com os demais em atos concretos de serviço. Devemos ter em conta que o adolescente, por sua própria natureza, é idealista e também necessita viver novas experiências. Se os pais não os ajudamos, é provável que as influências externas intencionadas e prejudiciais enlacem com este modo de ser.
Temos incluído uma virtude mais para esta idade. A simplicidade, porque é o que necessita o adolescente para comportar-se congruentemente com seus ideais e também para que chegue a aceitar-se tal como é.
Desde os 16 até os 18 anos
- Prudência.- Flexibilidade. - Compreensão. - Lealdade. - Audácia. - Humildade. - Otimismo.
As primeiras virtudes que destacamos para esta idade se baseiam em uma capacidade de raciocinar inteligentemente. Isto é, será quase impossível desenvolver as virtudes plenamente sem uma certa capacidade intelectual. Refiro-me às virtudes da prudência, da flexibilidade, da compreensão e também da lealdade e da humildade. Nas descrições operativas, o leitor pode ver que tipos de atividades supõe a realização destas virtudes. Por exemplo: "recolhe informação continuamente"; "ponderar as conseqüências"; "proteger um conjunto de valores"; reconhecer diferentes fatores que influem em uma situação"; "reconhecer as próprias insuficiências", etc. Por isso, parece conveniente insistir nestas virtudes quando os jovens têm mais capacidade intelectual.
Na idade anterior, destacamos a importância que tem dar uma informação aos jovens com respeito ao significado destes conceitos. E, agora, haverá que repetir o mesmo, mas com maior insistência. Se antes os perigos vinham pela pessoa "deixar fazer" com relação às paixões, agora virão seguramente, por umas idéias erradas. Aqui, é necessário a flexibilidade para poder aprender de diferentes situações mas sem abandonar os critérios de atuação pessoal. Também é importante a prudência. Supõe que o jovem abra os olhos a seu ambiente e busque uma informação adequada, ponderando as conseqüências antes de tomar decisões. Os pais devem dar-se conta de que, nestas idades, já é muito difícil exigir a seus filhos para que façam coisas, nem é muito conveniente fazê-lo. Entretanto se tratará de exigir-lhes muito para que pensem antes de tomar suas próprias decisões, recordando-lhes continuamente a importância de estabelecer alguns critérios em torno aos quais se pode decidir razoavelmente. Há que obrigar aos jovens a estabelecer-se seriamente o porquê de suas próprias vidas, para que cheguem a atuar coerentemente com alguns valores. Aqui reside a importância da lealdade.
O leitor verá que, depois de três virtudes relacionadas com a prudência, destacamos uma de justiça, outra de fortaleza e outra de temperança. Já estamos em uma idade mais madura e buscamos no desenvolvimento das virtudes um equilíbrio entre um sólido apoio no permanente, um reconhecimento realista das possibilidades próprias como pessoa, e uma atuação audaz para conseguir um autêntico bem. Isto é a lealdade, a humildade e audácia.
Mas não queríamos terminar sem fazer referência a mais uma virtude. Uma virtude muito importante para uma sociedade caracterizada pelo ódio e o desespero. Refiro-me ao otimismo. Esta é uma virtude que há que desenvolver em crianças pequenas e em todas as idades, mas a incluímos de um modo preferente agora, porque é possível, com a vontade, adquirir o hábito de ver o positivo em primeiro lugar, com a finalidade de saber o que é "bom". E além disso, se trata de ver o melhor nos demais e assim é possível ajudar-lhes a melhorar. A estas idades o jovem deveria dedicar-se ao serviço dos demais animado pela esperança sobrenatural, sabendo que vale a pena.
Conclusão
Para terminar esta introdução em torno à educação das virtudes humanas, me agradaria voltar a destacar que a vida familiar é algo espontâneo, cheio de amor e de alegria. As indicações que acabo de fazer, não pretendem ser um plano, mas uma série de sugestões para ajudar aos pais a decidir mais prudentemente o que é melhor para eles e para seus filhos. Mas, às vezes, é bom tentar esquematizar a vida espontânea com o fim de conhecê-la melhor e portanto amá-la mais. Por isso, incluímos ao final do livro um quadro de virtudes por idades, e também uma descrição operativa das vinte e cinco virtudes que comentamos neste livro.
Não tem grande importância o fato de destacar uma virtude ou outra. O conjunto das virtudes em desenvolvimento é o que nos interessa. Por isso, se pede aos pais uma luta de superação pessoal, com respeito às virtudes que querem desenvolver em seus filhos.
De todas as formas cada pessoa terá suas preferências. Quais são as três virtudes que recomendaria especialmente para os pais de família? Perseverança, paciência e otimismo.
POSSÍVEL DISTRIBUIÇÃO DE VIRTUDES CONFORME IDADES
Até os 7 anos
8-12 anos
13-15 anos
16-18 anos
Virtude cardinal dominante
Justiça
Fortaleza
Temperança
Prudência
Virtude teologal dominante
Caridade
Fé
Esperança
Virtudes humanas preferentes
ObediênciaSinceridadeOrdem
FortalezaPerseverançaLaboriosidadePaciênciaResponsabilidadeJustiçaGenerosidade
PudorSobriedadeSociabilidadeAmizadeRespeitoSimplicidadePatriotismo
PrudênciaFlexibilidadeCompreensãoLealdadeAudáciaHumildadeOtimismo
Resultado
Alegria e Maturidade natural da pessoa
Para terminar esta introdução em torno à educação das virtudes humanas, me agradaria voltar a destacar que a vida familiar é algo espontâneo, cheio de amor e de alegria. As indicações que acabo de fazer, não pretendem ser um plano, mas uma série de sugestões para ajudar aos pais a decidir mais prudentemente o que é melhor para eles e para seus filhos. Mas, às vezes, é bom tentar esquematizar a vida espontânea com o fim de conhecê-la melhor e portanto amá-la mais. Por isso, incluímos ao final do livro um quadro de virtudes por idades, e também uma descrição operativa das vinte e cinco virtudes que comentamos neste livro.
Não tem grande importância o fato de destacar uma virtude ou outra. O conjunto das virtudes em desenvolvimento é o que nos interessa. Por isso, se pede aos pais uma luta de superação pessoal, com respeito às virtudes que querem desenvolver em seus filhos.
De todas as formas cada pessoa terá suas preferências. Quais são as três virtudes que recomendaria especialmente para os pais de família? Perseverança, paciência e otimismo.
POSSÍVEL DISTRIBUIÇÃO DE VIRTUDES CONFORME IDADES
Até os 7 anos
8-12 anos
13-15 anos
16-18 anos
Virtude cardinal dominante
Justiça
Fortaleza
Temperança
Prudência
Virtude teologal dominante
Caridade
Fé
Esperança
Virtudes humanas preferentes
ObediênciaSinceridadeOrdem
FortalezaPerseverançaLaboriosidadePaciênciaResponsabilidadeJustiçaGenerosidade
PudorSobriedadeSociabilidadeAmizadeRespeitoSimplicidadePatriotismo
PrudênciaFlexibilidadeCompreensãoLealdadeAudáciaHumildadeOtimismo
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Alegria e Maturidade natural da pessoa
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